Quênia: café arábica de alta qualidade terá marca

O Quênia colocará uma marca a seu café arábica de alta qualidade para dar uma identidade global distinta e distingui-lo dos grãos de outras origens, disse o <i>Coffee Board of Kenya</i>. Mais de 95% do café queniano é atualmente exportado como grãos verdes sem nenhuma identificação, mas a partir de agora, o produto terá um logotipo verde com a silhueta do Mount Kenya e as palavras <i>Coffee Kenya</i>.

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O Quênia colocará uma marca a seu café arábica de alta qualidade para dar uma identidade global distinta e distingui-lo dos grãos de outras origens, disse o Coffee Board of Kenya. Mais de 95% do café queniano é atualmente exportado como grãos verdes sem nenhuma identificação, mas a partir de agora, o produto terá um logotipo verde com a silhueta do Mount Kenya e as palavras Coffee Kenya.

Apesar de ser um pequeno produtor com produção média anual de 50.000 toneladas, o café queniano é popular entre os torrefadores que o misturam com outros grãos. O produto está cada vez mais valorizado por alguns nichos de mercado.

"Agora, queremos dar ao café do Quênia uma face, porque você vai a qualquer lugar do mundo e encontra café classificado como AA, que pode ser AA de qualquer lugar", disse o diretor executivo do Coffee Board, Loise Njeru.

A vizinha Etiópia obteve direitos de registro de marcas para pelo menos três de suas marcas de café e assinou acordo com companhias globais para promover o produto.

A maioria dos melhores grãos são produzidos em solos vulcânicos em regiões montanhosas na base de cadeia de montanhas ao redor do Mount Kenya a uma altitude entre 1.400 e 2.100 metros acima do nível do mar.

A produção no país tem caído nos últimos anos do pico de 130.000 toneladas atingido em 1988/89 devido à má administração, dívidas e retornos ruins. Os compradores estão frequentemente dispostos a pagar um preço premium pelo café queniano. No meio de dezembro, o preço do café classificação AA ficou em US$ 601 por sacas de 50 quilos.

Njeru disse que a marca ajudará a aumentar o número de pessoas globalmente que estão demandando café puro queniano para misturar com outros cafés e blends.

Uma das reformas instituídas no setor, que representa 3,5% do produto doméstico bruto do Quênia, permitiu que os produtores vendam seu produto diretamente aos compradores externos em oferecê-los em um leilão central. "Com as abertura das vendas diretas e crescimento de nichos de mercado nos Estados Unidos e em outros mercados, estamos vendo relações de compra surgindo onde os compradores e os consumidores reconhecem que o café puro do Quênia é melhor ou superior do que estão comprando".

A reportagem é da Reuters, traduzida e adaptada pela equipe CaféPoint.
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