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Recuperação pode atrair alguma recompra dos fundos

Por Rodrigo Correa da Costa
postado em 13/11/2017

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O dólar americano recuou na semana após surgirem dúvidas de alguns dos pontos de corte de impostos nos Estados Unidos e da eventual implantação apenas a partir de 2019. Dados econômicos melhores do que esperados na Alemanha também beneficiaram a leve retração do índice do dólar, enquanto o Real Brasileiro se mantém próximo de 3.30 com diversos agentes apontando para uma desvalorização provocada pela eventual incapacidade do governo em aprovar reformas.

Foto: Alexia Santi/Agência Ophelia
                                Foto: Alexia Santi/ Agência Ophelia

As principais bolsas de ações do mundo fecharam em baixa na semana, assim como os índices de commodities, sendo que dentro os componentes do CRB as chamadas “softs”, como o cacau, açúcar, café, suco de laranja e o algodão subiram – junto com o gás natural.

O contrato do robusta em Londres tomou outro tombo, buscando as mínimas de agosto de 2016, aparentemente pressionado pelo prognóstico mais favorável de produção da variedade, não apenas na atrasada colheita do Vietnã, mas também com a perspectiva de recuperação do conilon brasileiro. O arábica conseguiu fechar em cima da média-móvel de quarenta dias em uma semana de volumes altos em função da rolagem da posição do contrato de Dezembro/2017 em um ambiente onde o número de contratos em aberto estava em recordes históricos.

O clima favorável às árvores no Brasil parece já estar descontado no preço, como comentei neste espaço há duas semanas, e o posicionamento “confortável” dos fundos vendidos - por ora -  não causou nenhuma correria, dadas as notícias fundamentais que indicam uma oferta suficientemente boa para o próximo ciclo.

Conflitante, no entanto, são os diferenciais apertados tanto para os naturais brasileiros quanto para os suaves, que geram dúvidas se o terminal em algum momento vai responder a isto ou se o ajuste se continuará dando via o basis até maio de 2018, quando então os compradores acreditam em um enfraquecimento via uma pressão vendedora.

A acomodação também pode se dar com uma moeda fraca brasileira, em um ano curto para implementação de reformas necessárias no Brasil, já que as eleições afastarão legisladores em aprovar medidas que venham ser amargas para enfrentarem nos palanques.

O quadro macroeconômico por outro lado pode beneficiar ainda mais as commodities, pois se espera bons crescimentos do PIB tanto para a Europa como para os Estados Unidos. Os emergentes também trazem uma expectativa razoável de aumento de PIB, incluindo o Brasil que sai da recessão.

As exportações brasileiras de café em outubro voltaram para cima de 2.5 milhões de sacas, parcialmente ajudadas pelo atraso de embarques de setembro, como apontou o Cecafé. Os números, entretanto, ainda estão bem aquém dos mais de três milhões dos últimos quatro anos, e pelo jeito vão permanecer relativamente mais baixos contribuindo para um pipeline menos abastecido, como temos acompanhado as ligeiras quedas dos estoques lá fora.

O fechamento na semana foi tecnicamente positivo para Nova Iorque e uma recompra parcial da posição vendida dos fundos pode acelerar com o rompimento do nível de US$ 131.75 centavos por libra, seguido por US$ 133.75 e 135.40. Uma queda abaixo de 127.60 deve voltar a encorajar os vendidos a tentar buscar a mínima de 124.80 do contrato de março.

Uma ótima semana e bons negócios a todos,

Rodrigo Costa*

*Rodrigo Corrêa da Costa escreve este relatório sobre café semanalmente como colaborador da Archer Consulting

Saiba mais sobre o autor desse conteúdo

Rodrigo Correa da Costa    Nova Iorque - Nova Iorque - Estados Unidos

Consultoria/extensão rural

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