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Tese brasileira pode ajudar o aumento da produção do café em Angola

ESPAÇO ABERTO

EM 20/07/2017

3 MIN DE LEITURA

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Por Williams Pinto Marques Ferreira

Na década de 70 Angola ocupava lugar de destaque na produção de café em nível mundial. O destaque internacional era devido a posição de quarto maior produtor mundial de café, com produções, à época, na ordem de 244.000 toneladas por ano, a qual concentrava-se principalmente nas províncias do noroeste e nas bordas ocidentais do planalto angolano.

         Foto: Divulgação
                                                     Foto: Divulgação

Com o início da guerra civil em Angola, em 1975, a produção foi diminuindo, levando ao desaparecimento da estrutura comercial do café na região. Desde então a situação da cafeicultura angolana tem sido um reflexo da condição política que o país tem vivido desde aquele período. Na atualidade, o governo angolano busca recuperar sua antiga produção com o incentivo ao aumento da produção a partir da disponibilização de programas de financiamento agrícola aos produtores familiares que representam a maioria dos cafeicultores.

De acordo com o anúncio feito pelo embaixador de Angola no Fórum Mundial dos Produtores de Café, que ocorreu no último mês de junho em Medelín/Colômbia, até 2022 Angola pretende elevar a capacidade de produção de café do país para 150 mil toneladas por ano. O interesse no aumento da produção e a tradição angolana na produção do grão tem despertado interesse em outros países do continente africano, um exemplo disso é que no início do ano o embaixador de Ruanda em Angola, Alfred Gakuba Kalisa, esteve reunido na província de Uíge com os produtores de café da região, além de autoridades do governo angolano ligados a agricultura.

Neste encontro o embaixador de Ruanda buscava, além de informações sobre o potencial da região de Angola, a cooperação com aquele país para aumentar a troca de experiências, tudo com objetivo de aumentar o nível de produção de Ruanda, que tem solo fértil e condições hídricas também favoráveis ao cultivo do grão. Na atualidade Ruanda produz mais de 6.000 toneladas da espécie robusta que é a principal cultura agrícola produzida na região.

Todo o interesse dos países africanos nos últimos anos para aumentar a produção de café naquele continente, fez com que em 2014 fosse defendida na Universidade Federal de Viçosa (UFV) a dissertação de mestrado “Zoneamento agroclimático para cultura do café em Angola", cujo objetivo principal foi realizar o zoneamento agroclimático do território de Angola para a cultura do café com vista a auxiliar o poder público no planejamento da revitalização da cultura daquele país.

O Zoneamento Agroclimático é uma ferramenta que auxilia na identificação, sob o ponto de vista climático, das regiões que são aptas para exploração agrícola de determinado produto em determinada região. O conhecimento das áreas com aptidão agroclimáticas em Angola contribui para o maior sucesso do investimento em novos plantios nas áreas reconhecidamente indicadas para cultivo do café, bem como orienta na escolha das variedades mais adaptadas às regiões recomendadas ao cultivo, mas que podem apresentar restrições quer hídricas ou térmicas.

A pesquisa desenvolvida considerou 163 municípios angolanos e envolveu técnicas avançadas de geoprocessamento. Todo o esforço dessa pesquisa – que pode ser encontrada no aqui,  vem reforçar a cooperação Brasil-África, a qual tem sido positiva para os dois lados já que a presença do Brasil na África, com trocas de experiência, representa a presença do Brasil no mundo, além de contribuir para o crescimento da economia africana.

Williams Pinto Marques Ferreira é Pesquisador da Embrapa Café/EPAMIG Sudeste na área de Agrometeorologia e Climatologia, atua principalmente em pesquisas voltadas para o tema Mudanças Climáticas Globais. - williams.ferreira@embrapa.br ou williams.ferreira@epamig.br

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