Presidente da Federação dos Cafeicultores do Cerrado explica mudanças no mundo do café
Para Francisco Sérgio, o governo tem de buscar fazer uma política macro, que contemple todos na cadeia café (produção, indústria e exportação). E está caminhando para isso com o planejamento estratégico, que está sendo trabalhado dentro do Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC). Confira mais detalhes de suas posições ante o cenário nacional do café em entrevista à Agência Safras, durante a Fenicafé 2013.
Publicado por: CaféPoint
Publicado em: - 2 minutos de leitura
Francisco Sérgio contou que o Conselho Nacional do Café (CNC) está fazendo um levantamento dos estoques de café, que mostram números menores do que se pensava no Brasil. No cerrado mineiro, ele aponta que o produtor ainda detém 30% da safra 2012 a negociar. Quanto às vendas da safra 2013, de forma antecipada, o dirigente indica que 20% da produção já foi negociada para entrega futura.
Em relação a avanço nos preços do café, Francisco Sérgio disse que tudo depende do “mundo financeiro”, ou seja, de uma melhora no cenário econômico europeu, principalmente. Ainda assim, destaca que os fundos estão muito vendidos em Nova York e terão de diminuir essa posição no curto prazo, o que pode melhorar os preços. “E a ferrugem na América Central é algo gravíssimo”, apontou.
Ele lembra que a cotação atual em NY, em torno de US$ 1,33 (quinta-feira, confira aqui), representa US$ 1,20 para o café brasileiro, arábica tipo 4 / 5, já que existe o deságio contra NY. “No mínimo o café teria de estar a R$ 350,00 a saca para remunerar o produtor”, afirmou, ressaltando que cresceram muito os custos dos produtores. “O real está muito valorizado contra o dólar, os custos estão altíssimos, a lei trabalhista arcaica prejudica muito o produtor”, pontuou.
No Brasil, citou, a diária do trabalhador na lavoura é de US$ 50, enquanto no Vietnã é US$ 5. “Como competir assim?”, questiona. Francisco Sérgio diz que o café brasileiro é o mais sustentável do mundo social e ambientalmente. Entretanto, não é economicamente sustentável no momento.
Para Francisco Sérgio, o governo tem de buscar fazer uma política macro, que contemple todos na cadeia café (produção, indústria e exportação). E está caminhando para isso com o planejamento estratégico, que está sendo trabalhado dentro do Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC).
Mas, com os baixos preços do café, os produtores estão se mobilizando nas solicitações de medidas imediatas de sustentação dos preços, que são prioridade para o cafeicultor. O presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), Silas Brasileiro, destacou durante a Fenicafé que está sendo buscada a elevação do preço mínimo do café dos atuais R$ 261,00 a saca para R$ 336,00 a R$ 340,00, além de mecanismos de comercialização como o Pepro (Prêmio Equalizador Pago ao Produtor) e leilões de opções (confira aqui mais informações). Francisco Sérgio conclui que se tais medidas forem postas em prática, haverá uma natural reação nos preços internacionais na próxima safra.
*Em entrevista à Agência Safras
A matéria de da Agência Safras ( por Lessandro Carvalho), adaptada pelo CaféPoint.
Publicado por:
CaféPoint
O CaféPoint é o portal da cafeicultura no Brasil. Contém análises de mercado, perspectivas, cotações, notícias e espaço para interação dos leitores, além de artigos técnicos que abordam produção, industrialização e consumo de café. Acesse!
Deixe sua opinião!

SÃO PAULO - SÃO PAULO - INDÚSTRIA DE CAFÉ
EM 26/03/2013
na melhor das hipóteses "neutra", digo não fazer sentido dizer que produto bom não pode pervalecer sobre o ruim. Nós do Arábica temos de nos rebelar. Temos de nós mesmos torrar e oferecer o nosso café, sempre dizendo ao público o que ele ainda não sabe, mas precisa saber, que existe sim café delicioso, que só nos temos, mas não lhe é servido, muito melhor do que esta "coisa" sem aroma sem sabor que hoje as torrefações lhe impingem. Já bebi conilon puro e bom. É "neutro", como o Sr Sebastião mesmo diz , quer dizer não é NADA. O povo paga para beber nada. Porque não pagar para beber delícia?

SÃO PAULO - SÃO PAULO - INDÚSTRIA DE CAFÉ
EM 26/03/2013
não esta coisa "neutra" que as torrefações lhe impingem hoje. Uma grande torrefação que torre SÓ Arábica, com forte trabalho de divulgação na mídia, seguramente aumentará o consumo do nosso café no pais. Isso fará grande diferença, pois já somos o segundo maior consumidor de café do mundo. Precisamos fazer o nosso próprio Pais disputar o seu Arábica café com o mundo. Isso se refletirá positivamente nos preços

LINHARES - ESPÍRITO SANTO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 26/03/2013
Agora, se uma empresa de torrefação produzir somente café 100% arábica ela quebra, todos os empresários do ramo sabem disso.
Não somos nós, produtores de conilon responsáveis por isso, somos somente um fornecedor de matéria prima para a indústria do café.
Há solução para os produtores de arábica, creio que sim. Na minha opinião, são decisões que dependem mais do produtor do que de políticas governamentais.

JACAREZINHO - PARANÁ - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 25/03/2013

SÃO PAULO - SÃO PAULO - INDÚSTRIA DE CAFÉ
EM 25/03/2013
o café capaz de produzir intensa sensação de prazer é o Arábica, não o robusta. O Sr mesmo diz que um bom conilon é apenas neutro, quer dizer sem sabor e aroma. Café ruim, conilon ou Arábica, é uma tortura para quem bebe, e não poderia ser diferente. Coisa ruim não pode ter sabor bom. Nós, os do Arábica, é que somos incompetentes em matéria de publicidade, incapazes que somos de fazer saber ao público que café gostoso é Arábica e que ele bebe cada vez menos deste e cada vez mais um que, na melhor das hipoteses, não tem nada de aroma e sabor, ou seja, como o Sr mesmo diz, é neutro. Sou favorável a que os grandes agentes da cafeicultura de Arábica, cooperativas e outros, se unam e fundem uma torrefação SÓ de Arábica, com forte trabalho de distribuição e grande estardalhaço na mídia dizendo: " EXIJA O VERDADEIRO CAFÉ, O CAFÉ QUE TEM AROMA E SABOR! EXIJA ARÁBICA!

LINHARES - ESPÍRITO SANTO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 25/03/2013
A qualidade do café arábica não é superior ao do robusta/conilon, cada um tem as suas características específicas. O bom robusta/conilon se destaca pela sua neutralidade. Entretanto, quando se fala em percentual de café de qualidade produzido, com certeza o conilon supera o café arábica. Nos últimos cinco anos mais de 70% do conilon produzido no ES e BA foi tipo exportação, não havendo necessidade de nenhum rebeneficiamento para serem exportados. Vão da fazenda diretamente para os portos. Sabemos o que acontece com o café arábica nos anos de chuvas na colheita e como os produtores sofrem por isso.
As variedades clonais que se caracterizam pela uniformidade de maturação, alta produtividade e grãos graúdos, estão presentes em quase a totalidade das lavouras de conilon no ES e BA. Nós não temos problemas de chuvas na colheita e não colhemos café no chão. Os problemas de secagem rápida do conilon estão sendo superados a cada ano. O conilon de hoje não é o mesmo de 15 anos atrás, a qualidade do nosso conilon melhorou muito, está é a realidade que os cafeicultores de café arábica precisam saber.
Quando chove durante a colheita do café arábica a percentagem de café de qualidade cai muito, nestes anos, o conilon/robusta tem sido a solução dos cafés arábica de qualidade inferior. O conilon/robusta na mistura com este tipo de café melhora a sua bebida, viabilizando a sua comercialização. Na realidade, temos problemas relacionados ao mercado, mas nós complementamos