"Esperávamos mais chuvas nesta segunda quinzena do mês de fevereiro mas, pelo vimos, o quadro ficou abaixo da média. Isto terá consequência ou efeito sobre a safra?"
Celso Oliveira, meteorologista da Somar:
"Prezado Kayo,
Envio texto elaborado nesta semana pelo agrônomo da Somar Meteorologia Marco Antônio dos Santos sobre as conseqüências do tempo seco nas áreas de café.
"As altas temperaturas associadas aos baixos índices de chuvas que ocorreram nesse mês de fevereiro em todas as regiões produtoras de café do sudeste levaram a uma redução nos níveis de água no solo. Na maioria das regiões cafeeiras os solos encontram-se com menos de 80% da sua máxima capacidade de retenção de água, Somente nas regiões de Campinas/Amparo/Serra Negra é que esse índice está acima dos 90%. Sendo assim, alguns cafezais já começam a voltar a apresentar reduções nos potenciais produtivos, uma vez que o déficit hídrico induz a grãos mais leves. Além disso, o tempo mais seco favorece o ataque de brocas e isso poderá levar a quebras. Não bastando o ataque dessa praga, muitas lavouras apresentam altos índices de ataque de doenças fúngicas, como a ferrugem do cafeeiro e a cercosporiose. Porém, as chuvas na forma de pancadas permiti que os cafeicultores vão ao campo e realizem os devidos tratos culturais no controle e combate dessas moléstias. Voltando ao quesito seca (estiagem), as regiões que mais estão sentindo os efeitos da ausência de chuvas são a região da Zona da Mata Mineira e a região sul do Espírito Santo. Duas regiões com grandes potenciais de produção. Já na região norte do estado, onde são cultivados o café Conillon, os grãos apresentam ótimo desenvolvimento e com quase 70% dos grãos na fase de maturação, os produtores já começam a se preparar para a colheita que segundo alguns produtores da região, deverá começar na segunda quinzena de março."
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