Negócios com café apresentam lentidão nas regiões da Zona da Mata de Minas e Marília

Os negócios estão muito lentos na região de atuação da Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Caratinga (Coopercafé), na Zona da Mata de Minas Gerais e, segundo a Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Marília (Coopemar), atuante no centro-oeste de São Paulo, a comercialização de café registra lentidão também na região de Marília e Garça.

Publicado por: CaféPoint

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Os negócios estão muito lentos na região de atuação da Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Caratinga (Coopercafé), na Zona da Mata de Minas Gerais, enquanto os produtores comercializam o remanescente da safra passada.

Segundo o gerente de comercialização da cooperativa, Paulo Tavares, "agora existe a necessidade de venda, com os trabalhos de colheita praticamente começando, então o produtor se desfaz do café que restou para fazer frente à colheita". Estima-se que do total da safra 2011 colhida na região, de 700 mil sacas a 800 mil sacas, menos de 5% ainda não foi vendido.

Enquanto isso, já são registradas algumas vendas de café novo, da safra 2012, principalmente das lavouras da região localizadas em altitudes menos elevadas, que já acabaram de colher, pois a produção foi muito pequena, afetada pela estiagem do início do ano, que secou o café e prejudicou o rendimento.

De acordo com Tavares, "os produtores correm para fazer caixa diante dos custos de colheita. Mas esses primeiros grãos colhidos têm muita catação, ou seja, tem uma incidência grande de café verde, o que é normal". Estima-se que menos de 5% da safra 2012 tenha sido comercializada até o momento.

Entre o final do ano passado e início deste ano, a região de Caratinga sofreu por cerca de 70 dias sem chuva, o que prejudicou a granação do café. "Vamos ter uma quebra de rendimento com certeza", disse o gerente de comercialização. Entretanto, ainda é cedo para estimar o tamanho exato. "Agora que os produtores começaram a colher, vamos avaliar, fazer uma análise dessas perdas".

Os cafeicultores das regiões de altitude mais alta deveriam começar nesta semana. Porém, as chuvas que incidem desde segunda-feira, dia 14, na região adiaram os trabalhos para a próxima semana. "Quanto mais alta a altitude, mais irá demorar a começar a colheita, porque o café ainda está muito verde. Mas tudo isto está dentro da normalidade para a região", concluiu Tavares.

Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Marília (Coopemar)

A comercialização de café registra lentidão na região da Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Marília (Coopemar), atuante no centro-oeste de São Paulo, principalmente nas regiões de Marília e Garça.

Segundo fonte da cooperativa, os preços baixos do grão travam os negócios na região, com a saca negociada na faixa dos R$ 390 nesta terça-feira, dia 15. "Os produtores querem um pouco mais, mas as firmas não conseguem pagar", apontou a fonte.

Estima-se que cerca de 4.000 sacas de café da safra 2011 ainda não tenham sido negociadas, enquanto ainda não foram registrados negócios para o café da safra 2012.

"Um pequeno volume da safra nova já começou a entrar, mas muito pouco, pois a chuva desta semana atrapalhou os trabalhos de colheita. Talvez quando a chuva parar e entrar café novo, os negócios melhores", apontou a fonte.

As informações são da Agência Safras, editadas pela Equipe CaféPoint.
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Renato H. Fernandes
RENATO H. FERNANDES

TEIXEIRA DE FREITAS - BAHIA - COMÉRCIO DE CAFÉ (B2B)

EM 17/05/2012

Na região Extremo Sul da Bahia, os produtores também tem apresentado uma certa retração nas vendas, apesar da (ou será que por conta da?) melhora dos preços nesta semana.

A produção de conilon é bem concentrada e, os produtores de porte médio para cima, mesmo aqueles que mencionavam ter programação de vender parte da safra para custear a colheita, tem demonstrado estar capitalizados e tendendo a vender o mínimo possível.

Abracos,

Renato Fernandes