Peru: produtores investem em café especial

Cafeicultores da região de Chanchamayo do Peru estão trocando velhas práticas de cultivo por novas técnicas visando a produção de cafés especiais. Sócios da Cooperativa Cafeeira La Florida, optaram por abandonar a produção convencional para entrar no mercado dos cafés especiais, que está destinado principalmente à exportação.

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Cafeicultores da região de Chanchamayo do Peru estão trocando velhas práticas de cultivo por novas técnicas visando a produção de cafés especiais. De acordo com reportagem do La Republica, muitos dos cerca de mil e duzentos sócios da Cooperativa Cafeeira La Florida, na província de Chanchamayo, Junín, optaram por abandonar a produção convencional para entrar no mercado dos cafés especiais, que está destinado principalmente à exportação.

O engenheiro da cooperativa, Enrique Castañeda, disse que o processo não tem sido fácil, mas que a tenacidade dos pequenos cafeicultores tem possibilitado isso. No entanto, o desafio agora é trabalhar para melhorar a capacidade de produção. "É necessário adequar a técnica ao nível socioeconômico do agricultor em cada região".

A experiência tem demonstrado também que o agricultor precisa "ver para crer". Por isso, junto a uma equipe de técnicos, está próxima a implementação de uma parcela demonstrativa de 40 hectares nas partes altas de La Florida.

"Um dos problemas é que as plantações são muito antigas e não devem ter mais de 15 anos, mas não se pode tirar todas as plantas, de forma que lhes explicamos como podar para que forme talos novos e como colocar uma barreira com eritrina, que é uma leguminosa que incorpora nitrogênio de forma natural".

Castañeda disse que este projeto está vinculado a outro destinado a concretizar um crédito supervisionado para os pequenos agricultores organizados que decidam melhorar suas fazendas. "Eles terão as ferramentas, o abono, tudo, e o pagarão com a colheita". Desta forma, se conciliará a teoria com a prática, gerando um benefício para os pequenos agricultores.

No Peru existem 330 mil hectares de café e, segundo Castañeda, a metade tem plantações mal manejadas. "Queremos apresentar este modelo a alguma instituição como o Banco Mundial ou do Banco BIF. Se conseguirmos poderemos mudar 100 mil hectares de café. Mas para isso, precisamos de US$ 200 milhões".
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