Com isso, os contratos do café para entrega em julho recuaram ontem 2,28%, a 160,65 centavos de dólar por libra-peso. Outro fator ajudou a empurrar os preços para baixo, quando, durante o pregão, as cotações caíram para 164 cents/lb, investidores passaram a vender, numa estratégia previamente programada. "Tivemos muitas vendas técnicas", disse à agência Dow Jones o analista Hector Galvan, da corretora R.J. O'Brien. Ele avalia que as cotações podem recuar para 155 cents/lb, com o aumento das exportações do Brasil, conforme a colheita evoluir. E a expectativa é de uma ampla safra: a Companhia Nacional de Abastecimento estima a produção da safra 2012/13 em 50,45 milhões de sacas de 60 kg, um nível recorde.
Em maio, o real acumulou queda de quase 6% frente ao dólar, o que também promove os embarques de açúcar e aumenta a oferta disponível. Ontem, as cotações da commodity atingiram o menor nível em 21 meses, em baixa de 0,25%. Por outro lado, analistas ponderaram que o mercado costuma registrar valorização no fim de maio e no início de junho, quando o clima fica mais adverso em áreas do Hemisfério Norte. Na Bolsa de Chicago, o clima teve efeito contrário sobre as cotações dos grãos, que fecharam em baixa.
As informações são do jornal O Estado de S.Paulo, adaptadas pela Equipe CaféPoint.












Envie seu comentário: