A demanda mundial pelo café está em alta e cresce a 2% ao ano. O fato deve favorecer as exportações brasileiras do setor, que poderão chegar a 30 milhões de sacas, ou US$ 4 bilhões, até o final deste ano, segundo projeções do diretor do Departamento do Café, da Secretaria de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Lucas Tadeu Ferreira. O mercado árabe é um dos mais promissores para o Brasil, de acordo com especialistas.
As vendas externas do setor foram de 12,9 milhões de sacas no primeiro semestre deste ano, o que correspondeu a uma receita de US$ 2,1 bilhão. Deste total, US$ 60 milhões, ou cerca de 381.800 sacas, vieram das vendas para os países árabes. O valor ainda é pequeno frente ao total exportado, mas a demanda do mercado é crescente, dizem especialistas. "Estamos investindo muito no Oriente Médio", afirma Ferreira.
De acordo com Lúcio Dias, superintendente comercial da Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé), maior cooperativa de café do mundo, o consumo de café cresce onde cresce a renda. Por isso, e também em função do desenvolvimento local do turismo, as exportações de café do Brasil para o mundo árabe são promissoras, segundo ele. "Teremos desenvolvimento do mercado árabe", diz Dias.
A Cooxupé não exporta para os árabes, já que não produz o café rio, que segundo Dias, é mais demandado na região. Ele acredita, porém, que em breve o mercado de lá vai pedir também outros tipos de café, como duro e mole, que a Cooxupé produz. Entre janeiro e junho deste ano, as exportações de café do Brasil para os árabes ficaram praticamente estáveis, com alta de 0,37%, em valores. Ferreira acredita que até o final do ano, porém, elas crescerão. "Estamos trabalhando para um aumento", diz ele.
O diretor do Departamento do Café afirma que os mercados para onde as exportações mais devem crescer são Leste Europeu, Oriente Médio e Ásia. Entre os árabes, compraram café brasileiro de janeiro a junho: Líbano, Síria, Tunísia, Jordânia, Argélia, Argélia, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Egito, Líbia, Marrocos, Iraque, Kuwait e Mauritânia, segundo dados do Mapa.
O desempenho da balança comercial do café deve melhorar no segundo semestre em função da disponibilidade do produto. Até agora, segundo Dias, já foram colhidos cerca de 40% e beneficiados 20% da produção nacional de café arábica. A safra, porém, deve ficar abaixo das expectativas iniciais. Segundo Dias, poderia ser maior se não fosse a seca que atingiu as lavouras no ano passado. As informações são da Agência de Notícias Brasil Árabe, Anba.
Mercado árabe compra mais café do Brasil
Consumo mundial de café vem crescendo a 2% ao ano, principalmente onde há aumento de renda da população, como nos países árabes. Especialistas do setor acreditam que o Brasil pode vender mais para o Oriente Médio, apesar do volume atual ainda ser pequeno frente ao total exportado pelo país.
Publicado por: CaféPoint
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