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A experiência de consumo em território nacional

POR VANUSIA NOGUEIRA

CAFÉS ESPECIAIS - VANUSIA NOGUEIRA

EM 12/08/2014

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Foto: Felipe Gombossy/ Café Editora
Foto: Felipe Gombossy/ Café Editora

Começo, hoje, o primeiro artigo a ser publicado no CaféPoint. Muitos são os temas que poderemos abordar a cada mês e a primeira importante tarefa é escolher sobre qual assunto poderemos refletir.

Apesar da Copa do Mundo ter nos deixado com muitos traumas como brasileiros, duas situações específicas relacionadas com nosso café me chamaram especialmente a atenção e decidi refletir sobre elas. Foram duas abordagens feitas na imprensa, por veículos muito respeitados, sobre o produto. Uma delas foi publicada pelo G1, em Histórias sobre a Copa no RS (julho/2014), quando todos tomamos conhecimento da corrida dos sul-coreanos que vieram ao Brasil para Copa em busca de nossos cafés para levar para seu país. A outra foi um debate do programa GloboNews em Pauta, do dia 24 de junho, que tratou do tema da escassez de oferta do café brasileiro de boa qualidade para os apreciadores da bebida nas cidades sede da Copa.

Duas realidades tão distintas que nos levam ao mesmo ponto: o marketing dos cafés do Brasil. Lembrando que um dos conceitos mais clássicos e mais antigos do marketing são os 4 P's (produto, preço, promoção e ponto de venda), podemos avaliar como foi fraca ou ausente nossa estratégia para atrair os amantes simultâneos de futebol e de café para conhecer e apreciar nosso produto in loco.

Temos um produto de qualidade, mas não o oferecemos de forma maciça em território nacional. Temos pontos de venda exemplares, porém precisamos reconhecer que, na maioria dos pontos de entrega, principalmente para o consumo fora de casa (padarias, bares, restaurantes, hotéis), oferecemos um produto de qualidade sofrível.

Nosso preço é muito competitivo dentro do Brasil. Na promoção, pecamos, muitas vezes, por tentar o ótimo e esquecemos de fazer, pelo menos (ou simplesmente), o bom. É muito difícil mudar a mentalidade de um comprador, para que aceite a aquisição de um produto de melhor qualidade com preço justo, mas poderíamos ter realizado algum esforço para informar a nossos visitantes sobre onde poderiam apreciar um bom produto. Seria tão difícil ou tão caro assim? Talvez não.

E vamos aos coreanos... No país deles, temos feito ações consistentes de apresentação dos nossos cafés e somos felizmente uma referência de qualidade. Os sul-coreanos amam café e, acima de tudo, os nossos cafés. Isso é fruto de um trabalho sério, maduro e persistente, que tem envolvido educação de compra e de consumo, paciência e atenção. Torçamos para que este esforço não tenha sido arranhado com a experiência de consumo em território nacional.

Bem, o Mundial de futebol passou e ficam as lições aprendidas. Para nós, considerados parte da liderança nacional no agronegócio café, e para a seleção brasileira de futebol. As correções de rumo não poderão ser ações isoladas. Precisam ser ações conjuntas que envolvam diversos elos da cadeia do agronegócio café, senão todos.

Se queremos reverter este tipo de situação, precisamos arregaçar as mangas e ir à luta. Espero que tenhamos realmente aprendido as lições e que venha a Olimpíada!

Vanusia Nogueira
BSCA – Executive Director

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ARTUR SILVA

SANTOS - SÃO PAULO

EM 10/05/2017

Café do brasil é o melhor do mundo. Só tomo café gourmet. As marcas desconhecidas oferecem os melhores cafés e com custo atraente. Uso o Café Exato, micro torrefação em Santos Litoral de SP. TOP café gourmet cheira chocolate. https://graogourmet.cafeexato.com.br fica a dica.
UANDERSON ATHAYDE MOURA

TOMÉ-AÇU - PARÁ - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 18/08/2014

               Cara Vanusia Nogueira,

               parabenizo-lhe por instigar tal assunto, uma necessidade.



"Toda reforma interior e toda mudança para melhor dependem exclusivamente da aplicação do nosso próprio esforço".

Immanuel Kant



               INFELIZMENTE, por ser cultural, partimos do pressuposto: a população brasileira é majoritariamente acomodada; a população brasileira deixa as coisas acontecerem para tomar alguma medida decisória.



                Bem da verdade é que tal fenômeno caracteriza-se pela aceitação a determinadas condições que o governo e a elite estabelecem. Entretanto a ideia do "comodismo" quanto característica, leva as pessoas a  inseri-la no trabalho,  se submeterem aos diversos riscos, aceitando-os de forma "passiva", pois sabem que irão receber seus honorários assim como acordado, e não se sensibilizam a melhorar o ambiente e suas ferramentas de  trabalho (o tal de Marketing etc.).



               Por tanto, o "comodismo social" foi historicamente se alastrando  e seu entendimento é muito complexo quando comparado e relacionado  a sociedade e suas ações.



Finalizando...



SOMOS o maior produtor de Café; digo ainda em produção e não em produtividade, em produtividade talvez perderíamos.  



Pois bem, nossa mercadoria é comercializada, sendo uma commoditie.



(*) Uma das características da commoditie é que seu preço se determina em  função de  mercado.



Exemplo:



- O preço do cobre é universal. As flutuações "diária" no preço são baseadas na lei de oferta e  demanda "global".



Porém,

podemos aplicar o seguinte raciocínio:  num sistema de "som" existe uma diferenciação de produto em muitos aspectos, tais como:

Marca;

Interface do utilizador;

Qualidade aparente.



Desta forma quanto maior foi o seu "valor aparente", maior será o seu preço.



"O valor aparente e o valor real mostram a sua diferença nas vicissitudes da desgraça. "

WILLIAM SHAKESPEARE



Pois bem,

o que torna um produto de base muito importante na economia,  é o fato de que possue cotação e "negociabilidade" global. As oscilações nas cotações deste produto de base têm impacto significativo nos fluxos financeiros mundiais, podendo causar perdas a agentes econômicos e até mesmo a países.



Revendo mais...



A passagem à qualidade de "commodities" ocorre quando o mercado de bens ou serviços deixa de fazer a diferenciação de produtos na sua base de fornecimento, na maioria das vezes causada pelo desaparecimento do ônus do capital intelectual (patentes, etc) que era necessário para o adquirir ou produzir de forma eficaz. Assim, produtos transformam-se em mercadorias quando o seu preço base deixa de ser onerado com a aplicação de um prêmio (Premium) para os detentores desse capital.
VANUSIA NOGUEIRA

MACHADO - MINAS GERAIS

EM 17/08/2014

Ola pessoal.Obrigada pelos comentários, todos eles muito relevantes e que já me trazem alguns subsidios para nossos bate papos futuros. Isso mesmo. Não quero apenas escrever. Pretendo conversar com vocês, para que juntos possamos contribuir para a elevação de nosso agronegocio.
JOSÉ RENATO CAMPOLONGO NAVES

RIBEIRÃO PRETO - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 15/08/2014

Vanusia , parabéns pelo seu comentário, seria chover no molhado e olha que estamos precisando deste molhado !!!!!

Parabéns , pela clareza e inteligência da abordagem . Parabéns por ser mulher e estar neste segmento , até pouco tempo dominado por nós . A sensibilidade feminina , faz muita diferença.

A necessidade de assistência técnica real ao pequeno produtor para sua profissionalização , aprimoramento de seu produto , acesso e atualização de métodos produtivos , são idéias para comentários futuros.

Seja bem vinda , boa sorte !!!!
MOUZER MESSIAS SANTOS

CRISTAIS - MINAS GERAIS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 14/08/2014

Eu também gostei muito do seu artigo, parabéns! Quando vejo outros Países dando de 7 x 1 no Brasil em marketing, fico muito triste, pois sei o quanto somos bons em produzir qualidade, mas não tanto em divulgar. Perdemos uma grande chance na copa do mundo no Brasil, deveriam ter investido pesado...
ANDRE SANCHES NETO

POÇOS DE CALDAS - MINAS GERAIS - COMÉRCIO DE CAFÉ (B2B)

EM 14/08/2014

Vanusia, ótimo focar neste assunto em seu primeiro artigo no CaféPoint. Meu viés para este debate é lembrar que a cultura média brasileira tem sim um certo 'complexo de vira-lata', tendo como consequência a valorização do que é nosso somente depois de provado que faz sucesso lá fora. Ou seja, por esta linha, uma estratégia possível seria campanhas de massa internas que mostrem ao brasileiro que nossos cafés já realizam muitos casos recentes de sucesso em qualidade em diversos países, como o sabemos nós que lidamos com o mercado externo de qualidade. Desejo sucesso à sua coluna neste espaço!
ARMANDO SANTOS

MUZAMBINHO - TOCANTINS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 13/08/2014

Ótima abordagem perfeita.
DRA MARISA HELENA

ALTEROSA - MINAS GERAIS - COMÉRCIO DE CAFÉ (B2B)

EM 13/08/2014

Parabéns pelo seu artigo.
ITAGYBA DE OLIVEIRA

CARMO DE MINAS - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 13/08/2014

Esse mesmo raciocínio deve ser aplicado para o mercado interno. Não vejo nenhuma ação para conquista do mercado jovem. Não vejo nenhuma ação para reconquista de mercados perdidos. Não vejo nenhuma ação divulgando os benefícios do café para a saúde (e, são tantas as comprovações científicas !). Não só para a faixa nobre de consumo de cafés especiais, como também, para o consumo de café, digamos, populares. Exceção feita a raras ações isoladas de marketing de algumas marcas. Falando em futebol, já pensou colocarmos a Bruna Marchezine apreciando um bom café numa cafeteria em uma das cenas de novela ou por que não se colocou nenhum banner nos estádios da Copa "CAFÉ DO BRASIL" ? (nem com S nem com Z). São só dois exemplos de merchandising num mar de oportunidades existentes que a cadeia do café está deixando de fazer. Faz anos ! Será que não precisaríamos ressuscitar o IBC para coordenar essas ações ?