Mundialmente conhecidos por satisfazer os paladares mais requintados, os cafés especiais do Panamá ganharam um lugar no mercado internacional com preços de acordo com sua qualidade e cumprindo os critérios dos provadores mais experientes.
Por volta de 30 membros da Associação de Cafés Especiais do Panamá (SCAP) cultivam e exportam esse produto premiado, uma de cujas variedades mais finas, o Geisha, alcançou US$ 375 o quilo, o preço mais alto pago no mercado internacional.
A cada ano, os produtores realizam a degustação internacional “O melhor do Panamá”, uma competição em que juízes internacionais avaliam lotes de cafés especiais e outorgam a maior pontuação aos ganhadores, que depois participam de um leilão mundial pela internet, com compradores dos Estados Unidos, Europa, Japão e Taiwan.
Nas zonas altas e montanhosas da província de Chiriquí, localizada na região fronteiriça com a Costa Rica, existem pouco mais de 40 fazendas, onde são cultivados o Geisha e outras variedades de café fino panamenho, como Pacamara, Catuai, Caturra, Bourbon ou Typica. O Geisha é o de maior reconhecimento mundial e o mais bem cotado entre os conhecedores por seu sabor cítrico e aroma floral e de jasmim, assim como por sua acidez equilibrada. A variedade Geisha foi descoberta em Abisinia, sudoeste da Etiópia, em 1931, e foi importada pelo Panamá da Costa Rica em 1963, segundo a SCAP, associação criada em 1996.
O presidente da SCAP, Plinio Ruiz, disse que essa variedade foi trazida ao país, porque suas folhas são resistentes à ferrugem. A SCAP detalha que os principais critérios na hora de escolher que variedade cultivar são a qualidade dos grãos e a capacidade de produção, bem como a resistência ao clima e às pragas.
Ruiz disse que foi com a introdução do Geisha nas terras altas de Chiriquí, uma das seis zonas montanhosas dessa província, onde se cultivam cafés finos, que se descobriu que “o sabor desse café era extraordinário”.
“Ali começou tudo. Depois, esse foi introduzido nos leilões eletrônicos em 2004 a nível mundial e é quando se descobriu a variedade Geisha como café especial, recebendo os melhores preços”.
Segundo Ruiz, a produção total de café comercial no Panamá é de 214,6 mil sacas de 60 quilos, mas somente 2% deste montante se refere a tais níveis de cafés especiais. No entanto, ele disse que os cafés especiais produzem “todo um ruído de mercado”, porque seus lotes alcançam “preços exorbitantes, enormemente altos, em comparação com os cafés comerciais”.
Japão, Taiwan, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Holanda, Alemanha e os países nórdicos, como Finlândia e Suécia, são os mercados que pagam os preços mais altos pelos cafés do Panamá. Porém, Ruiz disse que são os países do Extremo Oriente os que mais compram, porque têm um paladar adaptado a identificar sabores muito finos de origem vegetal e podem identificar “muito facilmente” uma bebida de alta qualidade, como o café especial. Nesse sentido, garantiu que, dos cafés especiais, o mais bem cotado é o Geisha, com US$ 374 o quilo.
Recentemente, os lotes de café Ironman (Geishas lavados), Esmeralda Especial (Naturais) e Pacamara Don Julián (Tradicionais lavados) obtiveram o primeiro lugar em sua categoria na XVII degustação internacional de café especial “O Melhor do Panamá”. Juízes de Holanda, Taiwan, Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul escolheram entre 46 lotes o melhor café do Panamá, em uma degustação que durou vários dias e concluiu na quarta-feira passada.
O diretor da Associação de Cafés Especiais da América (SCAA), Ric Rhinehart, disse que a qualidade do café do Panamá é superior a cada ano.
A reportagem é da agência EFE, traduzida e adaptada pela CaféPoint.
Café especial do Panamá conquista o mercado mundial e os paladares mais exigentes
Mundialmente conhecidos por satisfazer os paladares mais requintados, os cafés especiais do Panamá ganharam um lugar no mercado internacional com preços de acordo com sua qualidade e cumprindo os critérios dos provadores mais experientes. Segundo a Associação de Cafés Especiais do Panamá (SCAP), a produção total de café no Panamá é de 214,6 mil sacas de 60 quilos, mas somente 2% deste montante se refere a tais níveis de cafés especiais.
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