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Café para o Capital

CELSO LUIS RODRIGUES VEGRO

EM 03/04/2012

7 MIN DE LEITURA

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Na trajetória da história humana, o estágio da produção industrial é um fato recentíssimo. A herança agrária, ao contrário, está incrustada no DNA do processo civilizatório. Disso resulta que muitas das transformações históricas e processos de diferenciação dos povos e civilizações devem ser perscrutados a partir da forma como singularmente se organizou a produção rural e a distribuição de gêneros oriundos da agropecuária (alimentares, vestuário, moradia). Desde a revolução agrícola neolítica em que foi domesticada grande parte das espécies vegetais cultivadas na atualidade e, concomitantemente, iniciou-se a seleção genética dos animais de criação; passando pelas civilizações hidroagrícolas (mesopotâmica; delta do Nilo; indoasiáticas); a segunda revolução agrícola no florescimento grego (introdução da charrua à tração animal e do pousio); o surgimento dos sistemas agropecuários integrando florestas e criações típicos da idade média; os patamares de altitude andinos, até as revoluções agrícolas dos tempos modernos (quimificação, mecanização e genética – bio e nanotecnologias), propiciaram saltos de produtividade e incremento da diferenciação social por meio da melhoria da alimentação em quantidade, qualidade e diversidade. O êxito na organização de sistemas de produção de alto rendimento assegurava a nutrição adequada de suas populações, maior força às cidades/estados, de seus exércitos e condições de se firmar no contexto das disputas territoriais regionais.

Assim as inovações agrícolas e os sistemas de produção agropecuária vinculada a logística de suprimentos, têm sido os propulsores de maior impacto no processo de avanço da civilização. Sobre uma sólida base agrícola foi que se gerou um futuro viável à humanidade. Imaginar os tempos modernos apenas como retratou o insuperável Chaplin não passa de miopia histórica, enquanto que compreender acertadamente a evolução da agricultura, suas transformações e como tais fenômenos moldam a dinâmica sócio-econômica é necessidade inescapável do cientista que tenha a intenção de analisar esse segmento.

Concentrando-se no período que vai do pós-guerra até nossos dias, pode-se caracterizá-lo como de rápida transição agrícola. O fenômeno que resultou no processo de industrialização da agricultura foi imaginado, primeiramente, por Rangel (1954) quando assim o descreveu:
 
“As tarefas de elaboração dos produtos primários são realizadas em unidades especializadas (fábricas) o que implica em criar um setor novo, fora da agropecuária mas dentro do país. Esse setor é a manufatura ou no sentido corrente a indústria. É a criação desse setor que muda toda dinâmica da economia"1

A dinâmica da economia rural a que se refere Rangel é da substituição da centralidade político/econômica do capital agrário (propriedade fundiária) pelo capitaneado pela agroindústria. Perde relevância a Federação da Agricultura do Estado de São Paulo, ganhando evidência a Federação da Indústria do Estado de São Paulo. Essa mudança de representatividade setorial serve como boa imagem da transformação ocorrida em âmbito da agricultura em sua orientação rumo a grau crescente de complexificação.

Nessa trajetória ocorre outra modificação igualmente crucial. A transição atual é regida pela imposição da modalidade ampliada de reprodução do capital (pertencente à agricultura moderna de base financeira/industrial) e supressão (por meio da concorrência em preços com auxílio de políticas públicas mal desenhadas) da reprodução simples (prevalecente na agricultura de cunho autárquico – com pouco emprego de insumos extra-segmento ainda que de base mercantil). Sob a reprodução ampliada do capital, avoluma-se o montante de dinheiro empregado para a produção de mais dinheiro (amortização e apuração de lucro)2 com estágio intermediário, porém necessário, na mercadoria. Esse dinheiro empregado inicialmente possui uma composição orgânica em que a proporção de trabalho morto (máquinas, equipamentos, instalações) supera muitas vezes o de trabalho vivo (salários). Sob essa determinação, a mobilização do capital somente acontecerá mediante “relativa” certeza de obtenção de lucro. Assim, na agricultura moderna de base capitalista, o esforço não está direcionado para a produção de alimentos e matérias primas, mas de lucros.

A industrialização da agricultura acelera-se com a intermediação financeira tanto por sua condição de centralizar capital (crédito a juro compatível) como ser racionalizadora e última instância de conjunto de necessidades do padrão agrícola industrial: sustentação dos riscos de preço (hedge); uniformização de qualidade (contratos em bolsas) e agronômico (seguro). A racionalização financeira confere a esse segmento a instância mais privilegiada e última de concentração do capital3.

O padrão agroindustrial moderno ainda não está pleno em todos os segmentos, existindo espaços que, ainda, não superaram completamente os sistemas de produção tradicionais da agropecuária. A cafeicultura brasileira é um exemplo dessa dicotomia, pois percentual significativo dos estabelecimentos4 pertence aos cafeicultores de perfil familiar, em que prevalece uma estratégia de reprodução familiar pautada pela diversificação produtiva e produção visando à possibilidade de aquisição de outras mercadorias internamente à propriedade não produzidas5.

Existem do ponto de vista da reprodução do capital, dois tipos de cafeicultores, aqueles em que a lógica financeira/industrial domina a organização do processo produtivo e os outros em que o foco é a manutenção familiar com suficiente dignidade. Esse recorte estabelecido a partir da lógica de reprodução do capital permite alocar esforço de coordenação nos vetores de maior possibilidade de êxito. Para o primeiro caso a obtenção de graus de liberdade diante da gangorra dos preços é posicionamento estratégico mais acertado. Nesse caso o principal direcionamento consiste em elaborar uma bem traçada política comercial. Já para os familiares o empenho em coordenação deve focalizar as ações mutualísticas com ênfase nas estruturas associativas e cooperativas.

A harmonização de interesses (explícitos ou difusos) depende do reconhecimento ex ante dessas modalidades de cafeicultura. Naquela industrial/financeira, as ações visando a melhoria do contexto de previsibilidade de reposição do estoque de capital com a captura de lucro formam as condições mais propícias para a implementação de ações de coordenação, enquanto que entre os familiares com talhões de exígua dimensão podem, eventualmente, serem mobilizados mediante interesses não imediatamente vinculados ao lucro. A certificação de qualidade ou a criação de uma marca regional, por exemplo, podem resultar positivamente quando o rol dos interessados for majoritariamente formado por cafeicultores familiares. Políticas de opções públicas, subvenção para a contratação do hedge e do seguro são pilares coordenativos para os produtores empresariais com avançado processo de industrialização de sua cafeicultura.

A constituição dos chamados clusters produtivos (Cerrado Mineiro, por exemplo) orientam-se, justamente no sentido de criação de ambiente de negócios mais propenso à captura de lucro. A estrutura de apoio à cafeicultura do Cerrado Mineiro: faz assessoria à contratação de hedge; promove o marketing coletivo na promoção da origem e supervisão do uso do selo de identidade regional; organiza a logística de exportação e aquela destinada ao mercado interno. Esse arranjo técnico/produtivo/comercial corrobora a hipótese de que ao se concentrar na comercialização e na assessoria na mitigação do risco de preço, mais propício se configura e mais cristalizaram os mecanismos de coordenação. Evidentemente que cafeicultores familiares e médios cafeicultores, beneficiam-se dessa organização (como de fato ocorre no Cerrado), mas o leitmotiv desse ordenamento é a pavimentação de um caminho que conduz ao lucro!

Ambos os modelos de cafeicultura subsistem nos cinturões produtores brasileiros. O avançado e moderno não logrou superar o familiar. Todavia, fatia crescente do suprimento em café ao mercado, já se origina em propriedade acima dos 30ha6. Para esses, aprimorar o arcabouço das políticas de proteção de preço, mitigação dos riscos e estatísticas de qualidade são as formas de coordenação mais acertadas. Situados abaixo daquela dimensão temos uma miríade de cafeicultores demandando políticas de apelo quase que social. Coordenação para esses deve ser pautada por um bom serviço de assistência técnica e extensão rural, capacitação dos jovens, organização associativa/cooperativa, ordenamento fundiário e, eventualmente, estruturação de campanhas visando a concretização de interesses difusos (certificação em grupo, unidades de preparo comunitária, criação de marca, etc...). Essas iniciativas de caráter difuso, para alcançarem êxito demandam antes o bom funcionamento das políticas públicas de base.

O domínio teórico das temáticas que se aplicam aos fenômenos sócio-econômicos é condição fundamental para que as ações implementadas não padeçam de voluntarismo. Delimitar e caracterizar com nitidez o campo de atuação sempre será a forma de melhor se movimentar, ainda mais em terreno tão pantanoso como é a cafeicultura brasileira. Finalizando vai a dica de pesquisador experiente: toda a vez que tiver diante de si uma saca de café imagine imediatamente um pacote de capital!

1 RANGEL, Inácio. El desarollo económico en Brasil. Santiago do Chile: CEPAL, 1954, 167 p.

Nesse livro é pela primeira vez delineada ideia de industrialização da agricultura antes, portanto, dos estadunidenses Davis & Goldberg que, apenas em 1956, cunharam o termo agribusiness. Por princípio de justiça e de reconhecimento a um dos mais brilhantes economistas brasileiros, abdicarei definitivamente da expressão agronegócios e passarei a utilizar apenas agricultura para significar o processo de inovação tecnológica e amplificação da produção de riquezas com elevada integração em cadeias de produção como lastro de complexas redes de negócios. Para designar as atividades rurais (dentro da porteira) utilizarei a expressão agropecuária.

2 A identidade criada por Marx D-M-D’ (reprodução ampliada) forma a base desse raciocínio.

3 Os resultados dos balanços trimestrais dos bancos brasileiros demonstram essa assertiva.

4 Detalhes sobre a dimensão dos talhões podem ser obtidos no link: https://ftp.sp.gov.br/ftpiea/publicacoes/IE/2010/ie-1210.pdf

5 A outra identidade criada por Marx M-D-M’(reprodução simples) forma a base desse raciocínio.

6 Uma lavoura com 30ha demanda, necessariamente, a introdução de máquinas em seu manejo, por isso a delimitação dessa dimensão para efeito de caracterizá-la como pertencente ao grupo da agricultura moderna.
 
Celso Luis Rodrigues Vegro
Eng. Agr., M.S. Desenvolvimento Agrícola
Pesquisador Científico do IEA
celvegro@iea.sp.gov.br


José Sidnei Gonçalves
Eng. Agr., Dr.Ciências Econômicas
Pesquisador Científico do IEA
sydy@iea.sp.gov.br


Paulo Henrique Leme
Consultor Marketing Estratégico no Agronegócio
P&A Marketing Internacional
Mestre e Doutorando em Adm. de Empresas
phleme@peamarketing.com.br

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ROBERTO DE CAMPOS FERNANDES

CAMPOS GERAIS - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 20/04/2012

Bonitas e interessantes as opiniões externadas pelos leitores. Os articulistas são fiéis adeptos da cafeicultura. Excelente matéria. O café evoluiu e o próximo passo é o café deixar de ser "comomodity". Vide "Mestrando em café", do suplemento Paladar do jornal "O Estado de São Paulo de hoje, 19/04/2012. Os pequenos e médios produtores, a exemplo do vinho, vão disponibilizar uma produção de café toda especial.
REINALDO FORESTI JUNIOR

CAMPANHA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 12/04/2012

Estimados articulistas Paulo Henrique Leme e Celso Vegro.Tomei conhecimento pelo Noticias Agrícolas publicado no dia 11 de abril do corrente da notícia importante para o assunto relevante aos produtores médios e pequenos da iniciativa da Cooxupé levar informações e oportunidades de negócios para o cafeicultor cooperado em sua região com visitas ´e palestras locais,evitando grandes deslocamentos e aproveitamento racional dos ensinamentos e práticas exigidas para melhor desempenho rural.Parabens aos mais de dez mil cooperados que certamente se beneficiarão e extensivos a esta tradicional e dinâmica Cooperativa.Atc.
CELSO LUIS RODRIGUES VEGRO

SÃO PAULO - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 10/04/2012

Prezado Reinaldo Foresti
Faço minhas as palavras do PH. Almejar um poder de difundir ampla, geral e irrestritamente as informações relevantes para o agronegócio café é um sonho que temos, porém um terrível sonho, pois poderia nos transformar em donos da verdade, ditadores do café. Penso que o trabalho que o Cafepoint e outros portais fazem já está de bom tamanho.
Abçs
Celso Vegro
CELSO LUIS RODRIGUES VEGRO

SÃO PAULO - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 10/04/2012

Prezado Juliano
As palavras de estímulo que pronuncia formam o combustível para o pensamento produzir novas a ainda mais instigantes abordagens.
O assunto coordenação contempla diferentes pontos de vista. Creio que desde o X da Questão, início de todo esse debate, pudemos acrescentar mais conhecimento aos nossos pontos de vistas, ou pelo menos foi com esse intuito que a ele me associei.
Mais uma vez grato.
Um grande abraço.
Celso Vegro
JULIANO TARABAL

PATROCÍNIO - MINAS GERAIS

EM 10/04/2012

Caros autores,

Diria que sou um leitor voraz, não tanto quanto eu gostaria por ossos do oficio, mas procuro sempre me abastecer de variadas fontes de boa leitura em que seguramente o Café Point tem sido uma delas ja algum tempo graças a artigos como este que acabei de ler.

Achei de grande assertividade a forma com a qual voces iniciaram nos trazendo um panorama historico geral traçando um paralelo entre desenvolvimento industrial e agricola até chegar ao foco do tema proposto convergindo para coordenação do agronegócio café.

Compactuo com diversos dos pontos colocados. A segmentação proposta entre o perfil de produtores apesar de estreita achei válida em sua essencia.

Utilizando esta segmentação, acredito que os produtores de logica financeira/industrial dimunirao em numeros e se concentraram em area, ou seja, neste nivel da piramide (se assim podemos chamar), havera um processo meio que de canibalização, onde os mais eficientes irão comprar os menos eficientes e crescer suas areas. Isso por que grandes operaçoes nao se sustentam sendo ineficientes e porque as operaçoes que ja são grandes terão necessidade de crescer ainda mais em função da economia de escala que ira crescer vertiginosamente em função dos grandes conglomerados urbanos que irão se formar fruto de um crescimento exponencial da população.

Ja os produtores que chamamos de familiares também deverão se mexer em muito e em torno do colocado pelos senhores: certificação, qualidade e vou alem disso, origem, historias, segmentação, inovação e por ai vai um mar de oportunidades que se forma em função dos mercados exclusivistas, sofisticados onde o territorialismo se faz mais presente, onde a soma entre poder aquisitivo e cultura eleva o padrão de consumo. Pra este grupo de produtores certamente o nivel de informaçao devera sim aumentar em muito, e seus filhos podem ser um grande publico de apelo para iniciar a utilizar as ferramentas modernas que temos hoje a serem incluidas em seu negocio.

É meus caros, novos arranjos exigem novas idéias e novas ações.

Quem bom que temos uma classe pensante tao qualificada e que pode muito contribuir para os desafios que estamos enfrentando e vamos enfrentar.

Vejo o inicio de uma massa critica se formando em torno dos debates nas comunidades virtuais, isso é fantástico e faz uma baita diferença.

Grande abraço a todos!!

Juliano Tarabal


PAULO HENRIQUE LEME

LAVRAS - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO

EM 09/04/2012

Caro Reinaldo,

Você observou muito bem, a informação assume papel fundamental para qualquer política agrária no Brasil, o café incluído. Em verdade, precisamos fomentar e melhorar o fluxo de informações, de uma ponta a outra do negócio café.
Esse tem sido um dos meus grandes objetivos de pesquisa nos últimos anos, pois para mim, antes do marketing, existe o conhecimento do mercado consumidor.
Da ponta dos produtores, conhecer as boas ferramentas de gestão financeira e mercadológica é essencial, e concordo plenamente com você, este é um desafios para as Cooperativas e Associações do agronegócio café. Levar informação de forma eficiente e adequada a cada público é fator chave para o crescimento.

Obrigado pelos comentários!

Saudações,

Paulo Henrique Leme
PAULO HENRIQUE LEME

LAVRAS - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO

EM 09/04/2012

Prezada Maria Sonia,

Seus comentários mexeram comigo, e serei um pouco provocador agora, colocando como solução para o agronegócio brasileiro algo que parece ainda muito distante.... INTERNET.

Para mim, a melhor forma de manter os jovens agricultores no campo é atender suas necessidades de crescimento:
financeiro;
intelectual; e
emocional.

A internet, e o acesso a ela nas regiões mais afastadas do Brasil, via celulares, é um passo fundamental nesse sentido. Jovem sem internet hoje está fora do jogo da vida!

Obrigado pelo comentário,

Saudações,

Paulo Henrique Leme
REINALDO FORESTI JUNIOR

CAMPANHA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 06/04/2012

Como sempre acontece nos artigos escritos por estas plêiades de articulistas e publicados para nosso conhecimento pelo CaféPoint a satisfação de nosso ego cafelista atinge um ponto de convergência geral.Preocupado com o assunto apontado por V.Sas. que acho também de grande relevância em atenção ao grande contigente de médios e pequenos produtores de importância capital na total produção de café,opino com a devida permissão o seguinte: Não seria de boa politica por parte dos formadores de opinião,imprensa falada e escrita ( Rádios e Jornais ) de circulação regional, programas de televisão em horário próprio e patrocinados pelo êlo da cadeia como Cooperativas,Comerciantes,Torrefadoras,Exportadores,CNC. etc.etc.,para melhor informar os produtores na tomada de decisões das diversas fases da produção armazenamento e comercialização da safra presente do café, inclusive no tocante à qualidade para a obtenção de melhores preços e satisfação dos consumidores. Meus cumprimentos pelo brilhante e informador artigo em pauta. Atc.
CELSO LUIS RODRIGUES VEGRO

SÃO PAULO - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 03/04/2012

Prezada Sônia Pazetti
Por acaso desse lado de cá tem um sujeito ardorosamente cooperativista. Sei das agruras do segmento e a resistência que enfrenta para ser mais abrangente. Costumo comparar as sociedades avançadas com as atrasadas por meio da penetração do cooperativismo em sua trama social. Na Suécia e Dinamarca por exemplo, ápices em desenvolvimento humano e econômico, os cidadãos participam de pelo menos cinco cooperativas (crédito, varejo, educacional, saúde, transporte). Aqui, menos de 2% da população participa de alguma cooperativa. O atraso é imenso!
Att
Celso Vegro
MARIA SONIA SIGRIST PAZETTI

INCONFIDENTES - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 03/04/2012

É uma face de sua tarefa muito bonita e espinhosa.
Trabalho ha anos com cooperativismo numa região que não tem nenhuma tradição para isso. Falo de cooperativismo de micro produtores, onde tudo é muito rudimentar, e as pessoas precisam do mínimo para subsistencia e não podem fazer nenhum projeto a médio e longo prazo.
A noção de sustentabilidade por essa região é muito efemera.
Quando essa geração não for mais agricultor, seus filhos não querem seguir pois "com estudo" vão arrumar outra profissão que ganha mais na cidade.
MARIA SONIA SIGRIST PAZETTI

INCONFIDENTES - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 03/04/2012

CAFEPOINT ESTÁ DE PARABENS COM A REPORTAGEM. É UMA FORMA DE DEIXAR O LEITOR MAIS ESCLARECIDO SOBRE SEU NEGÓCIO. ACHO QUE O PEQUENO AGRICULTOR CARECE DE MUITO ENTENDIMENTO, PARA DESSA FORMA TORNAR SEU EMPRENDIMENTO MAIS LUCRATIVO E PRAZEIROSO.
CELSO LUIS RODRIGUES VEGRO

SÃO PAULO - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 03/04/2012

Prezada Sônia Pazetti
Grato pelo prestígio que concede ao grupo de pesquisadores que assinam o artigo. Ganhar inteligência sobre os fenômenos sociais rurais é nossa tarefa e dia a dia.
Att
Celso Vegro

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