FAZER LOGIN COM O FACEBOOK ESQUECI MINHA SENHA SOU UM NOVO USUÁRIO

A próxima grande crise?

POR SYLVIA SAES

E BRUNO VARELLA MIRANDA

BRUNO VARELLA MIRANDA

EM 16/02/2011

12
0
Nos últimos anos, os brasileiros se acostumaram com o otimismo de Luiz Inácio Lula da Silva. Inúmeras vezes, nosso ex-presidente utilizou o exemplo da crise de 2008 para salientar o futuro promissor dos países emergentes. Como parte dessa equação, os preços das commodities. Pois bem: relatório da consultoria Oliver Wyman Group aponta os países emergentes, entre os quais o Brasil, como o epicentro da próxima crise econômica global.

O roteiro é simples: boa parte dos recursos usados para contornar a grave situação vivida pelos Estados Unidos nos últimos anos tem sido aplicada no mercado de commodities, como o café. Em consequência, temos observado preços crescentes desses produtos e uma sensação de prosperidade nos países emergentes. Gastos crescentes por parte dos governos derivariam dessa situação, muitas vezes acima das suas possibilidades.

Até aqui, tudo parece dentro do que a realidade atual nos mostra. Acontece que, para a consultoria, chegará um momento - e essa data não demorará - em que o ciclo de alta nos preços das commodities acabará. Tal como se viu no mercado imobiliário dos EUA, essa "bolha" acabará por trazer dificuldades para os países emergentes, especialmente para aqueles em que o nível de endividamento for alto.

A probabilidade de materialização desse quadro? Depende do analista. Para Barrie Wilkinson, o autor do estudo, essa próxima crise é inevitável. Para os pesquisadores ouvidos pelo portal "IG" há alguns dias, há maiores riscos para a economia mundial: por exemplo, é citada a própria dificuldade dos governos de dar uma resposta duradoura para a atual crise financeira. Além disso, há quem lembre que os fundamentos justificam parte dessa alta recente.

Crises sempre ocorrerão no capitalismo, condenando alguns à ruína e apresentando oportunidades a outros. A grave crise de 2008, cujos efeitos mais graves foram sentidos nos países desenvolvidos, serviu para jogar por terra de uma vez a idéia de que o fim da Guerra Fria inauguraria um período de concórdia universal e progresso econômico contínuo. Dessa maneira, teremos que conviver com a turbulência ou, ao menos, o alerta constante.

Por sinal, antes mesmo da crise prevista por Wilkinson, os alimentos já preocupam. Lideranças da FAO e o governo francês têm defendido uma maior regulamentação no mercado internacional das commodities, a fim de atenuar o atual processo de alta dos preços. O argumento central é o de que a inflação nos alimentos traz instabilidade política a diversos países, pelos efeitos óbvios que gera sobre a população. Dessa maneira, a alta que beneficia a alguns pode vir a ser o barril de pólvora para outros.

Seja agora ou daqui a alguns anos, não há como fugir totalmente das crises. O que sim, podemos fazer, é mitigá-las. Nesse sentido, o único caminho é o reforço da governança global; na prática, a criação de regras para a regulamentação do mercado internacional de alimentos que sejam capazes de compreender o que vem acontecendo no momento. A entrada dos grandes fundos traz um elemento de instabilidade que não é desejável quando falamos de comida. Por mais que a liquidez que tragam para o mercado seja um aspecto positivo, de nada adianta se esta vem acompanhada de problemas para os mais necessitados.

É verdade que a coordenação entre os países é uma tarefa das mais difíceis. Ora, é provável que aquelas sociedades que estão se beneficiando do atual boom das commodities prefiram deixar as coisas como estão, de modo a aproveitar o curto prazo. A percepção de que as tudo pode mudar rapidamente, porém, deveria levá-las às negociações. Melhor garantir algo de estabilidade nesse cenário volátil do que se auto-condenar a ciclos de crescimento exagerado e recessão aguda.

SYLVIA SAES

Professora do Departamento de Administração da USP e coordenadora do Center for Organization Studies (CORS)

BRUNO VARELLA MIRANDA

Professor Assistente do Insper e Doutor em Economia Aplicada pela Universidade de Missouri

12

DEIXE SUA OPINIÃO SOBRE ESSE ARTIGO! SEGUIR COMENTÁRIOS

5000 caracteres restantes
ANEXAR IMAGEM
ANEXAR IMAGEM

Selecione a imagem

INSERIR VÍDEO
INSERIR VÍDEO

Copie o endereço (URL) do vídeo, direto da barra de endereços de seu navegador, e cole-a abaixo:

Todos os comentários são moderados pela equipe CaféPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração. Obrigado.

SEU COMENTÁRIO FOI ENVIADO COM SUCESSO!

Você pode fazer mais comentários se desejar. Eles serão publicados após a analise da nossa equipe.

FERNANDO DE SOUZA BARROS JR.

SÃO PAULO - SÃO PAULO - TRADER

EM 27/02/2011

Prezado Aldeci.

Voce tem razão e enquanto não mudarmos este Sistema Predatório de se vender a nossa mercadoria o produtor vai sendo empurrado com a barriga sem saber aonde ir certo! Mas o mundo hoje está mudando voce está vendo lá no Oriente Médio. O dia que o produtor souber a força que tem,tiver solidariedade e aprender a cobrar (pois é um cidadão contribuinte) portanto pode exijir, a coisa muda. Para isto fundamos a SINCAL aonde o produtor é o principal e o site é sincal.org.br justamente para dar suporte as cobranças e orientar,educar nossos produtores para isto.

Abraço e boa sorte.
ALDECI MIRANDA

JAGUARÉ - ESPÍRITO SANTO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 25/02/2011

O que impressiona é a coragem que alguns detém para tranferir a autoestima do produtor rural, sofrido, demasiada e históricamente para nível próximo do nada. Aqui na região norte do Espírito Santo não é direrente. Temos sofrido muito, seja em função do governo, com seus regulamentos estapafúrdios, suas normas inseguíveis, suas leis utrapassadas, seus impostos sugadores, seja pelo clima, que ora se apresenta de uma forma, ora de outra, seja pelo custo de insumos elevado, mão de obra cara, etc. Ocorre que estamos vivenciando uma inversão maldosa e desitimuladora, estamos pagando para trabalhar, visto que para se produzir uma saca de café conilon, nosso produto cultivado aqui, gasta-se em torno de 154,00/saca, ao passo que em determinados momentos o mercado adquiriu este produto ao preço de 130,00/saca. Um total absurdo. Mas o que vamos fazer? Desistir, abandonar as lavouras? Jamais. Ainda que tivermos força para lutar contras estes absurdos, estaremos em confroto. Porque pensamos que esta injustiça um dia findará. Se for necessário que morramos para mudar o quadro e chamar a atenção dos governantes para que façam algo em favor do produtor, morreremos.

Abraços.
FERNANDO DE SOUZA BARROS JR.

SÃO PAULO - SÃO PAULO - TRADER

EM 23/02/2011


Prezados Companheiros.

O Carlos Eduardo Andrade está correto.Não podemos esquecer que o mercado de derivativos foi criado para facilitar e trazer tarnsparencia aos negócios entre os
comerciantes,produtores etc..com o intuito de se diluir o risco entre os participantes
aonde o especulador é aquele que ajuda na liquidez.Com isto a elite Global sempre usufrui comprando o máximo pelo mínimo, se abastecendo baseado na cotação dos Mercados Futuros controlando as informações,agindo na Política e as vezes até na Economia dos Países subdesenvolvidos e em desenvolvimento. Um
exemplo o Brasil investiu 4 bilhões e meio de dólares na Africa, a China não sei quanto,os Estados Unidos x enfim controlam o fluxo da necessidade de se vender a Mercadoria e um abraço,exportamos aumento de nossa dívida agrícola e impostos. Ocorre que devido a 2 fatores: 1- ao grande despejo de dolares efetuado pelos Estados Unidos,aliado ao aumento de pessoas que passaram a se alimentar,fez com que os distribuidores perdessem o controle sobre a oferta,o preço começou a subir e os Investidores para se protegerem da inflação em dolares compram as commodities,fazem arbitragens enfim estão se defendendo da situação.2- O Brasil por exemplo como não tem logística e Armazenagem é um vendedor cronico ou seja é obrigado a entregar e muitas vezes depois combinar o preço.Exemplo outro dia houve leilão de milho no MT do Governo liquidando 14,00 a saca que a pouco tempo estava por R$6,00 e hoje está a R$20,00.Agora pergunto? R$500,00 a saca de café é bom precó? Não! pois só café de qualidade vale enter 500 e 600 reais.E os outros? Quem vendeu 100 sacas o ano passado a R$300,00(60% vendeu a R$290,00) agora em 2011 se tiver uma quebra de 50% terá que vender a R$600,00 a saca de média para empatar! A comercialização é como a corrente da felicidade para os consumidores pois o Governo banca,o produtor está sempre devendo dá emprego,não é dono de nada,ajuda a segurar a inflação,paga a dívida externa,investe na África,da ouvidos a ONGS ESTRANGEIRAS querendo interferir no nosso aumento de produção e desenvolvimento(meio ambiente) e agora esta corrente quebrou ou seja como as tradings estão sempre vendidas,prorrogam embarques fazem o que querem e agora o mercado é do vendedor, a regularização desta situação será no dia que houver aumento suficiente da produção ou troca de ativos pelos Fundos coisa que acho que não será já!O custo destes contratos para eles deve ser muito baixo!

Abraço e até mais.
ANTONIO CARLOS PRADO BARTHOLOMEI

JACUTINGA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 23/02/2011

Bom dia
0brigado por termos um canal sério que dá oportunidade para que a nossa sofrida classe manifeste seus anseios.
Vivemos uma situação atípica de mercado. devemos mais do que nunca manter nossos pés no chão, pautando nossas decisões pela serenidade e bom senso.

O artista principal do filme vem sendo o preço (agora justo), que vem roubando as cenas da atividade cafeeira como um todo.

Minha duvida é a seguinte: como deve se comportar o clima neste primeiro semestre/2011. Como participante do processo.
Queira (queríamos) escutar as vozes competentes da área, para balizarmos nossas tarefas e decisões.

Agradecemos desde já a atenção para o fato.
BONS PREÇOS A TODOS.
ANTÔNIO GUSTAVO DE CARVALHO

UBERLÂNDIA - MINAS GERAIS

EM 21/02/2011

Paranebizo o Sr. Carlos Eduardo de Andrade pelas palavras corretas a respeito do atual momento do café, e da produção de alimentos. A margem do pequeno produtor é quase irreconhecível - temos dívidas, aumento de custos e desestímulo, enquanto os torrefadores colocam uma margem de lucro de 20000%., no café! O produtor é o elo fraco da cadeia!
CESAR GALLI

CAMPINAS - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 20/02/2011

É muita hipocrisia querer controlar o preço dos alimentos! O preço é regulado pela oferta e procura! Há muito tempo somos pressionados para baixo em nossa atividade rural. Em cidades menores, come-se por 20 ou 25 reais o quilo. Em São Paulo, gasta-se 40 ou 50 reais por quilo da mesma comida em buffets. Porque ninguém se preocupa em controlar o preço dos serviços, já que podem dobrar o preço da mesma comida? Porque reclamar que o produtor é especulador? Como achar caro quando o produtor recebe R$0,40 por quilo de milho? Alguém na cidade imagina comprar 1 kg de alguma coisa com R$0,40?
Vamos abrir o olhos, senhores professores e bacharéis! A inflação está nas cidades e não no campo!
CARLOS EDUARDO COSTA MARIA

ANHEMBI - SÃO PAULO - INSTITUIÇÕES GOVERNAMENTAIS

EM 18/02/2011

Parabéns aos autores pelo tema em discussão que sempre concorre à reflexão das expectativas dos que lidam com a antiga atividade agricola.Como bem fica claro pelos autores, o capitalismo é um sistema por excelência conflituoso e que mudanças de cenários ocorrem naturalmente, embora o homem tente comprendê-lás, através das inúmeras teorias econômicas,na verdade mesmo, vivemos sob o império da incerteza.Assim sendo, todo o cuidado é pouco e devemos seguir á risca velhas práticas de "bom senso" dos nossos velhos cablocos de poupar e aplicar bem os recursos no tempo das "vacas gordas" para resistirmos da melhor maneira para quando chegar o período das "vacas magras",que com certeza virá.
CRISTIANO FLEURY CARVALHO SANTOS

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 16/02/2011

Parabens Carlos Eduardo.

Eles estão esquecendo de quanto aumentou o diesel, fertilizantes, mdo, etc.
Fora que nos ultimos anos varios setores da agrop. amargaram grandes prejuizos como o café e a pecuaria.

Outro detalhe é q hoje o tanto de tx, trabalho que temos q dispensar para arrumar papel ( burocracia ) é de matar. O povinho que gosta de fazer leis e normas que muitas das vezes são impossíveis de serem cumpridas; parece que vivemos na Suiça.

Alguem pode me dizer quantos % o minério de ferro subiu nos ultimos 10 anos?
O produtor rural tem q remunerar seu capital investido a txs de mercado e não trabalhar para os outros.
JOSE EDUARDO FERREIRA DA SILVA

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS

EM 16/02/2011

Parabéns pelo artigo e pelo alerta, Sylvia e Bruno. É importante lembrar que enquanto nosso governo aumenta os gastos de custeio (salários, passagens aéreas, colchas e lencóis de algodão egipcio para o palácio presidencial, etc) os gastos de investimentos, aqueles que poderiam minimizar os efeitos do aumento de custos nos transportes, armazenamento, etc, ficam empacados. Ano passado o governo já "burlou" as contas com antecipação de receitas do pré-sal, com o expurgo de despesas de investimentos dos gastos, etc, tudo pra esconder de baixo do tapete o déficit crescente do governo Lula. Uma verdadeira herança maldita. Isso afeta a competitividade de toda a economia, sejam produtores, indústrias, distribuição, transportes, etc. Pra financiar essa ineficiencia os impostos aumentam, os juros sobem pelo risco de inflação, o câmbio deprecia...Uma bomba relógio de fato.

Mais uma coisa. O Carlos Eduardo de Andrade lembrou a velha oferta e demanda na formação de preços. Bom Carlos, isso é apenas uma teoria, o funcionamento dos mercados é um pouco diferente, já que são imperfeitos, há interferências dos atores (governos e suas regulações, subsídios diversos aqui e lá fora, etc), a estrutura de mercado não é de concorrência perfeita (isso não existe!!!!), etc. A teoria da formação de preços é somente uma forma de entendermos um mecanismo. Como dizia Leftwich, é como explicar a física, a ciência explica a mecânica sem o atrito para endendermos como funciona. Mas o atrito está lá. O buraco é bem mais embaixo!

Sou um pouco otimista, acho que vai ter expansão na demanda mundial com a entrada de milhões de pessoas consumindo cada vez mais, sobretudo nos emergentes, vis-à-vis uma oferta complicada pelos diversos players globais. Boa oportunidade para quem tem terra, sol, água, gente e tecnologia, como nós. Mas isso não minimiza o fato de termos um governinho sem-vergonha em Banânia. E claro, haverá reações ao aumento de preços sim. Os players internacionais não vão ficar "com a boca escancarada cheia de dentes esperando a morte chegar".
DIOGO DIAS TEIXEIRA DE MACEDO

SÃO SEBASTIÃO DA GRAMA - SÃO PAULO

EM 16/02/2011

Parabéns Carlos Eduardo pela sua luta em defesa dos cafeicultores.

Realmente a crise, principalmente de alimentos, vai chegar ... já está aí até ... os preços altos do café é exemplo disso. Na hora que o preço está baixo ... e o produtor se enrolando em dívidas o governo não fez nada ... agora com a alta dos preços também não vão fazer nada ... e agora não devem se meter mesmo ... deixem os produtores recuperarem o que perderam durante anos.

Mas infelizmente a falta de alimentos e a alta de preços dos produtos agrícolas afeta principalmente as classes mais baixas ... e o governo deveria estar sempre apoiando o produtor de alimentos e não o discriminando e fazendo com que os mesmos deixem de produzir alimentos ... agora a lei da economia vai cobrar caro!!!!
CARLOS EDUARDO DE ANDRADE

VIÇOSA - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO

EM 16/02/2011

È de impressionar a criatividade de alguns para justificar com simplicidade a alta dos preços das commodities, em especial os alimentos.
O princípio da economia pura deixa claro que, o que regula preço é o equilíbrio entre oferta e demanda.Os produtos que mais se aproximam de economia pura são os produtos agrícolas.
Durante anos, no passado recente, o que se tem visto é um desetímulo generalizado para que os produtores rurais (produtores de alimentos) continue na atividade.
Se existe algum setor que é discriminado no mundo todo é o produtor rural e em todos os sentidos.
No Brasil então....O produtor é desmatador, desrespeitador da natureza, caloteiro, mal pagador, pâo duro, chorão, explorador de mão de obra e por aí vai....Só para lembrar aos mais desavisados, no mundo todo houve um verdadeiro empura - empurra do homem do campo para as cidades. Houve uma brutal transferência de renda do campo para as cidades em muitos paises e esqueceram de avisar para todos que a atividade agropecuária é uma atividade de grandes riscos.
A vida no campo não é fácil e se quem está no campo não é estímulado e não é remunerado pelo seu trabalho, o que se esperaria?
Veja a questão ambiental no Brasil por exemplo, de repente quem foi o heroi e desbravador dos sertões vira bandido e criminoso....
No caso do café em especial o que está acontecendo é um equilíbrio natural após 12 anos de preços demasiadamente baixos e custos crescentes e também uma inescrupulosa exploração dos produtores e dos consumidores pois em alguns casos o lucro dos torradores chegam ao absurdo de colocar uma margem de lucro da órdem de 20.000 % em cima do café que adquire dos produtores.
Haja paciência para ler determinadas bobagens que se escreve por aí a respeito do agronegócio.....
ARTUR QUEIROZ DE SOUSA

CAMBUQUIRA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 16/02/2011

Excelente artigo. Parabéns! Sempre me preocupo com os preços extremamente baixos, como também com os preços muito elevados. Não é bom para os produtores os dois extremos. Fico pensando, como vão se alimentar os pobres da África, Índia, bem como os da América Latina.
O produtor em si não ganha nada com esses preços altos, como por exemplo o preço do café. Quando ele alavancou preços altos, já não estava na mão do produtor, pois 85% da safra já havia sido comercializada, mas lhe sobrará, o aumento de fertilizantes, peças, combustíveis, e mão-de-obra, sobretudo na colheita próxima. Além é claro de novas áreas de plantio, por gente que não é da cafeicultura, que investem entendendo que estão ganhando mundos e fundos.
É necessário urgente ter uma política de garantia de preços mínimos, que funcione, bem como um programa de compra pelo governo, para evitar a especulação, que só traz danos ao produtor.