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MG: especialistas fazem mapeamento de nematóide

postado em 02/06/2010

 

Atentos ao risco de disseminação do nematóide formador de galhas Meloidogyne paranaensis em lavouras cafeeiras do Estado de Minas Gerais, nematologistas e representantes de importantes instituições de pesquisa, ensino e extensão do Estado se reuniram, na última quarta-feira (26), na sede do Polo de Excelência do Café (PEC/Café), no setor de Cafeicultura da Universidade Federal de Lavras (UFLA), para delineamento de ações de pesquisa em levantamento e distribuição de espécies de nematóides mais nocivas ao cafeeiro.

O encontro ressaltou a importância de se iniciar um programa de cooperação técnica envolvendo instituições e profissionais de diferentes áreas para o levantamento dos focos de infestação visando subsidiar medidas de prevenção e controle da praga em todas as regiões produtoras do Estado. A proposta será encaminhada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais (SECTES), por meio do PEC/Café, sob a coordenação da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG).

Na avaliação da pesquisadora da EPAMIG e coordenadora da proposta, Sônia Salgado, o levantamento conjunto e a busca por soluções são necessidades urgentes. O projeto deverá incluir o levantamento de todas as regiões cafeeiras para averiguar a extensão e distribuição dos focos, com o mapeamento de áreas de risco de disseminação, sobretudo da espécie M. paranaensis, por meio dos sistemas de informações geográficas (SIG's). O projeto também deverá englobar estratégias de conscientização dos produtores. "As informações deverão ser repassadas aos cafeicultores buscando nivelar os conhecimentos sobre a doença e os prejuízos advindos com o avanço da infestação", destaca a pesquisadora.

Atenção

A identificação da presença de nematóides no campo é dificultada pelo seu tamanho microscópio associado ao parasitismo interno nas raízes das plantas. O produtor deve ficar atento à presença de reboleiras de plantas com sintomas de deficiência mineral e desfolha, mesmo em condições adequadas de adubação, pois podem ser resultado do ataque de nematóides nas raízes. Em caso de suspeita, deve ser realizada amostragem periódica de solo e de raízes para exame em laboratório especializado. Devem ser coletadas amostras de raízes e solo na projeção da saia do cafeeiro. A amostra deve ser colocada em saco plástico, mantida à sombra e encaminhada o mais rápido possível para análise. Em Minas, esta análise pode ser feita no laboratório do Instituto Mineiro Agropecuário (IMA) e nos laboratórios das Universidades Federais de Lavras, Viçosa e Uberlândia (UFLA, UFV e UFU).

A reunião contou com a presença dos professores Vicente Paulo Campos (Nematologista), Rubens José Guimarães (Fitotecnia/Cafeicultura) e Edson Ampelo Pozza (Epidemiologista) - Universidade Federal de Lavras (UFLA); da professora Maria Amélia dos Santos (Nematologista - Universidade Federal de Uberlândia - UFU); professora Rosângela D'Arc Lima Oliveira (Nematologista - Universidade Federal de Viçosa - UFV) e das pesquisadoras da EPAMIG, Sônia Maria de Lima Salgado (Epamig/Lavras) e Luciany Favoreto (Epamig/Uberaba). Também participaram da reunião os representantes da EMATER-MG, Marcelo Felipe (coordenador Estadual de Café), Marco Antônio Canestri, Marcos Fabri Júnior e Edson Spini Logato (representantes regionais).

As informações são do PEC/Café, resumidas e adaptadas pela Equipe CaféPoint.

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