"Conciliar essas funções é vital, pois reforça a defesa dos produtores brasileiros de café, assim como o fato de termos a senadora Kátia Abreu à frente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) dá outro patamar para o andamento dos trabalhos voltados aos interesses do setor agropecuário nacional. É com esse ideal conciliador e de aproximação que pretendemos trabalhar em prol de uma agricultura forte e sustentável em nosso país", afirma Silas Brasileiro
Ministério da Agricultura - Como é de conhecimento, o deputado federal Mendes Ribeiro Filho não é mais ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento desde o último sábado. "O Conselho Nacional do Café externa sua gratidão aos serviços que ele e sua equipe prestaram à frente da Pasta, sempre tentando encampar com lucidez as políticas estratégicas possíveis", reconhece Brasileiro. Em seu lugar, tomou posse, na segunda-feira (18), o também deputado federal Antônio Andrade.
O CNC recebe com entusiasmo sua nomeação, "pois se trata de um político originário do Cerrado Mineiro, importante região produtora de grãos e com reconhecido destaque na pecuária de corte e de leite e na criação de suínos. Além disso, o Cerrado Mineiro produz, anualmente, cerca de 6 milhões de sacas de café, tendo peso relevante na economia do Estado de Minas Gerais, haja vista que o agronegócio é o segundo item na pauta do PIB estadual, atrás apenas do minério.
Essa citação se faz necessária para salientarmos que o novo ministro é conhecedor da realidade do campo, sendo ciente das dificuldades e das principais necessidades dos produtores rurais brasileiros. Por esse motivo, o Conselho Nacional do Café, trabalhando junto ao governo e aos parceiros do setor privado, como a CNA, a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e a Sociedade Rural Brasileira (SRB), acredita que conseguiremos fortalecer a representatividade do agronegócio do País como um todo", enfatiza deputado e presidente executivo do CNC.
Políticas para o café - O primeiro ato do novo ministro da Agricultura, Antônio Andrade, conforme o próprio garantiu ao CNC em reunião na quinta-feira (21/03), foi o encaminhamento de dois votos agrícolas para a reunião ordinária do Conselho Monetário Nacional (CMN), que ocorrerá em 28 de março. O primeiro deles concede alongamento dos vencimentos da linha de estocagem por 12 meses e carência de quatro meses para o início do pagamento, o que evitará um excesso de oferta de café na entrada da próxima colheita, ao passo que o segundo elevará o preço mínimo de garantia do arábica para R$ 340 por saca, sendo esta "uma medida essencial para a implantação futura de ferramentas de mercado como os leilões de opções e o Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro)", segundo o CNC.
Mercado — As cotações do café arábica voltaram a acumular queda na semana de 18 a 22 de março na Bolsa de Nova York, chegando a atingir US$ 1,3315, nível mais baixo desde junho de 2010.
O resgate financeiro do Chipre contribuiu para esse cenário baixista, pois acentuou as preocupações quanto à crise na Zona do Euro, elevando a percepção de risco para os investimentos em commodities. Por outro lado, as baixas cotações atraíram o interesse comprador das indústrias para o café arábica nesta sexta-feira e a ICE Futures US recuperou parte das perdas.
Além disso, agentes de mercado têm citado o crescimento dos estoques certificados da bolsa de Nova York como fator limitante à recuperação das cotações do arábica. Embora o volume de café armazenado na ICE US esteja 6,7% superior ao do início do ano (o que representa um aumento de 176,6 mil sacas), o gráfico abaixo ilustra que os estoques não se encontram em níveis significativamente elevados quando considerado o histórico dos últimos 12 anos.
O Rabobank, em comunicado divulgado esta semana, estima que os problemas fitossanitários na América Central e no México, bem como as medidas de apoio do governo do Brasil ao ordenamento da oferta da safra 2013/14, devam mitigar o crescimento dos estoques certificados de arábica da Bolsa de Nova York, com consequências positivas para as cotações até o final de 2013.
Nesse sentido, o setor aguarda com elevadas expectativas a reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), que ocorrerá esta semana, para apreciar as propostas de reajuste do preço mínimo da saca de café e de escalonamento ao longo de 12 meses do vencimento das parcelas dos financiamentos de estocagem.
Fonte: CNC
A matéria é do CNC, adaptada pelo CaféPoint.