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OIC: Estoques nos países exportadores são os menores da história

POR RENATO FERNANDES EU

CELSO VEGRO

EM 13/10/2006

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No seu relatório sobre o mercado de café, de Setembro, Néstor Osorio, Diretor Executivo da Organização Internacional do Café, OIC, apontou a estabilização dos preços no mês passado, após o movimento de alta verificado em agosto.

Osório ressaltou que os preços do robusta subiram ligeiramente, de 67,09 centavos de dólar por libra peso, no começo do mês, a 68,63, em 29 setembro, indicando que o fornecimento apertado do produto foi contraposto por expectativas de uma grande safra 2006/07 no Vietnam.

Os preços continuaram a se recuperar no ano safra 2005/06, após anos de crise nas economias cafeeiras de países exportadores. O preço médio do indicador composto da OIC atingiu a média de 91,44 centavos de dólar por libra peso, em 2005/06, ante 85,30 centavos para 2004/05 e 57,77 centavos para 2003/04.

Com base nos fundamentos da oferta atual e da demanda, o Diretor acredita que o nível de preços visto, hoje, pode ser mantido, embora o mercado remanesça vulnerável aos movimentos especulativos.

As exportações totais em 2005/06 são estimadas em ao redor 87,5 milhões - apenas 1,6 milhão de sacos abaixo do volume verificado em 2004/05.

Osorio destacou a 96a sessão do Conselho Internacional do Café, realizada de 25 a 29 de setembro 2006, que considerou propostas para o futuro do Acordo Internacional do Café 2001, o qual expira no fim de setembro 2007. Segundo ele, a percepção geral é muito construtiva no sentido de realçar o papel da OIC. Foi estabelecido um grupo de trabalho, que, primeiramente, se encontrará em 22 de janeiro de 2007 e submeterá recomendações ao Conselho, ao final de maio de 2007.

O movimento dos preços

A recente tendência ascendente nos preços se estabilizou, em setembro. A média mensal do preço do indicador composto da OIC foi 95,98 centavos de dólar por libra peso, contra 95,78 centavos, em agosto e 88,57 centavos, em julho. Os preços flutuaram entre 92,39 e 99,67 centavos de dólar por libra peso, durante setembro (em nove de outubro, o indicador estava em 93,91 centavos de dólar por libra).

O gráfico 1 mostra mudanças no preço do indicador composto diário da OIC, desde primeiro de junho de 2006.


Gráfico 1: Preço indicador composto diário, de 01/06 a 28/09/2006.

Os gráficos 2 e 3 mostram, respectivamente a variação dos indicadores para cafés naturais brasileiros e para os robustas, neste caso, evidenciando a diminuição na forte tendência de alta verificada em julho e agosto.


Gráfico 2: Preço indicador diário para naturais brasileiros, de 01/06 a 28/09/2006.


Gráfico 3: Preço indicador diário para robustas, de 01/06 a 28/09/2006.

Os fundamentos do mercado

O relatório mantém a previsão, com base nas últimas informações recebidas dos países membros, de que a produção total em 2005/06 será de 106,6 milhões de sacos, numa queda de 6,35% em relação à produção de 2004/05. É mantida também a estimativa para a safra 2006/07, feita em agosto, de 122 milhões de sacos, o que significa um aumento de 14,41% em 2005/06.

As exportações totais, durante agosto de 2006, aumentaram mais de 11%, para 8,36 milhões de sacos, contra 7,52 milhões sacos exportados em julho. Com isso, as exportações acumuladas, para os onze meses do ano safra da OIC (de outubro 2005 a agosto de 2006), chegam a 80,1 milhões de sacos, contra 83,0 milhões, para o mesmo período, no ano safra 2004/05.

As exportações totais no ano safra 2005/06 devem alcançar próximo de 87 milhões de sacos, o que será cerca de 1,75% menos que o volume exportado no ano precedente.

As exportações de janeiro a agosto de 2006 totalizaram 60,36 milhões de sacos, nível mais ou menos idêntico ao do mesmo período de 2005. As exportações no ano de calendário 2005 (de janeiro a dezembro) caíram por 4,47%, totalizando 86,74 milhões de sacos, ante 90,75 milhões, em 2004.

Apesar desta queda no volume de exportações, seu valor total aumentou de US$ 6,88 bilhões, em 2004, para em torno de US$ 9,25 bilhões, em 2005. O valor das exportações totais pode aumentar ainda mais, durante 2006, pois o valor parcial já apurado, alcançou mais de 67% dos resultados de todo do ano de calendário 2005.

Osório estima que o volume do estoque em países exportadores deverá cair no fim do ano safra. Os países que têm ano safra de outubro a setembro terminaram, recentemente, sua estação de produção de 2005. Dado padrão observado em anos precedentes, tudo indica que o estoque pode cair a seu nível histórico mais baixo. É altamente provável que, no fim do ano safra 2005/06, o nível do estoque de fechamento estará abaixo de 20 milhões de sacos.

O estoque de café verde nos países importadores, incluindo portos livres, tem pairado sob 20 milhões de sacos ao final de cada trimestre, o desde o fim de dezembro 2005.

Os estoques certificados no mercado de futuros de Londres (LIFFE) aumentaram, repentinamente, quase 25%, após meses do declínio contínuo. No fim de setembro, seu nível alcançou 1,82 milhão de sacos, comparado a 1,46 milhão nos últimos meses. No caso do estoque certificado nos mercados de futuros de Nova Iorque (NYBOT), o nível aumentou pouco mais de 4%, no fim do mês, comparado a agosto.

Osorio continua a apontar, como um fator importante para dar suporte aos preços atuais, o consumo mundial, que é estimado em cerca de 117 milhões de sacos no ano de calendário 2006.

Conclusão

Na sua conclusão, Osorio classificou o mercado, em setembro, como relativamente estável. Ele espera que, ao final deste ano de calendário, seja possível fazer uma avaliação mais acurada do balanço oferta versus demanda para 2006/07 e o resultado para 2007/08.

O Diretor Executivo ressalta que, nos últimos 10 anos, os preços do café foram razoavelmente estáveis no último quarto do ano calendário, com exceções em 1999, quando houve um aumento substancial nas médias de preço, entre outubro e dezembro, e em 2000, com a ocorrência de uma queda significativa, no mesmo período.

O processo, em marcha, das discussões sobre o futuro do acordo internacional do café dá a oportunidade para que todos os membros apresentem suas idéias com respeito à cooperação internacional no café. Osorio sente-se muito encorajado pelo interesse e a postura mostrada pelos Membros da OIC neste processo, o qual acredita que deve conduzir, no curso devido, a novos e benéficos desdobramentos.

Para ler o relatório mensal do Diretor Executivo da OIC na íntegra clique aqui.

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