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Real brasileiro absorve parcialmente perdas

 Já está para lá de cansativo ficar sempre mencionando a Grécia como sendo responsável pelas movimentações dos mercados financeiros. A verdade é que o país tem dificuldades, culturais e econômicas, de atender as demandas racionais e rígidas da Troika para receber novos recursos que evitem o aparente inevitável calote.

Foto ilustrativa: Divulgação/WBC - Amanda Wilson
 
Foto ilustrativa: Divulgação/WBC - Amanda Wilson


O pior é que em um mundo dominado por algoritmos que determinam pontos e ativos de compra e venda, muitos modelos certamente não preveem o pior, e enquanto isto não acontece os investidores mantém suas apostas em papéis que tem múltiplos dilatados, ajudados é claro pelo baixíssimo custo do dinheiro.
O mês de maio foi neutro para a maior parte dos índices acionários no mundo, com exceção ao ganho do mercado Japonês – à custa da desvalorização do iene para o menor patamar desde 2002, e da perda do Ibovespa, apesar do Real ter voltado a desvalorizar.

O CRB cedeu nos últimos cinco dias empurrado pela queda do gás natural, trigo, cobre e o suco de laranja, tendo apenas o algodão, a soja, o petróleo e a gasolina ganhando algo. Os contratos de café arábica e robusta escorregaram um pouco mais, encontrando suporte e se comportando até relativamente bem frente ao gráfico que apontava para movimentos mais negativos.

As rolagens de posições foram o destaque da semana curta, e o relatório do CFTC nos diz que o interesse de compra dos comerciais aumenta com novas mínimas sendo registradas. Os fundos ao mesmo tempo aproveitam para aumentar suas posições vendidas, que sempre têm a vantagem do “eterno” carrego em um cenário de juros-reais negativos.

Fundamentalmente a situação não muda, com produtores relutantes em vender agressivamente no Vietnã, tendo inclusive os intermediários por lá, indisciplinadamente, depositado mais dinheiro ou café para manter viva e esperança de uma puxada no terminal que os ajudem a fixar seus cafés.
No Brasil a BM&F nos deu a impressão de que alguns produtores perderam a paciência e aproveitaram para garantir preços, que com o Real mais fraco ao menos não os fazem perder dinheiro.

A demanda em pleno período de consumo mais moderado no hemisfério norte se mantém tépida, fazendo alguns acreditarem que, mesmo que seja mais caro, em breve os compradores terão que aparecer.

Os estoques certificados de robusta não param de subir, alcançando 3 milhões de sacas e servindo de conforto inclusive para as conversas de que o Brasil vai ter uma produção menor de conilon.

A colheita brasileira entrando em pleno vapor se junta com uma disponibilidade crescente de Indonésia, Peru e de Colômbia, motivo que faz os baixistas se manterem vendidos por ora.

Encorajar uma venda a descoberto nos atuais níveis é complicado, salvo se for uma jogada de apostar em uma valorização maior do dólar americano. Ainda que se fale que o inverno no Brasil não vai ser muito frio, com os fundos tendo vendido 13 mil contratos novos não seria nenhuma surpresa vermos uma recuperação das cotações no curto-prazo.

Sustentar ganhos, entretanto, é outra conversa. Portanto movimentos de alta na bolsa por ora têm de ser aproveitados para ir vendendo café, sem muita culpa e com a coragem de não olhar no retrovisor, pois é fácil saber qual foi a alta dos preços depois que ela já passou.

Convertidas em Reais as cotações de Nova Iorque estão em níveis de março último, bem melhor do que se considerarmos que em dólares os patamares estão iguais a janeiro de 2014!

Uma excelente semana e muito bons negócios a todos,

*Rodrigo Corrêa da Costa escreve este relatório sobre café semanalmente como colaborador da Archer Consulting

RODRIGO CORREA DA COSTA

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