Como uma forma de fornecer suporte aos produtores de café em meio aos ataques de doenças ocorridos nas tradicionais áreas de cultivo do grão, a Autoridade de Desenvolvimento do Café de Uganda (UCDA) pretende plantar 50 mil mudas de café nos distritos do norte do país anualmente.
O presidente da UCDA, Paul Mugambwa, disse que a campanha pretende aumentar as exportações anuais de café de Uganda de 2,5 milhões de sacas para 5 milhões até 2015.
O diretor gerente da UCDA, Henry Ngabirano, disse que entre 1993 e 2004, através de esforços de lideranças locais, foram feitos mais de 1000 lotes de demonstração de café em diferentes partes da região. Eles também forneceram à região árvores de café das quais algumas ainda estão disponíveis. Entretanto, devido aos efeitos da guerra, a maioria dos lotes estabelecidos na sub-região de Acholi foi abandonada, abafada por ervas daninhas ou destruídas pelos fogos.
Ngabirano disse que os lotes restantes de café que sobreviveram estão sendo usados para treinamento e demonstração das práticas de cultura e pós-cultura do grão. Ele disse que com o retorno da paz no país, a UCDA e os centros de pesquisa de café forneceram sementes de robusta de qualidade aos produtores que estabeleceram mais de 40 viveiros privados de café na região.
Ngabirano atribuiu o sucesso da produção comercial de café à liderança local, mobilização, criação de conscientização, treinamento e iniciativas dos produtores para formar organizações rurais e um programa semanal de rádio. Ele disse que no ano passado, os produtores formaram a Associação de Produtores de Café Gulu, através da qual 9,5 toneladas de café Kiboko foram comercializadas anualmente.
Entretanto, ele disse que ainda existem várias limitações para a popularização da cultura do café em Uganda. A taxa de adoção do café como uma cultura comercial tem sido afetada por uma disponibilidade limitada de tecnologias relevantes na produção de café "dentro da porteira". O treinamento inadequado da equipe técnica local em administração e extensão, a relativamente baixa percepção do café como uma cultura comercial e a falta de mobilização adequada da liderança local são alguns dos desafios.
Apesar das chuvas adequadas que podem sustentar a cultura do café, prolongados períodos de seca típicos da região tornam o fornecimento de sombras de árvores um importante requerimento para o crescimento vegetativo e reprodutivo dos cafezais. Dessa maneira, o café sem sombra normalmente apresenta grandes perdas de flores e frutos, que afetam adversamente a produção, segundo notícia do site allafrica.
Uganda pretende estimular produção no norte do país
Como uma forma de fornecer suporte aos produtores de café em meio aos ataques de doenças ocorridos nas tradicionais áreas de cultivo do grão, a Autoridade de Desenvolvimento do Café de Uganda (UCDA) pretende plantar 50 mil mudas de café nos distritos do norte do país anualmente.
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