Receita com exportações de café solúvel cresce 14% no bimestre

O País exportou no período 12.112 toneladas de solúvel nos dois primeiros meses do ano, com elevação de 15,54% em relação a 2012 (10.483 t). O preço médio da tonelada ficou em US$ 8.696, ante US$ 8.804/t em 2012, representando queda de 1,23%.

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A receita cambial com exportação de café solúvel apresentou elevação de 14,12% em janeiro e fevereiro deste ano, em relação ao mesmo período de 2012. Os industriais faturaram US$ 105,326 milhões, em comparação com US$ 92,295 milhões no primeiro bimestre do ano passado, conforme relatório divulgado hoje pela Secretaria de Produção e Agroenergia, do Ministério da Agricultura, com base em números da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

O País exportou no período 12.112 toneladas, com elevação de 15,54% em relação a 2012 (10.483 t). O preço médio da tonelada ficou em US$ 8.696, ante US$ 8.804/t em 2012, representando queda de 1,23%.

Segundo o relatório, os Estados Unidos foram o principal do destino do café processado brasileiro no período, com elevação de 22,49% em termos de receita sobre 2012. Mas também foi significativo o aumento da receita, em termos porcentuais, para Países Baixos (1.490,48%), Coreia do Sul (320,36%), Arábia Saudita (153,41%) e Romênia (90,10%). Entre os 15 principais destinos do café processado brasileiro, apenas cinco tiveram redução, em receita: Japão (-3,17%), Alemanha (-40,92%), Reino Unido (-23,70%), Hungria (-27,33%) e Cingapura (-33,54%).

O principal comprador de café solúvel brasileiro no bimestre, em volume, foram os Estados Unidos, que apresentaram aumento de 17,89% ante igual período de 2012. Em termos porcentuais, houve aumento significativo no volume vendido para Países Baixos (1.672,75%), Arábia Saudita (221,96%), Romênia (148,09%) e Coreia do Sul (140,07%). Em contrapartida, houve queda em volume para 4 destinos: Alemanha (-45,18%), Reino Unido (-25,01%), Hungria (-19,65%) e Cingapura (-26,26%).

As informações são da Agências Estado.
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Francisco Sérgio Lange
FRANCISCO SÉRGIO LANGE

DIVINOLÂNDIA - SÃO PAULO

EM 15/03/2013

Interessante esta noticia, explico.



De onde surgiram estes cafés para a Industria do solúvel?



Com certeza aqui mesmo.



Esta noticia comprova então, 4 anos depois, que a proposta  feita pela ABIC  em reunião da Camara Setorial de Café de São Paulo, para que fosse liberado o drawbeck e São Paulo investisse no plantio de conilon na região de Garça, tinha um único propósito. Dizia-se à época que, se isto não fosse feito a industria de solúvel poderia migrar para outras regiões fora do país. Por que isto não ocorreu?



Agora começo a entender, tudo leva a crer, que tal proposta não passava então, de mais uma estratégia da Industria para derrubar os preços do café arabica,  permitindo-lhes aumentar o blend e com isso segurar o preço do café no mercado. Isto mostra o quanto os "home" são espertos, e também, o tanto que nós produtores somos ingênuos. O drawbeck não foi concedido, mas a pesquisa e o desenvolvimento de variedades a serem implantadas foi feito. Portanto, o que fazer agora?