Valorização do café é a proposta do novo presidente da Abic
Além de sócio-fundador da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), Américo Sato já presidiu a entidade em duas gestões, no período entre 1991 e 1996. Nesta entrevista, ele conta o que o levou, aos 81 anos, a assumir mais uma vez a presidência da Abic e apresenta as propostas a serem desenvolvidas até o fim do mandado, em 2014. Entre os desafios está a configuração do mercado, com novas formas de preparo - os sachês e cápsulas e máquinas de preparo automático -, que esbarram na concentração do varejo, que responde por 65% da distribuição do café. Acesse e confira!
Publicado por: CaféPoint
Publicado em: - 2 minutos de leitura
Além de sócio-fundador da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), Américo Sato já presidiu a entidade em duas gestões, no período entre 1991 e 1996. Nesta entrevista, ele conta o que o levou, aos 81 anos, a assumir mais uma vez a presidência da Abic e apresenta as propostas a serem desenvolvidas até o fim do mandado, em 2014. Entre os desafios está a configuração do mercado, com novas formas de preparo - os sachês e cápsulas e máquinas de preparo automático -, que esbarram na concentração do varejo, que responde por 65% da distribuição do café.
Qual será o principal direcionamento na sua atual gestão da ABIC?
Américo Takamitsu Sato - A nova diretoria já elencou como principais metas a recuperação da lucratividade dos negócios, a longevidade, o desenvolvimento e a manutenção das empresas e das atividades do setor e a reorganização da Abic. Elaboramos também uma agenda positiva para este ano, como a defesa dos interesses dos associados, a luta pela isonomia tributária, defendendo nova sistemática para o PIS/COFINS e o aperfeiçoamento das normas legais que regem a qualidade (IN 16), buscando modificar os impedimentos que existem hoje no texto legal, estabelecendo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento o convênio de cooperação. Criar mais valor para o café e ampliar significativamente os programas de qualidade e certificação da Abic - Selo de Pureza e Programa de Qualidade do Café (PQC). Também vamos buscar recursos em organismos de fomento, para melhorar a infraestrutura industrial e abastecer o mercado interno e externo.
Como o senhor avalia a evolução do mercado interno nestes últimos 20 anos e o que é possível fazer para manter o alto índice de consumo nacional da bebida café?
Américo Takamitsu Sato - Nos últimos 20 anos, o mercado interno cresceu de forma consistente. Em 1991, quando assumi a Abic, o consumo era de aproximadamente 6,5 milhões de sacas e hoje está em torno de 19 milhões de sacas. Pelos dados da Abic, a taxa anual de consumo (4,5%) está extremamente alta, quando comparado com a do mundo, estimada em 2%. Vejo que este crescimento acima da média no país é mantido graças ao sacrifício do setor industrial, salvo exceções, pois o aumento de preço nos últimos anos desatrelou de forma assustadora.
Sou otimista por natureza e entendo também, por diversas razões, que podemos mudar o quadro atual, implantando as agendas já mencionadas, mudando a cultura sobre o café, apoiando a melhoria da infraestrutura do setor produtivo, valorizando o café pela melhoria da qualidade e promovendo programas diversos da agenda positiva da Abic. É preciso também desenvolver novos produtos para atender às novas exigências das diversas camadas dos consumidores. Temos que voltar o olhar até para o mercado externo, pois o setor industrial forte no país pode contribuir cada vez mais para sociedade e interesse global da nação.
As informações são dos Cafés do Brasil, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
Publicado por:
CaféPoint
O CaféPoint é o portal da cafeicultura no Brasil. Contém análises de mercado, perspectivas, cotações, notícias e espaço para interação dos leitores, além de artigos técnicos que abordam produção, industrialização e consumo de café. Acesse!
Deixe sua opinião!
SÃO PAULO - SÃO PAULO - TRADER
EM 16/08/2011
Qual é a isonomia tribútaria para o Pis e Cofins? Deixar o povo ser roubado? Fabricar créditos para dar de desconto aos importadores?Trabalhar na obscuridade!?Fazer dumping no Mercado Internacional? Subfaturar? Prejudicar a entrada de mais divisas para o País? Queremos a extinção destes impostos na cadeia do café de tal forma a voltarmos a transparencia na comercialização do produto.
Abraço e até mais.