Mecanização na lavoura não gera desemprego, supre a falta de mão de obra

A presidência da Cooxupé, acompanhada da superintendência do Senar Minas, enfatizou durante coletiva de imprensa desta quinta-feira, na 12ª Femagri, após assinatura de convenio entre as entidades, que a mecanização da lavoura não significa impulsionar o desemprego. "Ao contrário, mecanizar supre a falta de mão de obra, um dos desafios do setor", afirma o presidente Carlos Paulino.

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Na manhã desta quinta-feira (14/03) o presidente da Cooxupé Carlos Alberto Paulino da Costa, acompanhado do vice-presidente da cooperativa Carlos Augusto Rodrigues de Melo e do superintendente do Senar Minas (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) Antônio do Carmo Neves, destacou durante coletiva de imprensa, na 12ª FEMAGRI, que a mecanização da lavoura não significa impulsionar o desemprego. “Ao contrário, mecanizar supre a falta de mão de obra, um dos desafios do setor”, afirma o presidente (confira mais informações a respeito dos desafios da mão de obra em 'Mão de obra continua sendo o maior desafio à cafeicultura nacional')  .

Carlos Paulino também apontou da necessidade do produtor otimizar a mão de obra, o que melhora ainda mais a produção cafeeira permitindo mais competitividade ao grão. “A mecanização implica em capacitação de recurso pessoal. Tecnologias cada vez mais sofisticadas exigem profissionais preparados. Para isso, a Cooxupé possui um convênio com o Senar, com o qual hoje renovamos a assinatura, para a realização de cursos de capacitação para nossos cooperados”, diz.

Para viabilizar a mecanização na lavoura de seus cooperados, Carlos Paulino contou que nesta edição da Femagri, além do Finame – que condiciona juros mais baixos para financiamentos em bancos, a Cooxupé está oferecendo oportunidades que facilitam as operações comerciais dos produtores de café. “A novidade da cooperativa neste ano é um sistema próprio de financiamento, em que o cooperado pode utilizar o seu café como moeda de troca, parcelando suas compras para as safras de 2013, 2014 e 2015”, contou.

Assinatura de convênio para capacitar mais de três mil trabalhadores

Representantes da Cooxupé e do SENAR assinam um convênio para a realização de cursos de capacitação de trabalhadores do setor cafeeiro, às 10h, desta quinta-feira (14/03), durante Femagri 2013.

Serão investidos R$ 580 mil, valor 23% maior do que o convênio firmado em 2012. Os municípios atendidos pela iniciativa serão: Alpinópolis, Itamogi, Monte Santo de Minas, Muzambinho, Nova Resende, Alfenas, Areado, Botelhos, Cabo Verde, Campestre, Guaxupé, Monte Belo e Guaranésia.

O SENAR atua desde 1993 em parceria com Sindicatos dos Produtores Rurais e outras entidades cooperadas, atendendo cerca de 140 mil pessoas em 257 cursos, além de oferecer treinamentos, seminários, palestras e programas especiais.

Numa área de 19 mil m², a Femagri conta com mais de 100 expositores em seus 141 estandes. A Feira acontece até esta sexta-feira, dia 15, às 18h. A expectativa de público é mais de 20 mil pessoas.

Confira aqui mais informações sobre o evento.

As informações são da Cooxupé, adaptadas pelo CaféPoint.
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Artur Queiroz de Sousa
ARTUR QUEIROZ DE SOUSA

CAMBUQUIRA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 15/03/2013

Caro Roney;

Sei o que está dizendo pois minha propriedade é montanhosa também e utiliza-se muita mão-de-obra, contudo vc se esquece que existe maquininhas costais que desempenham o papel de 5 até 6 pessoas na colheita.

Se voce analisar 30 a 40 anos, quanto tinha de lavoura em Carmo e quanto tem hoje. Com certeza não teria mão de obra para tanto, sobretudo vc que está numa região que tambem tem por tradição preservar a qualidade de nossos arabica.
Artur Queiroz de Sousa
ARTUR QUEIROZ DE SOUSA

CAMBUQUIRA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 15/03/2013

Parabéns!
Roney
RONEY

CARMO DE MINAS - MINAS GERAIS - COMÉRCIO DE CAFÉ (B2B)

EM 15/03/2013

Que está claro que é uma tendência o uso de novas tecnologias e mais máquinas na condução das lavouras não há duvidas.  Mas não vamos ser demagogos !!  Usemos os argumentos certos e não essa conversa de que  o emprego de maquinário não substitui a mão de obra.  É óbvio que a utilização de máquina ocupa lugares antes preenchidos por pessoas ( menos qualificadas é verdade).



Além disso, as regióes montanhosas, onde o emprego de muita gente na lavoura é imprencidível (e que produz grande parte do montante total produzido, portanto muita mão de obra) as condições estão sendo impraticáveis e , justamente por esse fator da troca, em outras regióes, de gente por máquina.



Não podemos ir contra a maré, o caminho é esse mesmo... mas que esse caminho vai trazer como consequência o desemprego de muita,, mas muita gente é INEGÁVEL !!