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De'Longhi no Brasil : abertura de lojas conceito
"Não tenho dúvidas de que o consumidor brasileiro de mais alto padrão é tão ou mais exigente do que o consumidor na Europa ou nos Estados Unidos", afirma o italiano Antonio Ferraiuolo, diretor-geral da De'Longhi no Brasil.
A empresa de utensílios domésticos - e não só de máquinas de café, como muita gente pensa -aposta que vai marcar seu espaço no nicho de mais alta renda com a abertura de lojas-conceito chamadas de Cook&Coffee. Nesses espaços, além de vendas, vai promover aulas de culinária e apresentação de novos produtos.
"Isso é muito importante para nós. Quando o consumidor tem contato mais íntimo com produtos tecnologicamente avançados e passa pela experiência de usá-los, ele não volta atrás, não quer utensílios mais simples." A primeira loja, em Brasília, custou R$ 750 mil - duas outras programadas para este ano, em Ribeirão Preto e em São Paulo.
A operação própria da empresa é recente no país. A De'Longhi abriu filial aqui só em 2009, com um investimento inicial de € 2,5 milhões para a montagem de estrutura e nacionalização dos primeiros produtos. No ano seguinte, o faturamento foi de R$ 24 milhões e, em 2011, de R$ 39 milhões - um indicativo de como a marca vem conseguindo um bom espaço em muito pouco tempo.
A empresa italiana pretende lançar aqui nos próximos meses algumas novidades, como a linha De'Longhi icona, inspirada no carro Mini Cooper, e a Cooking Chef Kenwood, uma espécie de batedeira que cozinha o alimento ao mesmo tempo.
"São objetos de desejo. Fascinam não só pelo design, mas também pela tecnologia avançada", diz Ferraiuolo. A Cooking Chef chega ao mercado brasileiro por quase R$ 6 mil. É um dos carros-chefe da Kenwood, marca britânica que foi comprada pela De'Longhi em 2001.
As reportagem é do Valor Econômico, adaptada pela Equipe CaféPoint.
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