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Trauma antigo desencoraja retomada da cafeicultura no Paraná

postado em 17/07/2012

 

Em meio à expansão do consumo mundial de café, o Paraná, que já foi o maior produtor nacional, perde área, produção e qualidade do grão. De acordo com especialistas do mercado, o descrédito da cafeicultura ainda está relacionado ao trauma de 37 anos atrás, quando ocorreu a "geada negra" de 1975 . Naquele ano, o evento climático praticamente erradicou as plantações do Paraná.

"A geada daquele ano ficou registrada na memória dos produtores, que até hoje têm medo e resolvem investir em uma cultura mais resistente", aponta Paulo Fernando de Abreu, técnico do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A produção de soja, milho e as pastagens tomaram o lugar dos cafezais.

Segundo Mauricio Muruci, analista da consultoria Safras & Mercado, a posição geográfica deixa o estado exposto a adversidades climáticas que o colocam em desvantagem na produção de café. "A geada estraga a qualidade do produto. E ainda tem a umidade, que pode gerar fungos no grão."

Ainda de acordo com Murici, para retomada da cultura cafeeira no Paraná, é necessário investir em tecnologias que protejam os cafezais de eventuais eventos climáticos. "Porém, isso poderia encarecer o produto e inviabilizar a venda", alerta.

Em regiões do Cerrado, nos estados de Minas Gerais e na Bahia, é comum encontrar cafezais com coberturas que garantem isolamento térmico. A tecnologia permite que o grão encontre a temperatura e a umidade ideais durante toda a germinação e garante qualidade ao produto.
Recuo no Paraná

10% de queda na produção de café devem ser registrados neste ano. Houve redução de 7% na área de cultivo e a previsão é que a produtividade dos cafezais também caia, em função do clima.

Expansão nacional

50,4 milhões de sacas de café devem ser produzidas pelo Brasil na colheita atual, conforme a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), volume maior que o atingido nas últimas dez safras.

As informações são da Gazeta do Povo, adaptadas pela Equipe CaféPoint.

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Comentários:

GINOAZZOLINI NETO

Londrina - Paraná - Cafeicultor
postado em 17/07/2012

Na verdade, a cultura do café no Paraná está praticamente restrita ao Norte Velho do Estado. Os sucessivos Governos não se deram conta da importância desta incrível atividade, que emprega ainda uma mão de obra parecida com a da construção civil. Mas, há iniciativas de entidades privadas e cooeprativas que podem influenciar um aumento da cultura no Estado. Agora, fazer café com a qualidade de Minas vai uma distâcia enorme.

José Adauto de Almeida

Marumbi - Paraná - Extensão Rural
postado em 22/07/2012

Parte deste perda de área se deve além do risco anual de geadas, a redução da mão de obra , preços baixos por longos períodos, e a culturas como soja e cana de açúcar que estão apresentando menor oscilação de preços e menor risco.E sem esquecer que está faltando uma política agícola mais consistente para a estabilização e aumento do atual parque cafeeiro do Paraná.

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