Produtores podem contratar crédito do ABC nos bancos

Produtores rurais e cooperativas que desejarem contratar financiamentos para a implementação do Programa Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC) devem procurar a sua agência bancária para obter informações quanto à utilização do crédito. No banco, o produtor será informado também quanto à documentação necessária e as garantias para o encaminhamento da proposta. O limite individual de contratação de financiamento para produtores rurais e cooperativas é de até R$ 1 milhão.

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Produtores rurais e cooperativas que desejarem contratar financiamentos para a implementação do Programa Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC) devem procurar a sua agência bancária para obter informações quanto à utilização do crédito. No banco, o produtor será informado também quanto à documentação necessária e as garantias para o encaminhamento da proposta. O ABC prevê a adoção de técnicas agrícolas sustentáveis. A idéia é que a produção agrícola e florestal garanta mais renda ao produtor, mais alimentos para a população e aumente a proteção ao meio ambiente.

Desde que o governo brasileiro assumiu o compromisso de reduzir a emissão de CO2 até 2020, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) executa ações e divulga técnicas, junto aos agricultores, de promoção de arranjos produtivos sustentáveis. Para alavancar essas práticas, o governo mantém uma linha de crédito com disponibilidade de recursos de R$ 3,15 bilhões. No caso dos agricultores rurais e das cooperativas, o limite individual de contratação de financiamento é de até R$ 1 milhão, com taxas de juros de 5,5% ao ano e prazo para pagamento de 5 a 15 anos.

Balanço divulgado recentemente mostra que as adesões ao financiamento cresceram no período entre julho de 2011 e fevereiro de 2012, ante o plano safra anterior. Os agricultores contrataram R$ 501,2 milhões no período, por meio dessa linha de crédito, totalizando 2.144 contratos firmados, a um valor médio de R$ 233,7 mil. No Sul do país, o Paraná é o estado que lidera as contratações, foram 437 e desembolso de R$ 75,509 milhões. Na sequência, estão Rio Grande do Sul (R$ 69,759,9 milhões) e Santa Catarina (R$ 17,470 milhões).

O secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo (SDC) do ministério, Erikson Chandoha, explica que outros recursos foram e serão alocados para atendimento de outros eixos do Plano ABC, tais como: Divulgação; Capacitação de Técnicos e Produtores Rurais; Crédito Rural; Regularização Ambiental; Regularização Fundiária; Assistência Técnica e Extensão Rural; Realização de Estudos; Pesquisa, Desenvolvimento & Inovação; Transferência de Tecnologia; Disponibilização de Insumos; e Produção de Sementes e Mudas.

"As tecnologias apresentadas pelo ABC somente foram incluídas por se tratarem de práticas e sistemas eminentemente sustentáveis e reconhecidos nacional e internacionalmente, mediante as mais diversas publicações científicas e focadas na redução dos custos de produção, da ampliação da produtividade e estabilidade dos sistemas de produção ao longo do tempo", salientou o secretário.

As informações são da Assessoria de Comunicação do Ministério da Agricultura, adaptada pela Equipe AgriPoint.

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