Qualidade da safra brasileira de cafés finos preocupa mercado europeu
As forte chuvas, atípicas para a época do ano, prejudicaram a colheita do café no Brasil em junho. "Os torrefadores estão bastante inclinados em manter os diferenciais do Brasil", disse um trader europeu.
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Os futuros do café arábica cotados na bolsa de Nova York (ICE) subiram mais de 10 por cento durante as últimas duas últimas semanas, alcançando pico de três meses de 1,8710 dólar por libra-peso na quinta-feira, antes de terem perdas na sexta-feira.
Os preços diferenciados do Brasil estavam firmes, com o café brasileiro MTGB fino cotado na ICE a 12 centavos de dólar abaixo do contrato setembro, ante 15 centavos há duas semanas.
Traders perceberam que parte do café arábica de qualidade inferior estava sendo negociado quase em igualdade com o café robusta de alta qualidade, refletindo a constante demanda por grãos de café robusta. "Há algumas negociações de café arábica a preços similares aos do café robusta, quando que, a um ano, eles estavam a milhas de distância um do outro", disse um trader.
Os diferenciais do café robusta diminuíram, com o ritmo da colheita aumentando na Indonésia, importante produtora dos grãos. O café indonésio EK-1 robusta estava cotado a níveis parecidos aos preços do café robusta de Londres na sexta-feira (05/07).
O café robusta tipo 2 do Vietnã foi cotado a 20 dólares acima do contrato setembro, ante diferença da semana passada de 40 dólares. Operadores perceberam que o importante produtor estava perto de esgotar sua safra 2011/12, por causa da forte demanda.
As informações são da Reuters, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
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EM 09/07/2012