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Safra de café baterá recorde, mas produtor capixaba continua mal remunerado
Para o presidente da Comissão Técnica de Café da Faes - Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo, José Umbelino de Castro, o aumento na produção não significa melhora na situação dos produtores do Espírito Santo. "O que o produtor recebe aqui não é o suficiente. O nosso café não é classificado, então o valor de venda é muito prejudicado", afirma Umbelino de Castro.
Outro fator que causa preocupação nos cafeicultores é o custo da mão de obra. "Com o aumento do salário mínimo para R$ 622, a colheita vai ficar mais cara e isso obviamente não é bom para o produtor, já que o valor que recebemos pela produção é bem defasado", declara.
De acordo com José Umbelino, os produtores chegam a trabalhar no vermelho. "Muitas vezes o que recebemos pelo café não chega nem a cobrir o custo de produção", lamenta. Apesar disso, o presidente da Comissão Técnica de Café da Faes espera que os próximos anos sejam positivos para o setor devido aumento na exportação. "As safras de alguns países da América Central e, principalmente, da Colômbia estão passando por problemas de ordem climática. Com isso, deve haver um aumento considerável na demanda", finaliza Umbelino.
Com informações da Faes, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
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