Exportações de café peruano deverão cair mais de 20% pelo menor preço e demanda

O café é o principal cultivo agrário exportável no Peru, país que está atrás do Brasil e da Colômbia como produtor do grão na América do Sul e é um dos 10 principais do mundo, destacando-se no setor de café orgânico como o maior produtor e exportador global.

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O valor das exportações de café peruano cairá em mais de 20% esse ano por causa da menor demanda nos países desenvolvidos e pela queda do preço no mercado internacional devido à uma sobre-oferta do Brasil, disse a Junta Nacional de Café (JNC) do Peru.

O gerente geral da JNC, Lorenzo Castillo, estimou que o valor das exportações de café peruano chegará a US$ 800 milhões em 2013, menos que os US$ 1,03 milhão registrados no ano passado.

“Há contração na demanda por fatores financeiros da Europa e dos Estados Unidos e há uma sobre-produção do café no Brasil. São 50 milhões de sacas contra 36 do ano passado. Isso faz com que o café no mercado tenha queda nos preços”, disse Castillo.

O Peru, terceiro maior produtor de café da América do Sul, sofreu uma queda nas suas exportações de café no ano passado de quase 40% por causa dos menores preços nos mercados globais. Os preços do café caíram para cerca da metade com relação a seu ponto mais alto em meados de 2011, a cerca de US$ 135 a libra, por causa da oferta abundante do Brasil.

O café é o principal cultivo agrário exportável no Peru, país que está atrás do Brasil e da Colômbia como produtor do grão na América do Sul e é um dos 10 principais do mundo, destacando-se no setor de café orgânico como o maior produtor e exportador global.

No sudeste do país, é produzido o café "Tunki", considerado, por seu sabor e aroma, como um dos melhores cafés orgânicos do mundo. No entanto, o Peru exporta 95% de sua produção pelo baixo consumo local.

Pelos problemas financeiros nos Estados Unidos e na Europa, os principais destinos de exportação do café peruano têm gerado uma contração da demanda do grão.

O Peru produziria nesse ano 4,6 milhões de sacas de 60 quilos, menos que as 5,75 milhões de sacas previstas em janeiro, por causa do forte avanço do fungo da ferrugem que ameaça até metade da área cultivada. O país produziu 4,6 milhões de sacas no ano passado.

Castillo disse que a ferrugem afetou mais de 130.000 hectares de café na colheita, ou 32% da área cafeeira de todo o Peru, estimada em 415.000 hectares.

A reportagem é da Reuters, traduzida e adaptada pelo CaféPoint.
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