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Vendas de origens ressurgem em alta modesta

Índices que medem a produção industrial vieram abaixo do esperado tanto na China como na zona do Euro e nos Estados Unidos, e de alguma forma contribuíram para uma tomada de lucro dos mercados acionários. No caso americano o crescimento do PIB no primeiro trimestre do ano de apenas 0.2% foi outro fator negativo, ainda que tenha sido o efeito do inverno rigoroso.

O FOMC (equivalente ao COPOM brasileiro) acredita que a economia voltou a melhorar já no atual trimestre, e a declaração do comitê gerou interpretações dos investidores de que um aumento dos juros não está completamente descartado para este ano.

O índice do dólar acelerou as perdas recentes negociando no menor patamar desde o final de fevereiro e como consequência deu gás para a subida dos principais índices de commodities. Os ganhos dos componentes do CRB foram liderados pelo gás natural, o cobre, o suíno-magro, o níquel e o alumínio, todos com altas superiores a 5.62% – sendo que o primeiro subiu 9.76%.

O café começou a semana despencando em reação ao COT que mostrara os fundos menos vendidos. Na quinta-feira os preços recuperaram durante a sessão atingindo uma alta de US$ 4.60 centavos por libra com o contrato de julho negociando a US$ 143.60 centavos, para então devolver tudo e encerrar o dia a US$ 137.45 centavos. Pior foi na sexta-feira, feriado para diversas origens do arábica e também em grande parte da Europa, o mercado cair mais e fechar a US$ 134.20 centavos por libra, o menor nível desde 13 de março de 2015 e próximo da mínima do intervalo entre US$ 132.00 e US$ 150.00 centavos que tem se mantido há dois meses.

Alguns analistas atribuíram a fraqueza a novas estimativas de safras brasileiras que põe a colheita de 2015/2016 no mesmo patamar de 2014/2015, ainda que não seja novidade. Outros culparam o recorrente rumor (que de novo não se confirmou) de que uma importante trading-house apontaria para uma produção ainda maior do que a safra passada.

Eu particularmente acredito que o mercado, por ora, não tem um “patrocinador” para ter uma alta sustentada, dado que os fundos têm uma posição vendida pequena e relativamente confortável. Tem também o fato dos comerciais sucessivamente verem o terminal falhar as tentativas de altas, sentados em uma posição comprada de 78,275 lotes (ou equivalente a 22.19 milhões de sacas de sessenta quilos).

Vendas de origens na quinta-feira assustaram os altistas que imaginavam só encontrar mais interesse de fixações próximo dos US$ 150 centavos. O mercado físico brasileiro destravou no dia ajudado pela queda do real brasileiro para 3.01, mas não se falou em grande volume negociado.

Os baixistas observam os estoques certificados do robusta da ICE subirem 50 mil sacas entre os dias 13 e 27 de abril, totalizando 2.92 milhões de sacas – volume dez vezes maior do que as 269 mil sacas que estavam nos armazéns da bolsa há um ano.

Por falar nisto em 1º de maio de 2014 o “C” negociava a US$ 192.08 centavos e começou a cair para bater US$ 160.00 centavos no meio de julho, quando então muitos ficaram animados com a condição das lavouras visitadas antes e após o Seminário de Café do Guarujá. O velho adágio do “sell may and go away” (venda em maio e saia de férias) funcionou por algum tempo e o panorama só se alterou com as divulgações das rendas no campo e com a perspectiva de que a próxima safra seria bem menor.

De lá pra cá o Brasil exportou um volume recorde de café e hoje todos estão impressionados em como a lavoura está bonita e promissora, motivos que junto com a queda do Real pressionaram as cotações. A atual percepção dos participantes é que há café suficiente para conectar um ciclo de leve déficit mundial até a esperada safra recorde de 16/17, mesmo que possamos ver ofertas apertadas no primeiro quadrimestre de 2016.

Este provável aperto pouco interessa aos operadores neste momento e tecnicamente a bolsa pode afundar mais. Ao mesmo tempo eu teria cautela em ficar vendido a descoberto nestes patamares, principalmente antes do inverno e estando tão longe da florada de outubro.

É o que mencionei mais acima: alguém precisa estar altista e ter coragem para comprar o mercado.

Enquanto não aparece um “patrocinador” resta esperarmos os fundos voltarem a vender Nova Iorque, ajudando então os comerciais a estenderem suas coberturas, para em um segundo momento os fundos recomprarem suas posições e potencialmente levar os preços de volta para US$ 150 centavos, ou talvez até os US$ 160 centavos novamente.

Aos que precisam vender café aproveitem os repiques do terminal e do dólar mais forte.

Uma ótima semana e bons negócios a todos,

*Rodrigo Corrêa da Costa escreve este relatório sobre café semanalmente como colaborador da Archer Consulting

RODRIGO CORREA DA COSTA

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