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A hora do despolpado brasileiro

POR SYLVIA SAES

E BRUNO VARELLA MIRANDA

BRUNO VARELLA MIRANDA

EM 27/08/2010

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A previsível reação dos cafeicultores de países como o México e a Colômbia à participação do Brasil na Bolsa de Nova Iorque é mais um convite à reflexão. Nos últimos meses, diversos artigos têm abordado o tema, ajudando a esclarecer aquilo que está em jogo. Baseado em contribuições anteriores, o presente texto reforça a defesa da inclusão brasileira nesse mercado.

Do ponto de vista dos cafeicultores, a iniciativa é uma boa notícia. O acesso à Bolsa de Nova Iorque - e a seus instrumentos - contribuirá para a redução de riscos, além de permitir uma precificação mais transparente do nosso produto. Os argumentos de Celso Vegro, apresentados aqui no CaféPoint, descrevem com precisão a situação. A consequência é a conformação de um quadro ainda mais favorável para investimentos no segmento.

Quando usamos o termo "ainda mais favorável", o fazemos porque é evidente o potencial para a expansão do despolpado brasileiro. A falta de "reconhecimento" da Bolsa de Nova Iorque não impediu a cafeicultura nacional de ocupar uma fatia crescente do mercado, aproveitando-se da dificuldade dos concorrentes em suprir a demanda. Hoje os agentes econômicos têm consciência da centralidade da oferta brasileira para o equilíbrio do mercado, e reconhecem esse fato por meio dos preços oferecidos ao produto.

Nesse sentido, a iniciativa da Bolsa de Nova Iorque busca acompanhar as transformações no mercado. O café despolpado brasileiro já é uma realidade, conforme bem observa Guilherme Braga: não inclui-lo no Contrato "C" apenas contribui para a perda de relevância do instrumento. No longo prazo, perderiam mesmo os que hoje se opõem ao ingresso do Brasil.

Para os incrédulos de outras bandas, são duas as provas de que o despolpado brasileiro já é uma realidade: a primeira diz respeito ao aumento da participação no mercado do produto, já citado. Além disso, é importante frisar o reconhecimento crescente da qualidade desse café. A entrada na Bolsa constituirá mais um passo nessa direção, contribuindo para a reversão da imagem histórica do café brasileiro.

Gigante pela própria natureza, a cafeicultura brasileira tem como importante desafio aprender a tirar proveito de seu tamanho. Entre outras medidas, é fundamental garantir uma participação ativa nos diversos segmentos de mercado, oferecendo aos produtores mais informação e oportunidades. A sinalização da Bolsa de Nova Iorque representa uma boa notícia; defender essa alternativa das reclamações alheias constitui importante tarefa.

Leia mais sobre o assunto:

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SYLVIA SAES

Professora do Departamento de Administração da USP e coordenadora do Center for Organization Studies (CORS)

BRUNO VARELLA MIRANDA

Professor Assistente do Insper e Doutor em Economia Aplicada pela Universidade de Missouri

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SIRLEI DONNA

VENDA NOVA DO IMIGRANTE - ESPÍRITO SANTO - VAREJO

EM 08/09/2010

Eu estou fazendo um trabalho de conclusão de curso, e irei pesquisar sobre qual o fator que mais influencia no preço do café: é a "qualidade" ou a "quantidade de café no mercado" (safra)?
Gostaria de saber a opinião de voces sobre o assunto! sds