Peru aposta em qualidade do café diante da baixa produção

O Peru, terceiro maior produtor de café da América do Sul, está apostando em focar na qualidade de seu grão frente ao mau ano que se aproxima com prognósticos de uma forte queda da produção, disse o ministro da Agricultura peruano, Luis Ginocchio. O Peru no ano passado entrou para o grupo dos principais exportadores de café, com um volume de vendas de 4,83 milhões de sacas de 60 quilos.

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O Peru, terceiro maior produtor de café da América do Sul, está apostando em focar na qualidade de seu grão frente ao mau ano que se aproxima com prognósticos de uma forte queda da produção, disse o ministro da Agricultura peruano, Luis Ginocchio. O Peru no ano passado entrou para o grupo dos principais exportadores de café, com um volume de vendas de 4,83 milhões de sacas de 60 quilos.

Porém, esse ano, os envios cairiam 22%, para 3,38 milhões de sacas, por problemas de floração, pragas e escassez de mão de obra, segundo a Junta Nacional de Café.

"Nós estamos no negócio da qualidade. E se também podemos ter volume, muito bem. Porém, o que impulsiona mais esse negócio do café é o lado da qualidade e, em segundo lugar, o volume", disse Ginocchio. "Por suas características, posição geográfica e diversidade climática, o Peru deverá ser um país abastecedor de muitos produtos com diferentes atributos de qualidade dirigidos a diferentes destinos de mercado: mais um país butique de alimentos que exportador de grandes volumes".

Ginocchio se encontra em Caracas como parte de uma viagem pela Bolívia, Equador e Colômbia para se reunir com outros ministros da Agricultura com o objetivo de ampliar o mercado para produtos peruanos. Depois do Brasil e da Colômbia, o Peru ocupa o terceiro lugar na produção de café da América do Sul e, além disso, é o principal produtor e exportador de café orgânico do mundo.

No entanto, o país também sofrerá esse ano uma queda importante em seus níveis de exportação que, somado ao retrocesso nos preços do mercado internacional, golpeará os produtores. Nesse cenário, os cafeicultores peruanos estão solicitando que o Governo aplique uma lei aprovada em maio de 2011 que elimina a dupla tributação em cooperativas, bem como o aumento de um fundo de US$ 50 milhões para o rejuvenescimento dos cafezais.

Ele destacou a importância dos cultivos de café para combater as plantações ilegais de coca, insumo base para a elaboração de cocaína. O Peru é o maior produtor mundial de coca. "Encontraremos uma fórmula para, dentro das nossas possibilidades, apoiar o setor cafeeiro, que é importante e que tem uma grande contribuição, não somente para as exportações, mas também, para o emprego e é um setor que funciona como uma barreira para os cultivos ilícitos".

O Peru exporta quase toda sua produção de café, de forma que o ministro considerou importante impulsionar o consumo interno de café, que chega a 550 gramas per capita quando em países como Colômbia, passa de dois quilos.

A reportagem é da Reuters, traduzida e adaptada pela Equipe CaféPoint.
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