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Tecnologias para aumentar a produtividade e gerar rentabilidade ao produtor
A busca pelo aumento da produtividade juntamente com o aumento da rentabilidade e otimização das tecnologias acessíveis ao produtor, foram fatores citados em praticamente todos os assuntos discutidos.
A primeira palestra foi ministrada pelo Prof. Dr. André Luis Teixeira Fernandes, professor e pesquisador da Uniube/FAZU, que teve como tema "Irrigação do cafeeiro: quanto e quando irrigar?". André iniciou o debate falando da importância do produtor, que opta por implantar sistemas de irrigação, se considerar um "cafeicultor irrigante", para que se obtenha o sucesso desejado.
André apresentou as vantagens de utilizar os métodos de irrigação, como aumento de produtividade, aumento da rentabilidade, otimização da utilização de insumos e aumento da qualidade, destacando que para se obter todas essas vantagens é necessário adotar uma postura disciplinada, monitorando e avaliando constantemente o método de manejo adotado. "Projeto mal feito não leva ao sucesso, independente do método implantado ou capital investido", concluiu André Fernandes.
André cita alguns desafios que o setor de irrigação enfrenta, principalmente a obtenção da outorga para implantar o sistema de irrigação nas propriedades. A Lei de Recursos Hídricos é bastante rígida, o que torna o processo de obtenção de outorga burocrático, e muitas vezes demorado.
O consultor Eng. Agr. Edson Gil de Oliveira, falou sobre o manejo das principais doenças do cafeeiro e também sobre a importância de se fazer uma correta análise dos sintomas, para que se possa tomar decisões precisas e econômicas no combate a essas doenças.
"O segredo da produção do café está na folha, manter a qualidade da área foliar é fator determinante para bons indícios de produção", destacou Edson Gil. Ele citou as principais doenças do cafeeiro dando ênfase na ferrugem, que apresenta uma importância econômica significativa, causando prejuízos que podem chegar a 50% na queda da produção.
O produtor Alessandro Silva de Oliveira, que apresentou a terceira palestra do dia "Inovações da produção", citou a importância de ter um profissional nas tomadas de decisão, "Começar a trabalhar com café, sem conhecer o solo, a cultura, é arriscado, nisso entra a importância do engenheiro agrônomo que tem a missão de manejar a cultura com responsabilidade e gerar rentabilidade".
A preocupação em utilizar ao máximo recursos acessíveis, com o menor custo possível ao produtor, usando a irrigação apenas quando necessário é também uma das observações de Alessandro. Ele não é contra a irrigação, porém defende a importância de se fazer todas as análises e estudos necessários antes de tomar qualquer decisão e poder aproveitar recursos acessíveis ao bolso do produtor.
As informações são da Equipe CaféPoint.
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