No maior produtor mundial de café arábica, o Brasil, a colheita está boa, mas não ótima. Porém, na Colômbia, a produção caiu bastante e as baixas colheitas se tornaram quase um problema crônico.
Do lado da demanda, as coisas permaneceram apertadas, com os estoques nos Estados Unidos e na Europa totalizando quase o valor de um mês da demanda global. Apesar do mercado escasso, os preços futuros do café no ICE ficaram próximos ao valor mais baixo em 17 meses em 12 de março.
"Existe um pouco da oferta disponível, mas você tem um déficit anual vindo, então temos que ser muito cuidadosos aqui e não sermos tão pessimistas", disse o vice-presidente sênior do Jefferies Bache, LCC, em Nova York, Eric Nadelberg. "Não existe muito café e, à medida que avançamos, isso se tornará mais agudo".
Apesar das exportações recordes na estação passada, os estoques europeus de arábica e de robusta estão em seu menor nível desde 2005/06, à medida que os consumidores beberam mais xícaras. Os estoques lá estavam em pouco mais de 10 milhões de sacas no final de dezembro, com 4,2 milhões de sacas no maior consumidor do mundo, os Estados Unidos, no mesmo período.
Existem duas escalas de pensamento sobre como os fundamentos do café influenciarão o preço dos grãos arábica - mais caros do que o robusta. Os arábicas são tipicamente torrados e moídos para café coado, enquanto o robusta é usado em cafés instantâneos ou em misturas com arábica.
Os que acreditam na queda do mercado de café focam nas expectativas de uma grande colheita brasileira. Os que acreditam em uma alta, apontam para uma série de colheitas cada vez menores na Colômbia e outros produtores de arábica na América Central e Leste Africano, uma tendência que deverá continuar.
Além disso, os baixos estoques de arábica certificados no ICE de Nova York permanecem próximos a seu nível mais baixo em 11 anos, em cerca de 1,6 milhão de sacas.
Até agora, os que acreditam em baixas têm dominado, à medida que o contrato de referência de arábica comercializado no ICE Futures dos Estados Unidos caiu mais de 40% com relação ao seu valor mais alto em 34 anos, de US$ 3,0890 por libra, alcançado em maio de 2011.
Para Nadelberg, o mercado aumentará à medida que a produção não acompanha a demanda nos Estados Unidos e na Europa. "Temos um ano déficit e devemos comercializar mais com a chegada da principal estação de torrefação de novo. Eu acho que isso ficará pressionado até o terceiro trimestre e, no quarto trimestre, o mercado deverá se recuperar novamente".
A reportagem é da Reuters, traduzida e adaptada pela Equipe CaféPoint.












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