MG: cafeicultores do Pronaf terão garantia de preços

A inclusão do café no Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF) assegurará um valor mínimo para a saca, protegendo o produtor de crises de mercado, segundo o diretor da Secretaria de Agricultura Familiar do Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA), Arnoldo Anacleto Campos, que anunciou a novidade ontem, na Agriminas, em Belo Horizonte.

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A inclusão do café no Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF) assegurará um valor mínimo para a saca, protegendo o produtor de crises de mercado, segundo o diretor da Secretaria de Agricultura Familiar do Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA), Arnoldo Anacleto Campos, que anunciou a novidade ontem, na Agriminas, em Belo Horizonte.

Ele acredita que o programa deve beneficiar cerca de um terço dos cafeicultores de Minas Gerais, que fazem uso do Pronaf. Ao todo, são cerca de 100 mil envolvidos com a produção cafeeira. "Ele não poderá mais alegar que o preço de mercado caiu, pois terá o subsídio do governo para ter o pagamento garantido", ressaltou.

O PGPAF deve começar a valer em janeiro do ano de 2008 e a adesão acontece automaticamente, no momento da contratação do financiamento pelo Pronaf.

Segundo dados do MDA, o preço de garantia é o custo médio de produção na região, calculado com base em levantamento feito pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Quando os preços de mercado foram inferiores aos custos de produção, será calculado um bônus de até R$ 3,5 mil por ano para cobrir o prejuízo.

As informações são do jornal O Tempo/MG.
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Jose Eduardo Ferreira da Silva
JOSE EDUARDO FERREIRA DA SILVA

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS

EM 02/10/2007

Normalmente quando o governo tenta interferir no mercado (sistema de preços) faz bobagem. E esse é o claro resultado da separação entre o MAPA e a agricultura familiar. O MDA com a necessidade de mostrar relevância fica tentando emplacar políticas, equivocadas na maioria das vezes.

O governo brasileiro sempre optou por políticas que excluem muitos e que privilegiam alguns pequenos grupos, além de lançar mão do velho populismo. Tome-se o exemplo do crédito rural (a parte subsidiada): ele atende cerca de 30 a 40% da demanda total. Por outro lado os recursos são contingenciados para as políticas de alcance geral (aquelas que não marginalizam), como sanidade animal e vegetal, programas de segurança no campo (os assaltos na área rural crescem a cada dia, sem falar no clima de tensão gerado pelas invasões), investimentos de logística (sobretudo de transportes), infra-estrutura de saneamento, energia e telemática, entre outros que cumpririam o papel de reduzir custos, aumentar a competitividade e possibilitar um mínimo de lucro aos produtores em geral.

Como "não existe almoço de graça" muitos pagam pra poucos (1/3 dos que usam o Pronaf!) se beneficiarem. Isso não é política agrícola. Pode ser populismo, política assistencial, ou qualquer outra coisa.