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Tecnicamente fraco mercado mantém tendência negativa

RODRIGO CORREA DA COSTA

EM 02/03/2015

2 MIN DE LEITURA

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Foto ilustrativa: Tricia Vieira/ Café Editora
Foto ilustrativa: Tricia Vieira/ Café Editora

A presidente do banco central americano preparou os mercados para uma mudança do jogo de palavras que é minuciosamente analisado pelo mercado em busca de uma dica sobre a antecipação dos movimentos do FOMC (equivalente ao COPOM brasileiro). Em seu discurso ao congresso a líder do FED deu ao comitê flexibilidade para aumentar os juros a qualquer momento, muito embora isto não deva acontecer neste primeiro trimestre.

As bolsas de ações mundiais encerraram fevereiro em alta generalizada, tendo o Nasdaq apreciado 7.1% liderado pelas cotações da Apple, que no mês subiram 9.6%. Especulações de que a China pode expandir medidas que estimulem sua economia deram algum suporte aos índices de commodities, que continuam frágeis com a retomada de valorização do dólar americano.

Entre os componentes do CRB apenas seis commodities cederam, sendo que o gás natural caiu 5.50%, seguido pela perda de 5.23% do café arábica e em terceiro pela baixa de 3.8% do suco de laranja.

O contrato “C” cai há dez sessões, fazendo novas mínimas a cada dia pressionado pelas novas vendas dos fundos, principalmente os técnicos. Os comerciais mantém a disciplina de ir comprando o flat-price, entretanto fazem de forma escalonada não conseguindo prover o suporte que os produtores gostariam de ver na tela.

A volatilidade do Real brasileiro, assim como a fraqueza do Euro, são outros componentes negativos que se juntam as boas chuvas no Brasil – que tem reforçado a mudança de percepção sobre o volume de produção da próxima safra.

A movimentação do mercado físico nas origens diminuiu sensivelmente e muitos produtores devem, com razão, estar preocupados com o comportamento da bolsa Nova Iorquina. Os diferenciais firmes e a reposição estreita faz dos estoques no destino mais interessantes para os compradores, muito embora as qualidades mais desejadas têm prêmios similares ao FOB.

O robusta em Londres tem ido na mesma direção que seu primo mais rico, mas com as perdas menores faz a arbitragem estreitar para US$ 54 centavos por libra. Como o arábica ainda não dá sinais de suporte, novas quedas devem levar a arbitragem para os 40 centavos do começo de 2014 – ou o mesmo diferencial que se comprava good cup até outubro/novembro do ano passado.

Aqueles que tiveram capacidade financeira para ficar comprado nos diferenciais brasileiros a descontos que jamais tínhamos vistos – ponto defendido neste espaço – devem estar rindo a toa, muito embora tenham sido chamados para dar explicações inúmeras vezes em frente ao departamento de crédito e de risco.

Duas importantes torrefadoras mundiais aumentaram o preço do seu produto final ao consumidor, uma em 20% e outra em US$ 30 centavos para o pacote de 500 gramas (praticamente uma libra). A justificativa? Iene volátil? Euro fraco? Os maldosos dizem que é em função das compras de futuros terem sido feitas há níveis muito mais elevados do que o atual – fácil falar…

Por ora não parece que o mercado consiga mudar a tendência de baixa, mas podemos ter alguns dias de respiro com alguma tomada de lucros. Há um gap no contrato de maio entre 138.05 e 141.20, objetivo que parece simples de ser atingido e dependendo da forma como seja preenchido pode animar alguma compra de curto-prazo.

Uma reversão da moeda brasileira, e mesmo do dólar são outras esperanças que os altistas nutrem para montar uma nova posição long.

Uma boa semana com excelentes negócios a todos.


*Rodrigo Corrêa da Costa escreve este relatório sobre café semanalmente como colaborador da Archer Consulting
 

RODRIGO CORREA DA COSTA

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EDIVAN F. MORGAN

VILA VALÉRIO - ESPÍRITO SANTO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 02/03/2015

Rindo à toa eu ficaria se alguém quisesse receber  o café que está no papelzinho da bolsa de ny. Onde iriam arranjar a mercadoria? Se encontrassem, a que preço? Provavelmente não seria o do pregão.