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Simpósio de Pesquisa dos Cafés do Brasil apresenta cenário mundial e nacional da cafeicultura
Na palestra "Cenário Mundial da Cafeicultura", o diretor executivo da Organização Internacional do Café (OIC), José Dauster Sette, apresentou dados que revelam o crescimento do consumo de café nos mercados tradicionais e nos países produtores entre 2000 e 2010. O Reino Unido registrou um aumento de 2,9% no consumo, revelando uma mudança de comportamento, na medida em que o tradicional chá vai cedendo lugar ao café. Nos Estados Unidos, o crescimento de 1,5% demonstra o bom resultado dos trabalhos com cafés especiais. Países produtores seguem a mesma tendência. O Brasil registrou crescimento de 3,8%, a Indonésia chegou a 7,2%, números puxados pelo aumento do consumo no mercado interno. Países emergentes também vêm se destacando no consumo. A Rússia cresceu 7% nesse período, seguida da Austrália, com 5%, da Coréia do Sul, com 3% e Argélia, com 1,2%.
Diante disso, Sette destacou que "os preços não devem ter impacto significativo no consumo dos mercados internacionais". Além disso, "os picos de preços são causados por falta de estoque, não por baixa oferta do café".
A segunda palestra do dia abordou o tema "Cenário Nacional da Cafeicultura", ministrada pelo presidente da Comissão Nacional do Café da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Breno Mesquita. O palestrante falou sobre pesquisa, políticas públicas, desafios e oportunidades do agronegócio café no Brasil. O cenário nacional da cafeicultura foi discutido a partir da realidade das principais regiões produtoras de café do País, destacando as particularidades de cada uma, assim como os aspectos necessários para melhorar a produção nas regiões ainda menos competitivas. Para Breno Mesquita, a pesquisa é o caminho para isso. "Além do que se faz atualmente em termos de pesquisa, o grande desafio, na minha opinião, será dotar as regiões menos competitivas, com base no tripé custos, mecanização e produtividade".
Os custos, os sistemas de produção e a necessidade de políticas públicas diferenciadas para cada região, garantindo o preço mínimo para o café, também entraram na apresentação. "Há muitos desafios nessa nova fase da cafeicultura, com preços atraentes, e a oportunidade de, junto ao governo federal, buscarmos políticas que garantam renda ao produtor em médio e longo prazo e um mercado futuro", ressaltou. A melhoria da qualidade do café brasileiro e a diferença entre o consumo do produto no Brasil e o consumo mundial são outros assuntos que o membro da CNA discutiu.
Trabalhos sobre avaliação de clones de café, caracterização molecular da interação cafeeiro/bicho mineiro, poda de cafeeiros irrigados e não irrigados sob diferentes sistemas de plantio e produtividade do café conilon com uso da poda programada de ciclo estiveram entre os que foram apresentados neste primeiro dia de programação do evento. Já a sessão de pôsteres reuniu muitos trabalhos divididos em cinco focos temáticos do Programa Pesquisa em Café do Consórcio Pesquisa Café: Diagnóstico e Informação para Formulação de Estratégias e Políticas; Otimização dos Sistemas de Cultivo; Difusão e Transferência de Conhecimentos, Tecnologias e Informações; Sistemas Agroecológicos ou Orgânicos; Usos Alternativos para Resíduos e Subprodutos do Café.
As informações são do Incaper, editadas pela Equipe CaféPoint.
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