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OIC: Osorio aumentou sua previsão para a safra 2006/07

POR RENATO FERNANDES EU

CELSO VEGRO

EM 25/09/2006

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Em seu relatório de mercado referente a agosto, Néstor Osorio, Diretor-Executivo da Organização Internacional do Café, OIC, chamou a atenção para a grande volatilidade do mercado cafeeiro, no mês, e, em particular, para o aumento apreciável dos preços dos robustas.

No dia 22, o preço indicativo do grupo alcançou 78,68 centavos de dólar dos EUA por libra-peso, registrando seu nível mais alto em quase sete anos. A média mensal dos preços do grupo subiu 104% em relação à média anual de 2005.

Nas duas primeiras semanas de setembro a alta prosseguiu. A queda das exportações do Vietnã, que enfrentou problemas decorrentes de condições climáticas, além da diminuição da oferta de outras origens de robustas, especialmente da África, foram apontadas, por Osorio, como explicações para a recuperação dos preços.

Osorio ressaltou também a diminuição dos estoques certificados da bolsa de Londres (LIFFE) e, por outro lado, os problemas com umidade ocorridos nos estoques mantidos em certos entrepostos, sobretudo em Trieste (Itália). Foi observada, além disso, uma queda das exportações da Índia, que é um dos principais produtores de robusta.

Néstor Osorio elevou sua projeção da safra mundial 2006/07 para cerca de 122 milhões de sacas de 60 quilos, devido à elevação, pela CONAB, da previsão da produção brasileira. Segundo ele, a demanda continua firme, tanto nos países exportadores como nos países importadores.

O Diretor-Executivo da OIC, destacou sua participação no Congresso Brasileiro do Café em Belo Horizonte, onde apresentou uma análise da situação do mercado cafeeiro nos últimos cinco anos e delineou perspectivas para o futuro, mencionando, em particular, a necessidade de prosseguir fazendo a promoção do consumo, uma área em que, segundo ele, o Brasil tem realizado um trabalho excepcional.

Osorio chamou a atenção para a ressalva feita por ele, em Belo horizonte, para a importância de estabelecer políticas de produção que visem à manutenção do equilíbrio entre a oferta e a demanda, sobretudo para evitar um aumento da produção pela expansão das áreas de café.

Evolução dos preços

Em agosto a alta de preços continuou, e o preço indicativo composto da OIC registrou uma média mensal de 95,78 centavos de dólar dos EUA por libra-peso, contra 88,57 centavos em julho e 86,04 centavos em junho. Nas duas primeiras semanas de setembro a alta prosseguiu e, no dia 15/9, o nível registrado foi de 94,33 centavos de dólar dos EUA por libra-peso (gráfico 1).


Gráfico 1: Preço indicativo composto diário 01/08/2005 a 15/09/2006

A maior alta foi a dos preços dos robustas, que em 22 de agosto alcançaram 78,68 centavos, seu nível mais elevado de cerca de 7 anos (gráfico 2).


Gráfico 2: Preços indicativos diários dos robustas - 01/07 a 31/08/2006

Fatores fundamentais do mercado

Osorio destacou a revisão da estimativa da safra brasileira 2006/07 para 41,57 milhões de sacas, 32,06 milhões das quais de café arábica e 9,51 milhões de robusta.

Foram destacadas também a estimativa da produção do Vietnã em 14,5 milhões de sacas e da Colômbia em 11 milhões. Com base nesses novos dados, o Diretor-Executivo da OIC, elevou sua estimativa da produção mundial em 2006/07 para cerca de 122 milhões de sacas.

Exportações

Nestor ressaltou a queda de 6,35%, em julho/06, no volume total das exportações mundiais, que passaram de 7,88 milhões de sacas em junho para 7,38 milhões. No acumulado dos primeiros dez meses da safra da OIC (outubro de 2005 a julho de 2006) houve queda de 5,59%, frente ao mesmo período da safra 2004/05.

As exportações de janeiro a julho de 2006 somaram 52,01 milhões de sacas, em queda de 3,21% frente ao mesmo período do ano anterior, sendo que, as principais quedas se deram nos suaves colombianos e nos naturais brasileiros.

O relatório de agosto traz um valor diferente, 86,67 milhões de sacas, do apresentado em julho, 86,41 milhões, para as exportações do ano civil de 2005 (janeiro - dezembro). Com este novo valor, a queda nas exportações, no ano passado, foi de 4,47%, em relação às 90,73 milhões de sacas exportadas em 2004.

Apesar da queda do volume total, o valor das exportações aumentou de 6,88 bilhões de dólares dos EUA em 2004 para cerca de 9,24 bilhões em 2005. De acordo com Osorio, se os atuais níveis de preços se mantiverem, o valor total das exportações poderá aumentar novamente em 2006.

Baixos estoques

Néstor Osorio afirmou que os estoques dos países exportadores continuam a diminuir, como atestam muitas fontes do comércio e da indústria de torrefação. No entanto, ele não apresentou cifras exatas, por falta de informações oficiais provenientes dos países Membros.

Osorio, no entanto, afirmou que pode-se dizer que os níveis históricos dos estoques de café são os mais baixos de todos os tempos e que é muito provável que no fechamento do ano-safra de 2005/06 os estoques finais sejam inferiores a 20 milhões de sacas. Segundo ele, também se observa a mesma tendência de queda nos estoques dos países importadores.

Segundo o relatório, os estoques de café verde, entre os quais os dos portos francos, foram estimados em cerca de 19,8 milhões de sacas no final de dezembro de 2005. Na bolsa de Londres (LIFFE) os estoques certificados vêm diminuindo constantemente desde setembro de 2005. Seu volume no final de agosto mostrava uma queda de 60,9% em relação ao do final de agosto de 2005.

O impacto dessa queda sobre os níveis de preços dos robustas foi acentuado pela rejeição de alguns lotes de café nos entrepostos de Trieste (Itália). Os estoques certificados da bolsa de Nova Iorque (NYBOT), por sua vez, acusaram um aumento de 2,8% no final de agosto em relação a julho de 2006.

De acordo com Osorio, o consumo mundial continua a ser importante na sustentação dos preços atuais. Estima-se que em 2006 ele alcançará cerca de 117 milhões de sacas. Em 2005 a cifra foi 115 milhões de sacas, 30 milhões das quais de consumo interno nos países exportadores e 85 milhões de consumo dos países importadores.

Conclusão

Como conclusão, Nestor Osorio observou que o aumento dos preços dos robustas influenciou significativamente a evolução do mercado de café em agosto e no início de setembro. Ela apontou a escassez de oferta deste tipo de café no mercado como uma das principais causas desse aumento.

Com isso, o diferencial entre o preço indicativo dos robustas e o dos Outros Suaves continuou a diminuindo. Passando de 60,81 centavos de dólar dos EUA por libra-peso, em janeiro de 2006 para 38,14 centavos por libra-peso, em agosto. Segundo Osorio, esta situação pode durar até a chegada ao mercado de café da nova safra vietnamita de 2006/07, que começa em outubro de 2006.

Para ler o relatório mensal do Diretor Executivo da OIC na íntegra clique aqui.

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