Evento OIC: relatório de Silas Brasileiro (CNC) sobre rodada de palestras
"Após as apresentações feitas no 'Seminário sobre tendências nos novos mercados consumidores', acreditamos que se deva fazer ao menos uma reflexão para a revisão de estratégias dos produtores de café no Brasil." Confira relatório completo de Silas Brasileiro, Presidente Executivo do CNC, sobre o seminário, em ocasião da 110ª Sessão do Conselho da Organização Internacional do Café, em Londres.
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O impacto dos novos mercados sobre o equilíbrio entre oferta e demanda mundiais foi apresentado por Rob Simmons, diretor de pesquisas em café e cacau na LMC International. Segundo ele, o crescimento nos mercados tradicionais foi bastante pequeno, mas, por outro lado, nas nações emergentes o consumo dobrou nos últimos vinte anos, chegando, recentemente, a 40 milhões de sacas anuais.
Simmons relatou que o consumo global cresce, atualmente, cerca de 2,5% ao ano, impulsionado pelos mercados emergentes, onde este índice supera os quatro pontos percentuais. Apesar disso, o consumo mundial per capita ainda é bastante baixo, uma vez que grande parte da população não consome café. Portanto, para o futuro, ainda se prevê um importante crescimento no número de pessoas que bebam o produto devido ao potencial de ingresso desses potenciais consumidores. Na outra ponta, acredita-se que haverá estagnação no nível de consumo de café nos países desenvolvidos.
O diretor de pesquisas da LMC também salientou que os mercados emergentes possuem um alto nível de absorção do café robusta devido ao alto consumo de solúvel e, especificamente no caso brasileiro, em função da alta disponibilidade e dos menores preços desta variedade. Nos mercados “maduros”, também foi verificado um aumento na quantidade de conilon em seus blends, cuja proporção saltou de 35% para 45% nos últimos cinco anos. Por fim, Simmons citou que o consumo tem aumentado 2,5 milhões de sacas ao ano, das quais 2,0 milhões seriam referentes a absorção de robustas nos novos mercados.
Também ministrando palestra no seminário, a analista Judy Ganes-Chase, CEO da J. Ganes Consulting, mantém a mesma linha de raciocínio, pois espera que o consumo mundial continue aquecido, alicerçado pelos mercados emergentes, com tendência de maior aquisição da variedade robusta, já que estas nações iniciam seus movimentos pelo café solúvel. Ela frisou, ainda, que o processo de limpeza a vapor, iniciado em 2007, também contribuiu para o aumento da utilização de conilon por parte da indústria.
Judy analisou que o aumento dos preços do café arábica nos últimos anos foi outro fator que ajudou a impulsionar o consumo de robusta. Ela apontou que, se nos mercados maduros o aumento da participação do conilon nos blends saltou de 35% para 45%, nos emergentes o crescimento é ainda maior, principalmente pelo alto consumo da bebida em seu formato solúvel. Estes fatos explicam, em grande medida, a frustração de expectativas, que existiam há um ano, para a recuperação dos preços dos arábicas em função da escassez prevista na oferta mundial. Ou seja, o incremento da utilização de robustas “abortou” tal prognóstico.
Em sua apresentação sobre o consumo fora de casa, o brasileiro Carlos Brando, diretor da P&A International Marketing, citou que o ato de beber o produto em cafeterias é um fenômeno impulsionado pelo crescente aumento da classe média em todo o planeta e que está associado a um ambiente agradável, onde as pessoas se encontram. Conforme ele, a Starbucks segue como o maior fenômeno mundial, mas há outros exemplos a serem considerados, como a rede Coffee Day, muito popular na Índia, que atende 400 mil consumidores diariamente, oferecendo xícaras de café a preços mais acessíveis que as redes internacionais. “Bom produto, bom café e bom ambiente promovendo a interação social. Estes são os principais fatores que tem levado o crescimento das cafeterias no mundo inteiro”, explica.
Brando também pontua que outra importante forma de consumo fora de casa é a que ocorre em escritórios comerciais, com destaque para a crescente degustação de cafés solúvel e de máquinas. Entretanto, ele cita que a qualidade não é tão visível nesses ambientes. No Brasil, ele calcula que o consumo fora de casa represente 30% do total. Por fim, o diretor da P&A acredita que um dos desafios que se tem é trazer o consumo de fora para dentro dos lares.
Após as apresentações feitas no “Seminário sobre tendências nos novos mercados consumidores” da OIC, acreditamos que se deva fazer ao menos uma reflexão para a revisão de estratégias dos produtores de café no Brasil.
Atenciosamente,
Silas Brasileiro
Presidente executivo do CNC
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MONTE ALTO - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 15/03/2013
A esta altura dos acontecimentos o mercado já não tinha mais recuperação,notei contudo esforços da Consultoria Carvalhaes(uma excessão) para deixar claro que qualidade é imutavel;contudo se o trabalho de ambientar o consumidor aos blends exagerados de conillon proseguir ;o consumidor não notara a diferença da "qualidade"
e pouco se importara com o desaparecimento do cafe arabica (coisa do passado)
E necessario fazer um trabalho semelhante ao Valdez (cafe colombiano) muito marketing ,muita participação em eventos e não ter pena de usar os recursos do "funcafe" para esta tarefa pois é atraves da midia (formadora de opinião) que iremos convecer o consumidor que bom mesmo é consumir cafe arabica com certificado de origem.

SÃO PAULO - SÃO PAULO - INDÚSTRIA DE CAFÉ
EM 09/03/2013
o Sr concorda que ainda há tempo para reação? Eu creio que sim. É preciso ganhar o coração e as mentes dos consumidores de café. É para isto que temos de lutar. Tenho muitas sugestões.

JACAREZINHO - PARANÁ - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 08/03/2013
VARGINHA - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO
EM 08/03/2013
O livro vendeu duas edições; fiz cerca de 60 palestras em várias regiões cafeeiras e todos concordavam sobre os apontamentos. De la para cá nada foi feito e os prognósticos de fato aconteceram. O diferencial de preço entre os preços do café do Brasil caíram em relação aos robustas e esses tiveram sua participação de mercado aumentada. O livro continua atual e creio que pode ajudar a pensar soluções para o arábica. Eu termino o livro dizendo que o líder que, vendo a guerra inevitável, hesita em dar o primeiro golpe comete crime contra a própria pátria. Resta saber se o pecado de nossas lideranças do arábica foi o desconhecimento ou a omissão.
Lucio Caldeira

SÃO PAULO - SÃO PAULO - INDÚSTRIA DE CAFÉ
EM 07/03/2013
é urgente que todos entendam que estamos EM GUERRA. E quem está em guerra tem de tomar iniciativas DE GUERRA. E o nosso inimigo é o "café" robusta. É absolutamente necessário disparar contra ele torpedos de grande calibre. Não se deixem enganar, senhores, por aqueles que dizem que não se pode "dividir" a cafeicultura e pregam a "paz".
pois a cafeicultura já está dividida, e paz não existe mais. Existe é guerra, e nós, os do arábica, estamos sendo fragorosamente derrotados. São absolutamente necessárias atitudes extremamente agressivas, e não contra o governo, mas contra os nossos inimigos principais: o conilon e as torrefadoras. Estas não torram o que o
consumidor quer, e sim o que elas querem. Que sabe de café o consumidor para saber que café ele quer? Quem não sabe nada ou quase nada de café não pode saber que café quer. Apenas aceita passivamente o que lhe oferecem como café.
Lanço uma idéia. Que os muitos milhares de cafeicultores de arábica desafiem as torrefações de café de suas respectivas regiões a não acrescentarem nenhuma grama de café conilon a seus cafés, sob pena de serem alvo de campanhas abertas a público pregando o boicote a suas marcas, dizendo à população, por exemplo do sul de Minas,
ou do Alto Paranaíba, que consumir conilon empobrece a sua região por destruir esta sua importante fonte de renda que é a cafeicultura de arábica. Esta seria uma atitude de grande repercussão na mídia como um todo, pois colocaria com toda a verdade a questão: afinal, que café se bebe no país? Questão terrivel, que interessa a nós, os do arábica, levantar. Levantar esta questão seria isto sim uma reviravolta completa neste estdo de coisas absurdo em que café ruim está valendo tanto quanto o bom.
Todos nós estamos desonrientados e com raiva, muita raiva. É preciso agir com força de guerreiros. Basta de mansidão e docilidade.

FRANCA - SÃO PAULO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 07/03/2013
NÃO SE PODE SIMPLESMENTE ACREDITAR NOS NÚMEROS QUE SÃO DIVULGADOS. TEMOS QUE "DISSECÁ-LOS E VER O QUE HÁ POR TRÁS DELES..