O banco de germoplasma é um reservatório de variabilidade genética natural, potencial e indispensável para os programas de melhoramento das espécies cultivadas. Constitui uma coleção ex situ de recursos genéticos do gênero Coffea coletados em instituições públicas, empresas privadas e em lavouras particulares nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Espírito Santo. Os cafeeiros amostrados apresentavam idades variadas, merecendo destaque especial para as seleções de bourbon, onde houve coleta de sementes em cafeeiros com idades superiores a 150 anos.
O banco conta com 1.327 acessos e apresenta uma grande variabilidade genética constituída de fontes de resistência à ferrugem, aos nematóides, ao bicho mineiro, à antracnose e a muitas outras pragas e doenças do cafeeiro. Ainda há acessos com diferentes portes e arquiteturas de plantas, que poderão ser úteis para o desenvolvimento de cultivares com características adequadas aos tipos de colheita mecânica e manual.
Entre acessos portadores de características de qualidade de bebida destacam-se os de bourbon vermelho e bourbon amarelo, de blue mountain, de típica, introduções etíopes, de caturra vermelho e caturra amarelo e de híbridos dessas seleções com fontes de resistência do híbrido de Timor e de introduções indianas. A exploração da variabilidade para a qualidade de bebida superior permitirá a obtenção de cultivares para produção de cafés com fragrâncias diferenciadas.
De acordo com o coordenador do projeto, o acervo gênico em Minas Gerais representa uma importante matéria-prima para os programas de melhoramento cafeeiro, possibilitando a obtenção de cultivares portadores de características genéticas capazes de garantir a permanente competitividade e sustentabilidade da cafeicultura mineira e brasileira.
As informações são da Embrapa Café.












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