Sara Lee e Três Corações deixam Abic

postado em 27/06/2011

 

A Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) acaba de trocar de comando, em meio à saída de duas grandes filiadas. O empresário Américo Takamitsu Sato assumiu a presidência do Conselho Gestor da entidade, sucedendo a Almir José da Silva Filho. As duas empresas que deixaram a Abic são Sara Lee e Três Corações, as duas maiores no ranking da associação.

Segundo Américo Sato, as duas companhias não deram justificativas para o desligamento. "O que posso dizer é que a Abic é uma associação de representação nacional e não poderia dar prioridade a interesses individuais, em detrimento de uma maioria", disse. As empresas associadas da Abic, incluindo Sara Lee e Três Corações, participavam com quase 70% do café torrado e moído industrializado no País em 2010, consumindo perto de 19 milhões de sacas de 60 kg.

Em termos financeiros, continuou Sato, a saída das duas empresas não representa grande transtorno para a Abic. Isso porque a contribuição à entidade é limitada a determinado volume de sacas industrializadas. Ultrapassando esse limite, a contribuição não se altera.

O anúncio da saída da Sara Lee e Três Corações foi formalizado durante reunião do Conselho Deliberativo da Abic, no Rio de Janeiro, da qual participaram cerca de 25 representantes das indústrias. Segundo um dos participantes, a saída das duas empresas pode ter como pano de fundo o desacordo com relação à questão tributária de PIS/Cofins, que está sendo discutida com o governo.

Américo Sato ressaltou que a exportação de café torrado e moído deve ser uma meta a ser perseguida pelo setor, "inclusive por orientação da presidente Dilma", comentou. Ele explicou que mercados ditos maduros, como Estados Unidos e União Europeia, não devem ser o foco dos industriais. "Me parece mais viável explorar novos mercados, com potencial de elevação de consumo de produto de maior valor agregado, como Oriente Médio e Ásia", ponderou.

A matéria é da Agencia Estado, resumida e adaptada pela Equipe CaféPoint.

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Comentários:

JOTABE

Itu - São Paulo - Revenda/ distribuição de produtos para a produção
postado em 27/06/2011

Na minha opinião,hoje existem muitas empresa de bons cafés,e o proprio consumidor ja sabe definir a sua marca,portanto efetivamente eles não precisam ser mais fiscalizados pelo orgaos competentes.
abraços a todos

José Adauto de Almeida

Marumbi - Paraná - Extensão Rural
postado em 27/06/2011

Concordo com a opinião do JOTABE.Até mesmo porque selo da Abic (ate a presente data)não é "garantia de bom café".Garante que o conteúdo dentro da embalagém é 100% café ,mas não a qualidade.´
A saída destas empresas é apenas a "ponta do iciberg".Vamos aguardar para ver.

André Rodrigues Honorato

Mutum - Minas Gerais - Consultoria/extensão
postado em 30/06/2011

Exatamente, concordo com o José a qualidade do café deve ser comprovada desde a lavoura ate o consumidor final.... Para que não aja duvidas com relação a qualidade do produto.........somente garante que é 100% café e nada mais não identifica que é um café que passo por prova de café, onde foi garantida sua respectiva qualidade...

maria das gracas douglas

Raul Soares - Minas Gerais - Produção de café
postado em 08/07/2011

Sou produtora de cafe e minha fazenda e certificada pelo CERTIFICA MINAS, QUE POR SUA VEZ FIRMOU UM CONVENIO COM A ABIC, mas ja se passaram quase 3 anos e ao nosso cafe nao foi atribuido nenhm agio conforme prometido. O programa pe pesado o agricultor gasta bastante para se adequar ao programa mas mehoria financeira este nao ve.

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