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Vietnã embarca mais de 3 milhões de sacas

Por Rodrigo Correa da Costa
postado em 23/04/2012

2 comentários
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Países membros do FMI se comprometeram a contribuir 430 bilhões de dólares, aumentando assim as reservas para combater a crise européia.

Especulações de que a China diminua os níveis de depósitos compulsórios dos bancos também ajudaram os ativos de risco, assim como resultados melhores no primeiro trimestre de algumas empresas americanas.

Investidores entretanto ainda não estão convencidos em "baratear" o financiamento das dívidas da Espanha e Itália, e portanto os títulos destes países continuam sobre pressão.

As bolsas tiveram desempenhos levemente positivos, e as commodities conseguiram recuperar um pouco, mas apenas na sexta-feira, dia 20.

O mercado de café em Nova Iorque começou a semana fazendo mínimas vistas apenas em outubro de 2010. Depois ficou negociando de lado, enfadonhamente, e então puxou US$ 3.30 centavos por libra no último pregão, fechando o período de cinco dias com perdas de US$ 1.65 por saca (base o contrato de julho de 2012). Na BM&F a queda foi similar, US$ 1.75 por saca, enquanto o robusta em Londres mais uma vez se mostrou firme, com ganhos de US$ 2.64 por saca.

A performance em geral até que foi "positiva" frente à desvalorização do Real brasileiro (que tudo indica caminha para o nível de R$ 1.90), e notícias de corte dos preços do torrado e moído na Europa e nos Estados Unidos.

No mercado físico viu-se poucos negócios, e os diferenciais estão nos mesmos patamares da semana passada.

Impressionante foi o número de exportações do Vietnã em março, que totalizou 3.12 milhões de sacas, volume que se aproxima do recorde do Brasil e que espelha a demanda forte pelo produto.

Um amigo e colaborador da Alemanha esboçou o quadro de forma muito clara em seu relatório recente, demonstrando que entre março de 2011 e fevereiro deste ano o aumento das exportações do robusta foi de 6,187,284 sacas, mais do que compensando a queda de 3,163,467 sacas de Brasil, e de 876,888 sacas de Colômbia (dados extraídos da Organização Internacional do Café).

O perfil de utilização dos estoques visíveis corrobora para a tese de maior utilização do robusta.

De volta ao Brasil a safra do conillon já está sendo colhida em algumas áreas, e dentro de um mês devemos ver alguns lotes novos de arábica.

No relatório de posicionamento dos traders os fundos não colocaram novas vendas nos livros (será o limite?), mas os que estavam comprados perderam a paciência e liquidaram 3,405 lotes - incrementando a posição líquida vendida para um novo recorde (considerando o "CIT report").

A figura técnica ainda encoraja os baixistas, mas a indústria deve continuar aproveitando para estender suas coberturas. Aos produtores que precisam de caixa parece que infelizmente não há muitas alternativas.

Uma excelente semana a todos e muito bons negócios.

Rodrigo Costa*

*Rodrigo Corrêa da Costa escreve este relatório sobre café semanalmente como colaborador da Archer Consulting

Saiba mais sobre o autor desse conteúdo

Rodrigo Correa da Costa    Nova Iorque - Nova Iorque - Estados Unidos

Consultoria/extensão

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Comentários

Marco Antonio Jacob

Espírito Santo do Pinhal - São Paulo - Produção de café
postado em 23/04/2012

Nota-se que o mundo esta mudando o blend , aumentando muito o uso de robustas(conillon) , se este caminho é o correto para aumento do consumo , só o futuro nos dirá. Porém notamos que nos países que aumentaram o uso do robusta, é estagnado o consumo, e também nota-se que o consumo de cafés de verdade(cafés especiais) têm aumentado substancialmente nestes mesmos países. Enfim, vai uma lição para nossos lideres da cafeicultura.

O maior aliado do cafeicultor é o consumidor , devemos respeita-lo, oferecendo produtos com a mínima qualidade chega de torrar lixo, temos que imediatamente proibir que as industrias ofereçam cafés de baixa qualidade para o consumidor, temos que proibir o consumo de café preto e ardido oriundos do arábica e conilon, pois ambos são podres. Temos que expurgar estes defeitos do consumo, é possível.

Certificar a produção já é um fato, devemos também certificar as indústrias, chega de hipocrisia.

Fernando de Souza Barros jr.

São Paulo - São Paulo - Corretor de café
postado em 26/04/2012

Prezado Marco

Interessante tambem é que a mudança do blend visa apertar o produtor brasileiro para ver se ele vende o café dele a qualquer preço.Pois voce sabe que o terminal de N.York é manipulado e ái querem vender a máxima de que os preçós estão ótimos, que a crise etc...enfim nada a ver com a situação dos estoques que estarão no osso em junho/julho/2012 e aí vamos ver os preços! Qualquer deslize a casa cai e os preços sobem!

Abraço e até mais

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