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Como conquistar o certificado FairTrade?

POR ULISSES FERREIRA DE OLIVEIRA

ULISSES FERREIRA

EM 17/07/2014

2 MIN DE LEITURA

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Foto: Luciana Santos/ Café Editora
Foto: Luciana Santos/ Café Editora

Muitos leitores da coluna estão curiosos para saber o passo a passo da certificação FairTrade, de forma bem sucinta espero contribuir para o entendimento dessa certificação e orientar os nossos amigos produtores na busca pela certificação.

Primeiramente, a certificação FairTrade é um movimento organizado pela FairTrade International (Flo), com sede na Alemanha e, presente em mais de 94 países produtores e consumidores. A Flo é a responsável pelos critérios da certificação e também pelo controle do uso da marca, porém não é responsável pela certificação.

A certificação e o processo de auditoria são gerenciados pela Flo-Cert, sendo esse o primeiro órgão de contato para a certificação. Porém, antes de contatar a Flo-Cert os interessados devem se ater a algumas informações:

Somente produtores organizados em associações ou cooperativas podem obter a certificação FairTrade (não é possível a certificação da propriedade individual).

A organização deve garantir que mais de 50% de seus associados são da agricultura familiar (nesse caso os critérios entendem por agricultura empresarial aquele produtor que tem um ou mais funcionários permanentes - se contratar safristas, mas não tiver funcionário permanente é considerado agricultura familiar).

A organização deve ser democrática, transparente, legalmente constituída.

Atingindo esses critérios, a organização deve demonstrar que realmente tem mercado para seus cafés com certificação FairTrade, ou seja, um comprador FairTrade deve declarar que tem interesse em comprar cafés daquela organização de produtores. Só assim é possível dar prosseguimento à certificação. (isso para evitar que produtores invistam dinheiro na certificação e depois não tenham para quem comercializar o café com o selo).

Com a carta de compromisso de um comprador e um cadastro de todos os seus associados, além de documentações diversas da organização é a hora de entrar em contato com a Flo-Cert e solicitar o início do processo de certificação. Os documentos serão analisados e caso realmente atingiam os critérios inicias é emitido um boleto para o pagamento da taxa inicial e ai sim a organização pode dar início à adequação da propriedade e da sua gestão para cumprir com os demais itens da norma.

Vale ressaltar que antes de procurar uma certificação o produtor, ou grupo de produtores pode buscar parcerias com outras associações e cooperativas, existem mais de 20 organizações com certificação FairTrade para café é possível fortalecer as associações e evitar criar muitas instituições na mesma região, pois quem ganha com isso são os compradores e não os produtores.

Finalmente, lembro que a certificação não é a salvação da lavoura é preciso investir em qualidade, gestão, associativismo, abertura de mercado, marketing, redução de custos, tecnologias e tantas outras ferramentas que são mais facilmente alcançadas pela agricultura familiar se estiverem organizados em uma boa associação.

Os benefícios do FairTrade vão muito além do preço justo, é o fortalecimento da agricultura familiar passa necessariamente pela organização desse em associações e cooperativas. Vou além, é preciso a organização dessas associações e cooperativas, federações representativas é mais do que necessária é urgente a criação! 

ULISSES FERREIRA DE OLIVEIRA

Administrador, especialista em cafeicultura sustentável, Diretor do Departamento de Desenvolvimento e Meio Ambiente da Prefeitura Municipal de Botelhos e consultor de associações e certificações agrícolas.

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ULISSES FERREIRA DE OLIVEIRA

POÇOS DE CALDAS - MINAS GERAIS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 25/04/2017

Willian, tudo certo e você?



Vocês conseguem habilitar a empresa Fair Trade sim, caso precise de algum detalhe favor entrar em contato via e-mail



adm.ulisses@gmail.com
WILLIAN DON

VARGINHA - MINAS GERAIS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 14/04/2017

Ulisses, tudo bem?

Temos uma empresa comercial exportadora, atendemos empresas que não possui habilitação para exportação é coordenamos todos os transmites aduaneiros.



Surgiu uma demanda para exportação, porém o comprador (importador) está solicitando fairtrade.



Neste caso conseguimos habilitar nossa empresa como fairtrade?



Muito obrigado e grande abraço
ULISSES FERREIRA DE OLIVEIRA

POÇOS DE CALDAS - MINAS GERAIS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 13/04/2015

Bom a principio o número mínimo de associados são 12, para compor a associação, mas vale lembrar que a certificação tem custos e o mercado pede volume de café, portanto creio que é preciso pensar nessas questões ter mais associados é bom para fortalecer a associação.



Também entendo que caso exista uma associação ou cooperativa FairTrade na região, vale a pena unir forças.


JOÃO LEITE MACHADO

CAPITÓLIO - MINAS GERAIS

EM 10/04/2015

Muito obrigado.

Para formar o grupo,precisa de quantos produtores?

att,

João Leite
ULISSES FERREIRA DE OLIVEIRA

POÇOS DE CALDAS - MINAS GERAIS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 10/04/2015

João, boa tarde!



A definição de pequeno produtor no Fair Trade é diferente. A certificação entende como grande produtor aquele que tem mão de obra permanente, ou seja, cafeicultor familiar é aquele que toca sua produção com a família mesmo, no máximo é aceito a contratação de safristas.



Neste sentido não interfere a produção.Lógico que o auditor vai duvidar de cafeicultores familiares com um volume grande de produção e grandes áreas.



Caso puder contribuir vou sim, meu e-mail é adm.ulisses@gmail.com
JOÃO LEITE MACHADO

CAPITÓLIO - MINAS GERAIS

EM 10/04/2015

Aqui em Capitolio,predomina cafeicultores familiares,mas é dificil unir.

Tem uma pequena Cooperativa de produtores,mas tem poucos agricultores familiares associados.

Fomos fazer um levantamento da categoria dos associados,para ver se enquadrava como pequenos produtores,so que o criterio utilizado foi quem tinha carta de aptidão ao PRONAF,mas então não deu 50% dos associados.

Conversei com alguns sobre o FAIR TRADE,mas quando falei que tinha custos,alguns desistiram.

Uma pergunta:para ser pequeno produtor,precisa ter carta de aptidão ao PRONAF?O criterio para ser agricultor familiar,é pelo tamanho da propriedade,ou pela produção?

Se for preciso você vir dar uma força pra gente aqui,você vem?



Obrigado!

João Leite.
ULISSES FERREIRA DE OLIVEIRA

POÇOS DE CALDAS - MINAS GERAIS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 28/07/2014

Fábio, boa tarde!!!



Com relação à qualidade o mercado de cafés FairTrade é exigente sim em qualidade, afinal trata-se de um certificação destinada a um nicho de mercado exigente que além das questões sociais e ambientais espera um bom produto.



Digo sempre que vamos iniciar um processo de certificação que o trabalho para melhorar a qualidade dos cafés produzidos deve iniciar em conjunto e da mesma forma que a certificação é um processo continuo a busca pela qualidade também deverá ser.



Obrigado pelo comentário!!



Saudade de Vitória da Conquista, grande lugar, ótimas pessoas, Manda um abraço para a Valéria e o Giano Brito.
ULISSES FERREIRA DE OLIVEIRA

POÇOS DE CALDAS - MINAS GERAIS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 28/07/2014

Ginoazzolini, Boa tarde!!!



Realmente esse é nosso gargalo, principalmente quando falamos de cafeicultura familiar, pois envolve vários produtores. Mas temos que superar isso, casos de sucesso onde espelhar nós temos, veja a organização dos produtores de uvas das serras gaúchas, veja também o caso de citricultores da Ecocitrus também no sul ou da Coagrosol aqui em Itatiba São Paulo.



Sempre ale a pena uma visita para conhecer!!!



De resto é gestão, persistência e boa gestão.



Os desafios existem, mas também muitas oportunidades.



Um abraço e mande notícias!
FÁBIO LÚCIO MARTINS NETO

VITÓRIA DA CONQUISTA - BAHIA - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 26/07/2014

Prezado Sr. Ulisses.



Simples e claro o artigo. Parabéns!



Gostaria de saber como é o nível de exigência do mercado fair trade de café no quesito qualidade?


GINOAZZOLINI NETO

LONDRINA - PARANÁ - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 23/07/2014

Faço parte de um grupo de cafeicultores associados a Acenpp, do norte do Paraná. Interessante seus esclarecimentos. A grande dificuldade hoje está exatamente para fora da porteira: a comercialização. Na hora da venda tudo é complicado. Desde infraestrutura física até definição de competências para as grandes decisões. Thanks
ULISSES FERREIRA DE OLIVEIRA

POÇOS DE CALDAS - MINAS GERAIS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 22/07/2014

Prezado senhor José, bom dia!!!



Quando vejo a palavra sou vice-presidente da associação, confesso que fico animado, realmente a organização dos produtores é fundamental, ainda mais sabendo que vocês já fazem um trabalho com cafés especiais.



Bom a principio o número mínimo de associados é 12, para compor a associação, mas vale lembrar que a certificação tem custos e o mercado pede volume de café, portanto creio que é preciso pensar nessas questões ter mais associados é bom para fortalecer a associação. Esse é um desafio constante, não ser muito grande a ponto de perder os principios da associação/cooperativa e não ser muito pequena para conseguir competir no mercado.



Ainda essa semana farei contato com você, muito obrigado pelo comentário!



Atenciosamente



Ulisses
JOSÉ HENRIQUE MENDONÇA

CRISTAIS PAULISTA - SÃO PAULO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 18/07/2014

Boa noite Ulisses, meu nome é José Henrique e sou vice-presidente da Associação de Produtores em Cristais Paulista - SP, gostaria de saber também quantos associados são necessários para compor este grupo e outras informações se possível, nossa região já a algum tempo vem trabalhando com cafés especiais, isto porque nossa região tem características muito boas para se fazer estes cafés, estamos na Alta Mogiana com altitude de mais de 1000m, desde já agradeço.

F: (16) 99215 6112
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