Atualmente, vive-se uma efervescência pelo consumo de café no México, com uma busca cada vez mais pela qualidade. Em 2010, a demanda média por habitante era de 1,43 quilos no equivalente ao café verde e a tendência para 2015 é chegar a 1,85 quilos.
O coordenador de operações da Associação Mexicana da Cadeia Produtiva de Café (Amecafé), René Avila Nieto, destacou que o café tem todo um cluster agroindustrial que une produtores, comerciantes e processadores, entre outros elos da cadeia, gerando um total de três milhões de empregos no campo, no comércio e na indústria, o que explica sua importância econômica e social.
Além disso, ele disse que o café mexicano está fortalecendo sua identidade, tanto no caso do produto orgânico, mercado no qual o México é participante mundial, como na geração de um produto diferenciado em seu processo de elaboração fornecendo qualidade para um consumidor cada vez mais informado.
Segundo Nieto, o café mexicano com negócio significa um valor de US$ 2,5 bilhões entre sua produção agrícola, suas exportações e suas vendas nacionais. Dados da Secretaria de Agricultura, Pecuária, Desenvolvimento Rural, Pesca e Alimentação (Sagarpa) revelaram que as exportações de 2012 acumularam US$ 616 milhões, contra US$ 524,4 milhões em 2011. Esses dados de referem ao café sem torrar e sem descafeinar.
Diante dos vaivéns de altos e baixos no preço do café no mercado internacional, Nieto disse que há desafios para melhorar a qualidade do produto, desde as plantas sadias no campo, até um processo industrial bem sucedido que se mostre no sabor e na apresentação final ante ao gosto do consumidor. Para isso, ele disse que é necessário recorrer às certificações internacionais de comércio justo e de produtos que respeitam o meio-ambiente em seu processo de produção e benefício.
Nieto falou do desafio de renovação de plantas nos cafezais e do combate a pragas dentro da superfície de 680 mil hectares de propriedades cafeeiras que existem no México. Outro objetivo é a introdução de maiores quantidades da variedade de café Robusta, cuja falta origina grandes importações do produto dessa variedade. Ele disse que o consumidor mexicano demanda café solúvel em quase 70% do total que café que consome.
Ele também citou uma questão pendente que é a competição com o café importado. Quanto ao melhor aproveitamento das Denominações de Origem do café de Veracruz e Chiapas, ele disse que existem desafios importantes para fazer valer esses produtos no mercado nacional e exterior.
O estabelecimento de um esquema de financiamento eficiente é outro desafio pendente para o apoio econômico, sobretudo, dos pequenos produtores.
O México tem 12 estados produtores de café, sendo os principais Chiapas, Veracruz e Oaxaca quanto ao volume. Como matéria-prima, o café é a segunda commodity que mais gera valor econômico no mundo. No México, 69% do café é consumido na forma solúvel; 27% moído e 4% torrado.
A reportagem é do Inforural.com.mx, traduzida e adaptada pelo CaféPoint.
Cresce o hábito de consumir café no México
Atualmente, vive-se uma efervescência pelo consumo de café no México, com uma busca cada vez mais pela qualidade. Em 2010, a demanda média por habitante era de 1,43 quilos no equivalente ao café verde e a tendência para 2015 é chegar a 1,85 quilos.
Publicado por: CaféPoint
Publicado em: - 2 minutos de leitura
Publicado por:
CaféPoint
O CaféPoint é o portal da cafeicultura no Brasil. Contém análises de mercado, perspectivas, cotações, notícias e espaço para interação dos leitores, além de artigos técnicos que abordam produção, industrialização e consumo de café. Acesse!