Maior demanda por arábica enfraquece posição do Vietnã
A crescente popularidade do café premium - preparado com grãos arábica - está enfraquecendo a posição do Vietnã, importante produtor de grãos robusta, entre alguns mercados da bebida na Ásia. O café arábica tem consistentemente ganhado participação de mercado. Estima-se que a participação do robusta poderá ser reduzida para 60% nos próximos cinco anos.
Publicado por: CaféPoint
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A demanda da Coreia do Sul por café - que tem levado seu consumo médio anual a 1 quilo por pessoa, cinco vezes a média da região da Ásia-Pacífico - tem, historicamente, sido suprida por grãos robusta, cuja participação de mercado é de 90%.
A maior parte desse mercado tem sido suprido por importações do Vietnã, que tem a Coreia do Sul como seu maior mercado de exportação em um país em desenvolvimento, e à frente de muitos dos grandes importadores de café, como França, Suíça e Reino Unido.
Entretanto, o café feito com grãos arábica, produzido principalmente na América do Sul, tem "consistentemente ganhado participação de mercado", informou um relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), dizendo que a indústria estima que a participação do robusta poderá ser reduzida para 60% nos próximos cinco anos. "À medida que o gosto do consumidor se torna mais sofisticado, eles parecem demandar mais variedades e qualidade premium nos produtos de café", diz o relatório.
Atualmente, alguns produtos tradicionais feitos com robusta, como o café instantâneo, vendido através de máquinas de vendas, "estão passando por um período difícil". Ao mesmo tempo, as cafeterias estão "oferecendo grãos de café (arábica) exóticos de locais não familiares" buscando aproveitar essa transformação do mercado em premium. Até mesmo no mercado de café instantâneo, onde o robusta prevalece na maioria dos países, o arábica está obtendo uma participação maior, como o Maxim, por exemplo, oferecendo um produto "100% Arábica" para aproveitar essa mudança no paladar.
De fato, a Coreia do Sul parece estar em uma "fase de transição" com relação à "disseminação do café feito com grãos arábica", disse o relatório. Considerando o ritmo de crescimento no consumo de 2,6% nesse ano, levando a expansão em cinco anos para 20% - isso representa uma oportunidade significante para os fornecedores de arábica, entre os quais o Vietnã tem pouca representatividade.
A colheita de arábica do Vietnã, embora crescente, representa menos de 3% da produção nacional de café e, de menos de 500.000 sacas, está bem abaixo da produção dos maiores produtores da África, como Etiópia e Tanzânia, além dos grandes produtores da América do Sul, como Brasil e Colômbia.
A reportagem é do Agrimoney, traduzida e adaptada pela Equipe CaféPoint.
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