ENTRAR COM FACEBOOK ESQUECI MINHA SENHA SOU UM NOVO USUÁRIO

Nova Iorque sobe mas prêmio de clima ainda é mínimo

POR RODRIGO CORREA DA COSTA

ANÁLISES CAFEEIRAS - RODRIGO CORREA DA COSTA

EM 18/09/2017

0
0
As bolsas de ações voltaram a subir ao redor do mundo, sendo que nos Estados Unidos ajudadas pelas estimativas de custos mais baixos dos estragos provocados pelo furacão Irma e indicadores econômicos mais fracos – os últimos não deveriam contribuir para a compra de ações, mas influenciaram positivamente em função de uma menor perspectiva de aumento dos juros pelo FED.

Foto: Ivan Padovani/Café Editora
                                       Foto: Ivan Padovani/Café Editora

O S&P500 e o Dow Jones fizeram nova altas históricas, assim como o Ibovespa no Brasil, enquanto o dólar americano falhou em esboçar uma reação, parcialmente também contribuindo para o Real voltar a tocar os R$ 3.10, mesmo com novas denúncias contra o presidente Michel Temer.

Os principais índices de commodities começaram a semana dando a impressão que poderiam ceder, enganando quem tentou se antecipar às baixas e voltando a subir. Dentre os componentes do CRB, o trigo e o café arábica dividem a liderança entres os ganhadores subindo mais de 8% nos últimos cinco dias, seguidos pelas matérias-primas energéticas, o açúcar e outros grãos. Em um cenário de maior apetite ao risco os metais preciosos cederam. O algodão e o suco de laranja devolveram uma parte das altas acumuladas durante os eventos climáticos do Golfo mexicano e do sul da Flórida.

A acentuada recuperação do café em Nova Iorque surpreendeu até os mais otimistas em um movimento que em grande parte foi de liquidação de posições vendidas dos fundos-ativos e mais notoriamente dos fundos-passivos, observadas no relatório do CFTC.

O rompimento da média-móvel de cem dias atraiu os operadores seguidores de tendência, absorvendo a venda das origens que estão aproveitando o momento positivo dos preços futuros.

Fundamentalmente os prognósticos de chuvas no cinturão produtor brasileiro aparecendo apenas para o fim de setembro, por ora esparsas e com volumes baixos, contribuíram para mudar o tom negativo que pairava entre os agentes. Fotos de árvores castigadas pela estiagem que em algumas regiões já passa de dois meses mexeram com o psicológico dos traders, muito embora as opiniões se dividem entre o quanto possa já ter sido perdido em termos de potencial para a safra 2018/2019.

Consenso mesmo pode ser notado por parte de quem está vivendo a situação no campo, como os produtores que melhor do que ninguém conhecem suas lavouras e acreditam que, no mínimo, o potencial pleno de produção já está comprometido.

Quantitativamente falando, entretanto, a percepção do mercado neste momento não é de pânico, o que significa dizer que o mercado futuro ainda não precifica uma seca, mas sim preventivamente diminui a exposição entre os vendidos.

Um fato curioso na semana foi a revisão para cima da estimativa da produção 2017/2018 brasileira pelo IBGE, o qual citou uma produtividade maior do que divulgada anteriormente. Não que o número seja significativo, muito pelo contrário afinal foi de apenas 1.1%, mas vai na contramão das conversas que há algum tempo circulam no mercado sobre “quebra” na renda e de peneiras. De qualquer forma ninguém deu muita atenção para a divulgação.

As exportações no Brasil no mês de agosto totalizaram 2,374,540 sacas, bem melhor do que as 1.86 milhões embarcadas em julho, mas ainda bem abaixo das 3 milhões do mesmo mês em 2016.

Os estoques de café verde nos Estados Unidos finalmente pararam de subir. O Green Coffee Association apontou a queda em 147,285 sacas em agosto, com o inventário estando em 7,266,027 sacas. Uma sequência neste “desaparecimento” é importante para começar a drenar o pipeline, muito embora não custa mencionar que os certificados da bolsa de Nova Iorque não param de subir e em pouco mais de um mês entra a safra dos suaves.

O fechamento de Nova Iorque na semana foi bem positivo e o posicionamento dos traders mostrando os fundos ainda com um livro de vendas maior, até a última terça-feira (12) pode estimular compras na segunda-feira causando o rompimento de uma linha de resistência que passa pelas altas de novembro de 2016 e do começo de agosto último. Outro ponto importante é a média-móvel de duzentos dias do contrato de dezembro17 que está em US$ 143.55 centavos por libra-peso.

Tecnicamente seria mais saudável uma retração para aliviar indicadores que mostram um mercado sobre-comprado. A figura gráfica positiva não se altera enquanto o “C” se mantiver acima de US$ 135.70 centavos por libra.

Não custa lembrar que uma mudança no prognóstico das chuvas pode atrair vendedores que estão receosos em vender com o risco de uma seca prolongada, portanto devemos esperar uma maior volatilidade, como o próprio “pit” de opções tem antecipado.

Uma ótima semana e bons negócios a todos,
Rodrigo Costa*

*Rodrigo Corrêa da Costa escreve este relatório sobre café semanalmente como colaborador da Archer Consulting 

RODRIGO CORREA DA COSTA

0

COMENTÁRIOS SEGUIR COMENTÁRIOS

5000 caracteres restantes
ANEXAR IMAGEM
ANEXAR IMAGEM

Selecione a imagem

INSERIR VÍDEO
INSERIR VÍDEO

Copie o endereço (URL) do vídeo, direto da barra de endereços de seu navegador, e cole-a abaixo:

Seu comentário será exibido, assim que aprovado, para todos os usuários que acessarem este material.

Seu comentário não será publicado e apenas os moderadores do portal poderão visualizá-lo.

Todos os comentários são moderados pela equipe CaféPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração. Obrigado.

SEU COMENTÁRIO FOI ENVIADO COM SUCESSO!

Você pode fazer mais comentários se desejar. Eles serão publicados após a analise da nossa equipe.