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Cafeicultura familiar: evolução com a certificação fairtrade

POR ULISSES FERREIRA DE OLIVEIRA

ULISSES FERREIRA

EM 13/03/2015

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Trabalho acadêmico desenvolvido pela professora Andreza Aparecida Barbosa com a Associação dos Agricultores Familiares do Córrego D’antas aponta os benefícios da certificação FairTrade para a cafeicultura familiar de montanhas. O trabalho apresentado como tese para defesa de mestrado teve como objetivo Diagnosticar as implicações da certificação Fairtrade aos agricultores familiares na região do Córrego D’antas em Poços de Caldas.

Foto ilustrativa: Felipe Gombossy/ Café Editora
 
Foto ilustrativa: Felipe Gombossy/ Café Editora

Como resultado a pesquisadora identificou vários avanços conquistados graças a pratica de planejamento e gestão necessária para o atendimento às normas da certificação, como por exemplo a criação de programas, projetos e ações voltadas ao atendimento a questões sociais, ambientais e de comercialização. Esses programas são formulados com a participação de todos os associados e seu acompanhamento é feito também com a participação de todos.

A associação, que atualmente conta com aproximadamente 70 associados, evoluiu em todos os aspectos. Destaque para a questão ambiental, ações realizadas para atender os critérios da FLO-CERT beneficiou além dos produtores associados, a própria comunidade local através da construção de caixa de contenção; manejo integrado, adequado e reduzido do uso de agroquímicos, educação ambiental para todos os associados por meio de cursos e treinamentos (inclusive de proteção individual e coletiva) preconizados em normas de segurança; gerenciamento de resíduos, construção de fossas sépticas; controle de análise das águas, cacimbas, conservação das nascentes, entre outras.

Segundo a pesquisadora, a Assodantas evolui também no aspecto social com integração dos associados à participação em tomadas de decisões da associação, conscientização das práticas sustentáveis do comércio justo, transparência nas deliberações. Além disso, também são destacados a não discriminação e aumento na participação das mulheres na associação, apoio a realização de eventos comunitários locais, capacitação de jovens e adultos, templo de oração, centro comunitário.

E para quem pensa que os ganhos da certificação FairTrade se resumem às dimensões social e ambiental, a pesquisa apontou que os próprios produtores ao serem questionados sobre os ganhos comerciais reconhecem que, graças ao comércio justo e a associação, o produtor passou a se preocupar com a melhoria da qualidade do café produzido, além de receber benefícios para aumentar a produção, tais como adubos e treinamentos. A pesquisa apontou, ainda, que as vendas dentro do sistema de comércio justo tem evoluído anualmente se tornando o principal mercado para os produtores a exportação de cafés com o selo FairTrade.

Andreza conclui que a manutenção da certificação pela Assodantas é fundamental para que os ganhos conquistados não se percam, principalmente a manutenção dos produtores unidos em associação. Para ler o trabalho da pesquisadora na íntegra, confira este link.

ULISSES FERREIRA DE OLIVEIRA

Administrador, especialista em cafeicultura sustentável, Diretor do Departamento de Desenvolvimento e Meio Ambiente da Prefeitura Municipal de Botelhos e consultor de associações e certificações agrícolas.

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