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Agradando o PIB e as crianças

POR SYLVIA SAES

E BRUNO VARELLA MIRANDA

BRUNO VARELLA MIRANDA

EM 20/07/2012

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Em evento recente em Brasília, a presidente Dilma Rousseff afirmou que "uma grande nação deve ser medida por aquilo que faz a uma criança e a um adolescente". Na sequência, dobrou a aposta, ao citar diretamente o Produto Interno Bruto (PIB) como uma variável menor em comparação com a base de nossa pirâmide etária. O comentário logo ganhou as manchetes dos jornais de todo o país. A primeira pergunta que fatalmente surge é: por que essa afirmação chamou tanto a atenção?

Excluindo as explicações óbvias - apelo sentimental relacionado a qualquer comentário com a palavra "criança" -, é evidente que a comparação com o PIB é chamativa vinda de quem veio. Embora a preocupação com o "futuro do nosso país" seja correta, quem acompanha o cotidiano do governo federal sabe que poucos temas preocupam tanto quanto o crescimento econômico. Pressionada por projeções que não se materializarão, Dilma faz o que pode para estimular a economia. Afinal, é bastante provável que a própria presidente considere que a melhor solução para as difíceis condições de vida de milhões de crianças e adolescentes brasileiros seja a promoção de mais crescimento econômico.

Talvez nem seja o caso de analisar a fundo o que o Brasil tem feito por suas crianças. Conforme observa Clóvis Rossi em texto recente, provavelmente o país esteja fazendo ainda menos nesse quesito. Tampouco devemos culpar a presidente pelas mazelas na área; quem conhece o assunto sabe que estamos diante de problemas que nos afligem há muito tempo. O que sim, pode ser feito, é um lembrete sobre o que falta para que o Brasil possa crescer sem tirar o sono de Dilma e de seus funcionários. E a resposta, se a intenção é colocar o país nos eixos para o médio e o longo prazo, passa por uma abordagem mais corajosa de diversos gargalos institucionais existentes na atualidade.

Estimular o consumo é uma alternativa, mas não a única. Inclusive, se acompanhada do endividamento excessivo das famílias, pode trazer enorme dor de cabeça no futuro. Em um momento de incerteza no cenário econômico, a presidente Dilma poderia aproveitar para iniciar uma campanha séria por reformas estruturais no Brasil. O que tem sido feito com a questão dos juros, em outras palavras, poderia ser estendido a outras áreas de interesse da administração pública. Em um momento em que o Congresso Nacional explora os limites da irresponsabilidade - seja ela ética ou fiscal -, vale a pena usar o argumento da crise para sensibilizar os parlamentares.

Para tanto, é preciso que o governo assuma, com todas as letras, que o momento é difícil, exigindo a evolução institucional do Brasil. Embora esperemos que a economia crescerá em torno de 2% em 2012, a previsão oficial segue firme nos 4%, quando o interlocutor é um funcionário da Fazenda. Ninguém questiona que otimismo é uma qualidade fundamental para alguém que, trabalhando no governo, pode influenciar as expectativas dos agentes. Dado que tudo indica que o ano não será de vacas gordas, porém, não seria a hora de escolhermos outras prioridades?

O discurso pode parecer derrotista mas, no longo prazo, ganhamos muito com isso. Reconhecer que o cenário exterior nos afeta pode não render votos, mas instauraria debates relevantes, como um questionamento mais sério sobre os gargalos para a nossa economia. Uma reforma tributária ou uma discussão séria sobre a reforma política já bastariam para darmos o pontapé inicial. Concretizando parte das reformas estruturais que o Brasil precisa, provavelmente Dilma terá menos motivos para recorrer à comparação feita em seu discurso: tanto o crescimento econômico quanto as nossas crianças, que poderão crescer em um país mais avançado institucionalmente, agradecerão.

SYLVIA SAES

Professora do Departamento de Administração da USP e coordenadora do Center for Organization Studies (CORS)

BRUNO VARELLA MIRANDA

Professor Assistente do Insper e Doutor em Economia Aplicada pela Universidade de Missouri

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GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 02/08/2012

Prezado Bruno: Não se deve olvidar, todavia, que, sem uma tomada radical de posição, que nos leve a uma solução viável a curtíssimo prazo, a pecuária leiteira nacional vai ingressar em processo final de falência. Portanto, ainda que consideremos suas palavras, o socorro precisa vir logo, ou será tarde demais. Não vejo outras saídas mais viáveis que a reserva de mercado e o subsído. A sociedade, neste caso, tem que se sacrificar para salvar a si mesma, ou será melhor importar todo o leite que consumimos? Não creio. Estamos em xeque e o cenário que você repudia, certamente, será muito melhor do que o que se desenha, mantido este estado de coisas atual.

Um abraço,

GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

FAZENDA SESMARIA - OLARIA - MG

=HÁ SETE ANOS CONFINANDO QUALIDADE=
BRUNO VARELLA MIRANDA

SÃO PAULO - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 01/08/2012

Prezado Guilherme,

Li o seu comentário com enorme interesse, e fiquei pensando um tempo sobre as suas palavras. Como você mesmo lembra, é a constante troca de ideias o que evolui o ser humano. Gosto de espaços como o do MilkPoint justamente porque eles permitem uma troca de ideias de alto nivel, facilitando a reflexão de todos os interessados.

Eu tendo a ver a palavra subsídio com certa cautela, assim como termo reserva de mercado. Lembro--me, por exemplo, da Política Agrícola Comum, implementada pela União Europeia, e tão criticada ao redor do mundo. O Brasil, que tanto é prejudicado por tal política, perderia muito da força dos seus argumentos caso passasse a adotar uma dose crescente de receitas semelhantes.

Há outros problemas importantes envolvidos nessa escolha, como, por exemplo, a seguinte questão central: quem paga a conta? Um subsídio, por exemplo, corresponderia a um gasto do conjunto da sociedade, destinado a um setor específico. Pergunto: existe um setor que mereça mais que o outro? O que haveria, no final, seria uma guerra intensa para garantir a alocação de recursos para setor A ou B. Não sei se esse é o cenário que prefiro para o futuro, sinceramente...

Atenciosamente

Bruno
GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 30/07/2012

Prezado Bruno: A constante troca de ideias é que evolui o ser humano. Ficar enclausurado em suas próprias ilações e deixar de transmitir os pensamentos é, portanto, um verdadeiro crime contra a humanidade (rsrsrs). Os pensamentos - certos ou errados - devem ser colocados, sempre, pois é através dos acertos e erros alheios que podemos aquilatar nossa própria caminhada, corrigindo o que pode ser corrigido e modificando o que deve ser modificado. Portanto, agradeço todas as oportunidades que me são deferidas pelo MIlk Point e por vocês de poder colocar meus pontos de vista (mesmo que equívocos).

Quanto à reserva, apenas esclareço que temos verificado, durante o decorrer deste ano de 2012, que, teoricamente, existe um excesso de leite no mercado interno, motivado pelo aumento da safra e pelo baixo consumo "per capita", que tem promovido a queda dos preços ao produtor. Ora, se assim realmente o é, não se justifica a entrada discriminada de produtos lácteos no território nacional, ainda mais sob a justificativa do menor preço. Isto tem promovido o abandono sistemático dos produtores na atividade, migrando para outras em tese mais lucrativas (cana, silvicultura, soja) ou, simplesmente, fechando as porteiras. E este estado de coisas tem atingido não só aos pequenos, mas, também, aos grandes produtores. Só uma atitude governamental séria pode salvar a pecuária leiteira nacional e, nesta esteira, a proteção mercadológica se nos afigura competente a tanto.

Quanto aos subsídios, os grandes conglomerados mundiais de produção leiteira utilizam-se deles para permitir que o produtor doméstico possa implementar sua produção, melhorando suas condições de vida e ampliando a sua participação individual na luta pela qualidade, pelo volume e pelos excelentes teores de proteína e gordura do produto apresentado ao mercado. A melhoria das condições do produtor implica em maior tecnificação do sistema e, portanto, ampliação da eficiência produtiva.

Não consigo, destarte,   verificar qual seria o incentivo à "ineficiência", advindo de ambos os institutos, já que o fato de haver um subsídio à produção não exime ao produtor de atender às regras impostas pelo mercado, voltadas para a qualidade e para a quantidade de produto entregue ao mesmo.

Finalmente, encontro uma associação entre o que você diz e o que eu defendo, já que a busca pelo "aumento da produtividade, a incorporação progressiva de melhores técnicas de manejo no conjunto da agricultura e a integração plena dos produtores no mercado" não desautoriza a premente necessidade de de uma política protecionista que, justamente, "permita abocanhar parcelas crescentes do valor gerado na cadeia".

Um abraço,

GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

FAZENDA SESMARIA - OLARIA - MG

=HÁ SETE ANOS CONFINANDO QUALIDADE=
BRUNO VARELLA MIRANDA

SÃO PAULO - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 27/07/2012

Prezado Roberto,

Agradecemos a participação ativa no debate que aqui se iniciou. Este espaço foi pensado justamente para que a comunidade de leitores e colunistas do site possa trocar ideias e pensar em alternativas.

Sobre o seu último comentário, um ponto que me chamou a atenção é a referência ao prazo para que uma política pública dê resultados. De fato, há medidas importantes que, por gerarem benefícios apenas após décadas, acabam sendo deixadas em segundo plano pela sociedade. E, quando digo sociedade, faço propositalmente: não apenas a classe política é responsável por isso. A própria população, ao premiar gestores públicos com pensamento de curto prazo com o seu voto, referenda tais atitudes.

Se poderia ser diferente? Sinceramente, não sei. Esse, por sinal, poderia ser o tema de um outro texto no futuro.

Atenciosamente

Bruno Miranda
BRUNO VARELLA MIRANDA

SÃO PAULO - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 27/07/2012

Prezado Guilherme,

Agradecemos o comentário. Em relação ao que escreveu, criar subsídios à produção e reserva de mercado talvez não seja a melhor opção. Estaríamos apenas reproduzindo práticas que condenamos, e que estimulam a ineficiência.  

Particularmente, acredito que políticas voltadas para o aumento da produtividade, a incorporação progressiva de melhores técnicas de manejo no conjunto da agricultura e a integração plena dos produtores no mercado sejam mais adequadas.

Ademais, creio que cabe aos produtores buscarem novas formas de organização, que os permitam abocanhar parcelas crescentes do valor gerado na cadeia. Há muita riqueza sendo gerada, mas, infelizmente, apenas um pouco dela fica com o produtor de leite, de café, etc. Casos de sucesso, porém, mostram que há alternativas.

Finalmente, a referência ao endividamente toma como base de comparação a situação em outros países. Temos que estar atentos, entretanto, pois estamos falando de uma fotografia do momento; o estado geral das coisas pode se deteriorar, e muito.

Atenciosamente

Bruno Miranda
ROBERTO DA FONSECA BRANDÃO

PATOS DE MINAS - MINAS GERAIS

EM 26/07/2012

Meu caro Jovem Mestre Bruno Miranda, boa noite!...
Agradeço-lhe sensibilizado pela sua atenção e por suas sábias colocações sobre as questões em foco.
E fico feliz em ver que, ao menos em parte você concorda com o meu ponto de vista, quando afirma que "acreditamos que momentos de crise oferecem a oportunidade para que um debate sério sobre o tema seja feito". É por isto que eu penso que os ´comandantes dos G-8 e G-20´ perderam a oportunidade da "crise iniciada em 2008 e que ainda perdura" para repensarem o modo de vida do "SER HUMANO" a nível mundial.  

Me dói e me espanta muito caro Bruno quando leio ou assisto a reportagens televisivas dando conta de que com 20% dos ´gastos bélicos´ mundiais daria para eliminar a ´FOME´ e a ´MISÉRIA´ existentes em várias partes da ´Aldeia Global´!...

E pensar que somos uma ´RAÇA ÚNICA DE HUMANÓIDES RACIONAIS´!?!?!?....

E o que mais me entristece e desespera é saber que, todas essas tragédias e esse terrível sofrimento humano são frutos, na maioria das vezes, de ´fortes interesses outros, sejam de cunho financeiro ou político dominador´, e,  como você bem disse: "Talvez falte a muitos governos a capacidade de olhar para a sociedade como um todo, aceitando que há imensos conflitos de interesse no cotidiano econômico."

No caso do Brasil, venho gritando há mais de 30 anos sobre o pior crime cometido contra o seu povo  nos últimos 50 anos, a meu ver. (Se tiver oportunidade comentarei sobre esse meu ponto de vista, em outra ocasião).

E, também, a meu ver, creio que só existe uma maneira do Governo amenizar e compensar um pouco por este ´CRIME´:

- ´Criar Leis ou mecanismos obrigando-o a aplicar no mínimo 10% do PIB na Educação Pública, melhorando-a em todos os níveis, mas, principalmente na revalorização do (a) Professor (a) para  voltar a ter o ´RESPEITO e VALORIZAÇÃO´ que merecem e, assim, poder viver condignamente e transmitir seus ensinamentos aos alunos, como deveria.  

Infelizmente, porém, isto não acontece e sabem por quê?... Por que medidas desta natureza somente apresentariam resultados a longo prazo - l5 / 20 anos!... E qual político da nossa atualidade teria disposição para tal?????........  

Essa questão da deterioração da Boa Educação Pública que existiu no Brasil, em passado recente, está bem à mostra no presente momento, com o caos generalizado?... É, deveras e terrivelmente  lamentável!...

Grande abraço e obrigado pelo azo do desabafo.
GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 26/07/2012

Prezados Sylvia e Bruno: Parabéns pela análise. O ponto chave está na seguinte frase - "o momento é difícil exigindo a evolução institucional do Brasil". Esta evolução não pode vir, com certeza, em doses homeopáticas, já que o Estado doente não suportará por muito tempo e terá falência múltipla de órgãos. É preciso uma reviravolta ácida e setorizada para que alcancemos o fundo do túnel e possamos, ao invés de ver, participar, finalmente, da luz que existe nele.

Uma das medidas mais urgentes é a instituição de reservas de mercado, principalmente com relação à pecuária de leite, onde a importação desenfreada de leite em pó tem levado à bancarrota os produtores nacionais e beneficiado os estrangeiros (aliás, na história mundial nunca tinha visto um País que protege tanto ao alienígena em detrimento do interno, como o Brasil do PT, com uma pífia política internacional). Acho mesmo que isto beira à incompetência, para não ter que pensar em ausência de boa fé.

A outra é a criação de subsídios à produção, para permitir que tanto o produtor quanto a indústria possam ter um fôlego e sobrevivam, mesmo no estado terminal em que nos encontramos. Por óbvio, não basta a redução dos juros em um patamar de coisas em que nem o principal têm-se conseguido quitar. Além do mais, esta redução gera o conflito que tanto lhe atormenta, Bruno (e a nós, também) da elevação desenfreada do consumo, que sempre vem atrelada ao endividamento. Mas, ao contrário do que você anuncia, o "patamar" não é aceitável, porque ele atinge, justamente, ao mais carente, que vê seus sonhos povoados de "Jeisons", numa verdadeira "Hora do Espanto" e fomenta o quadro de que quem não tinha nada, agora tem menos ainda, porque tudo o que está à sua volta é sinônimo de dívida. A melhoria de vida, nestes casos, é mera ilusão de ótica.

E, Adriana Mascarenhas Braga, infelizmente, estamos a cometer erros muito mais absurdos que os dos europeus, porque, pelo menos, eles têm melhores condições de vida que as nossas (em todos os aspectos - financeiro, econômico, cultural, social...) e a crise, para eles, é muito mais branda, mas, para nós, é sempre um grande desastre, de proporções normalmente insuportáveis.

Um abraço,

GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

FAZENDA SESMARIA - OLARIA - MG

=HÁ SETE ANOS CONFINANDO QUALIDADE=
BRUNO VARELLA MIRANDA

SÃO PAULO - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 26/07/2012

Prezado Roberto,

Evidentemente, há muitos interesses em jogo em qualquer desses diálogos. Mas, sobretudo, há diversas maneiras de ver o mundo: há quem diga, por exemplo, que sustentabilidade ambiental é um tema sem importância, enquanto outros dizem que deveria nortear todas as nossas políticas. Com o resgate dos bancos, é a mesma coisa.

Independentemente disso, incomoda o fato de os péssimos gestores do sistema financeiro, apenas para citar um exemplo, serem recompensados com prêmios exagerados, embora coloquem todo o sistema mundial em risco. Talvez falte a muitos governos a capacidade de olhar para a sociedade como um todo, aceitando que há imensos conflitos de interesse no cotidiano econômico. Com isso, provavelmente teriam sido mais duros com aqueles que usaram uma ferramenta útil para o financiamento dos agentes como se fosse um cassino.

Em outras palavras, qualquer exagero é condenável. Se o discurso chavista, ao perseguir a iniciativa privada em diversos momentos, pouco contribui para a sociedade, acreditar que está tudo bem e agentes movidos por seu interesse trabalham unicamente para a felicidade geral é outro exagero. O melhor remédio: regras estáveis, e a capacidade de compreender a complexidade inerente a qualquer sociedade, inclusive naqueles temas em que há "jogos de soma-zero" (um somente ganha se o outro perder)...

Atenciosamente

Bruno Miranda
BRUNO VARELLA MIRANDA

SÃO PAULO - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 26/07/2012

Prezada Adriana,

Agradecemos o comentário. Acho que você toca em um ponto muito importante: muito do que fazemos aqui no Brasil já deu errado nos países desenvolvidos. Por que insistir na mesma rota? Será possível encontrar alternativas?

Espaços como este servem justamente para isso: estimular o debate sobre alternativas para nossa sociedade.

Finalmente, também me preocupa o avanço do endividamento entre as famílias brasileiras. Ainda estamos em um patamar aceitável, mas todo cuidado é pouco.

Atenciosamente

Bruno Miranda
BRUNO VARELLA MIRANDA

SÃO PAULO - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 26/07/2012

Prezado Antonio,

Agradecemos o comentário. Vejo o voto como uma arma importante para tentarmos promover a mudança. Se formos capazes de forçar um debate político mais baseado em ideias e menos no marketing, já teremos dado um grande passo.

Organizar a sociedade em torno de uma agenda comum pode ser outra alternativa. Há temas que angariam a simpatia de grande parcela da sociedade, como a necessidade de uma reforma tributária capaz de racionalizar a cobrança de impostos em nosso país. Vale a pena reforçar os pedidos e buscar o diálogo dentro das regras do jogo democrático.

Temos que nos lembrar sempre: os governantes foram eleitos porque assim desejamos, e trabalham para responder a nossos anseios. Assim, aproximar os dois extremos (legisladores e eleitores) é importante...

Atenciosamente

Bruno Miranda
BRUNO VARELLA MIRANDA

SÃO PAULO - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 26/07/2012

Prezado Roberto,

Agradecemos o comentário. De fato, o país anseia por reformas. Nos últimos 20 anos, inúmeros avanços foram obtidos, como o controle do fantasma inflacionário e o estabelecimento de inúmeros programas sociais. Na agricultura, eu citaria o Pronaf como um exemplo de enorme avanço, apenas para ficar em um exemplo.

Reformas estruturais, porém, podem e devem ser feitas. Como dissemos no artigo, acreditamos que momentos de crise oferecem a oportunidade para que um debate sério sobre o tema seja feito. Infelizmente, até o momento, muito pouco foi feito...

Atenciosamente

Bruno Miranda
BRUNO VARELLA MIRANDA

SÃO PAULO - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 26/07/2012

Prezado Edson,

Agradecemos o comentário. Aproveitamos para convidá-lo a ler os nossos textos na coluna "Conjuntura de Mercado" do CaféPoint. Ideias, dúvidas, críticas, comentários. Este espaço é de vocês!
Atenciosamente

Bruno Miranda
BRUNO VARELLA MIRANDA

SÃO PAULO - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 26/07/2012

Prezado Nelson,

Agradecemos o comentário. Concordamos com ele. É preciso que os governos olhem para o desenvolvimento de forma mais ampla, considerando o crescimento como apenas uma variável. Daí a necessidade de, em primeiro lugar, olharmos para os gargalos que impedem um desenvolvimento que vá além do aumento da renda, do consumo e do endividamento.

Nas últimas duas décadas, avançamos muito, é verdade. Só pelo fato de havermos combatido a triste tendência inflacionária de nosso país, já foi um enorme avanço. Podemos fazer ainda muito, porém...

Pretendemos voltar a esse tema no futuro, pois acreditamos que a agropecuária joga um papel fundamental no lançamento de um novo projeto de desenvolvimento para o país. Afinal, em muitas propriedades ainda vemos a agropecuária do passado, e essa é problemática, assim como o nosso "vício" em olharmos unicamente para o crescimento.

Atenciosamente

Bruno Miranda
BRUNO VARELLA MIRANDA

SÃO PAULO - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 26/07/2012

Prezado Reinaldo,

Agradecemos, uma vez mais, a leitura atenta do artigo e o comentário. O espaço é seu também, de modo que sinta-se à vontade para mandar ideias de artigo, críticas, comentários.

Atenciosamente

Bruno Miranda
ROBERTO DA FONSECA BRANDÃO

PATOS DE MINAS - MINAS GERAIS

EM 25/07/2012

Prezados Antonio Perozin e Adriana Mascarenhas.

Concordo plenamente e endosso  seus comentários!... Não dá para entender a ´pasmaceira´ de nossos políticos, administradores e autoridades frente aos inúmeros problemas que grassam pelo País afora - (mormente nas áreas de SEGURANÇA, EDUCAÇÃO E SAÚDE) - além da ´desacreditabilíssima clase política´... Infelizmente, com sobra de razão!... A meu ver houve uma perda irreparável de uma excelente oportunidade dos "G-8 e G-20" da vida repessarem o modo de vida a nível mundial, quando da "Crise de 2008".  ´Deixassem os ´Bancos e as GM da vida´ que estavam ´quebrados´ falirem, e, redescobrissem novo sistema de ´transporte público e coletivo´ para as grandes Cidades.  Mas, não, injetaram ´bilhões e bilhões´ nos Bancos e Indústrias automotivas, para sairem da bacarrota em que estavam. E agora, eu pergunto: daqui a 10 / 15 anos, quais os ´governos´ (principalmente no Brasil) irão dar conta de  ´infraestrutura´ (com ruas e estradas) para trafegar tantos carros?...E o endividamento das ´famílias brasileiras´ como bem afirmou Adriana, como ficará?... Somente cego não vê o ´tamanho do buraco´ ao qual, infelizmente, estão nos conduzindo!...  E a ´Grande Mídia´?... Cadê as ´formadoras de opinião´?... Estão todas amordaçadas?... É o que parece, se analisarmos quais os maiores ´PATROCINADORES´ da programação e horários mais caros, principalmente, das maiores emissoras de TV do País!...

Então, como bem disse o Sr. Perozin, temos que usar esse meio (ainda livre) para fazer circular nosso descontentamento e bradar nosso grito - ´ACORDA BRASIL!...´   
NELSON BARRIZZELLI

ANDRADAS - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 24/07/2012

Excelente artigo. Sem entrar no mérito do discurso presidencial, o PIB vem sendo criticado como medida de desenvolvimento de um país. A tendência é que se preste mais atenção ao IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), que mede efetivamente como as riquesas de um país estão sendo aplicado para o desenvolvimento e o bem estar de sua população. Nesse quesito o Brasil deixa muito a desejar. Na úlltima medida disponível estávamos em 84o lugar. Uma posição pouco honrosa para a 6a economia do mundo medida pelo PIB e pouco últil para ajudar crianças e adolescentes a terem mais saúde, melhor educação e empregos dignos. É verdade que nossos problemas estruturais vem de longe, mas é igualmente verdade que nos últimos anos o país só se preocupou em incentiivar o CRESCIMENTO via consumo, sem se preocupar com DESENVOLVIMENTO via investimento, com a benção dos empresários de visão imediatista. Como indicado, no artigo o momento é mais do que adequado para o governo colocar todos os esforços e recursos em atividades que geram DESENVOLVIMENTO. Infelizmente o que se observa é um projeto econômico no estilo "sanfona" que vai e volta, sempre incentivando as famílias a se endividarem cada vez mais, na sequência do movimento que deu certo durante os últimos 7 anos, mas que necessariamente teria vida curta. Com os 2% de crescimento previsto para este ano estamos começando a pagar a conta. O aspecto positivo é que ainda há tempo de reverter esta situação a partir de 2013, desde que os responsáveis pela política econômica resolvam reconhecer que o diagnóstico atual está errado e façam um grande projeto nacional pelo desenvolvimento.
ADRIANA MASCARENHAS BRAGA

CAMPO GRANDE - MATO GROSSO DO SUL

EM 23/07/2012

Parabéns, excelente artigo. Está faltando debates mais inteligentes acerca do momento econômico do Brasil. O grau de endividamento das famílias brasileiras é preocupante e pode trazer sérias consequências. Devemos olhar para a crise da União Européia e Estados Unidos de forma mais coerente, para não cometermos alguns erros cometidos por eles.

Adriana Mascarenhas - Economista

Campo Grande/MS
ANTONIO PEROZIN

VALINHOS - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 23/07/2012

Concordo com a analise e parabenizo os autores.

As reformas que o Brasil precisa, me parece que nunca virão. Não consigo entender por que o poder economico que tanto fala em reformas, não toma uma posição firme quanto a isso.

Precisamos de uma reforma Tributária, Trabalhista, Politica, e nada é feito.

Falta tambem uma ação nossa, simples mortais, para forçar as reformas.
ROBERTO DA FONSECA BRANDÃO

PATOS DE MINAS - MINAS GERAIS

EM 23/07/2012

Parabéns, aos três. Concordo em ´gênero número e gráu´ com o Sr. Edson Agostinho e com os Autores do artigo/conteúdo.  

É uma pena verificarmos que os nossos "políticos e administradores´ encastelados no "Reinó Brasília", preocupam mais com as ´questiúnculas políticas, Copa das Confederações, Copa do Mundo, Olimpíadas, etc.´ e esquecem o que é mais importante para o futuro do Brasil, para nossas crianças e nossos jovens, ou seja: 

As urgentes reformas estruturais necessárias, mormente nas ÁREAS DE EDUCAÇÃO, SAÚDE,  SEGURANÇA, POLÍTICA (VALORIZANDO-SE A ÉTICA) E DA  ELEVADA E ABUSIVA CARGA TRIBUTÁRIA!...   
EDSON AGOSTINHO TOMAZELLA

SANTA FÉ - PARANÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 21/07/2012

Parabéns, muito coeso e lucido, pena que talvez nossos administradores não acessem comentários tão produtivos como este.

Parabéns, aos dois.