Kátia Abreu defende conclusão das discussões do novo Código Florestal ainda em 2011

A presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, afirmou que as discussões relativas ao novo Código Florestal brasileiro precisam ser encerradas em 2011, para que os resultados das pesquisas possam ser aplicados com mais segurança nas áreas de produção.

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A presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, afirmou nesta quarta-feira (09/11), no Senado, que as discussões relativas ao novo Código Florestal brasileiro precisam ser encerradas em 2011, para que os resultados das pesquisas possam ser aplicados com mais segurança nas áreas de produção. Uma das iniciativas nesse sentido é o Projeto Biomas, parceria da CNA com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que visa conciliar produção e preservação ambiental, lembrou a senadora Kátia Abreu.

Após participar de reunião conjunta da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) e da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT), no Senado, a presidente da CNA afirmou que o País precisa de um marco regulatório na área ambiental, para que o setor agropecuário possa "continuar transferindo para o Brasil os ganhos relacionados ao PIB (Produto Interno Bruto), exportações e empregos". As duas comissões concluíram hoje a análise e votação do texto- base do novo Código Florestal e das emendas de destaque ao relatório.

Para a senadora Kátia Abreu, pelo menos dois temas deverão ser discutidos na Comissão de Meio Ambiente (CMA), próxima etapa de discussão do novo Código Florestal. O primeiro é a questão das matas ciliares. "Todos nós queremos manter os rios do Brasil. Não queremos fazer como a Europa, onde não existem árvores nas margens", afirmou. Defendeu, no entanto, que seja considerada a situação dos produtores rurais localizados nessas áreas. "Os produtores que estão nas margens dos rios não são ervas daninhas", afirmou, ao defender que a permanência ou não desses produtores seja definida nos Programas de Regularização Ambiental (PRA), nos Estados.

A recuperação da reserva legal em propriedades com áreas de 4 a 15 módulos fiscais também será discutida na CMA. De acordo com a senadora Kátia Abreu, o Brasil tem cerca de 300 mil médios agricultores, o que representa uma pequena parte dos mais de cinco milhões de produtores rurais do País. "Desde que não ocorram novos desmatamentos nessas áreas, os médios produtores também podem ter um benefício progressivo", afirmou. Outro tema será a isenção de recomposição da reserva legal em propriedades rurais com até quatro módulos fiscais. O senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) defendeu, durante debate na CRA e na CCT, que apenas os agricultores familiares sejam isentos da recomposição. "É impossível fazer essa distinção, pois um dia o pequeno produtor pode ser um agricultor familiar e, no dia seguinte, tornar-se um pequeno agricultor empreendedor, sem aumentar a área de sua propriedade", afirmou.

As informações são da Assessoria de Comunicação CNA, adaptadas pela Equipe Agripoint.
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LAZARO JOSE DA SILVA
LAZARO JOSE DA SILVA

EXTREMA DE RÔNDONIA - RONDÔNIA

EM 02/01/2012

Caro amigo Ozéias, é assim mesmo, se voce ler outros comentários meus aqui no Farmpoint, vai encontrar matérias mais explicativas sobre este assunto. Continuo achando que nosso produtor é muito marginalizado, ele admira a floresta, quer preservá-la, mas precisa alimentar sua familia. Um exemplo, se eu compro um automóvel, tenho direito de andar nele, mas, se compro uma terra não posso usá-la, as vezes nem o permitido pela lei. Ainda tem artistas que ficam dando palpites nas coisas dos outros, mas, estão no bem bom das baladas, veja também o comentário do Osmar do Canal do Boi de Ariquemes-RO aqui neste prestigioso site, ele é muito esclarecedor. Um grande abraço, e que 2012 seja mais humano com a classe produtora deste País, que o Código Florestal seja enfim, implantado, que nossa Presidenta seja cada vez mais iluminada e dê as respostas para tanto males que aflige nossa classe.  lazarojs
Ozeias Soares
OZEIAS SOARES

SUZANO - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE GADO DE CORTE

EM 28/12/2011

Ozeias Soares. Araguaçu TO

Caro Lázaro, achei ótimo seu comentário.

Ser vigia das terras  que me pertence até me agrada amigo, mas ser preso ou sofrer um processo por ter derrubado uma árvore pra aumentar minha casa ou construir uma casa para um filho, aí é demais. Tem mais, se eu for aos orgãos competentes pedir autiorização pra manupular o que é meu, muito provavelmente servirá só aos meus bisnetos. É porque demora um pouquinho a liberação da autorização.
LAZARO JOSE DA SILVA
LAZARO JOSE DA SILVA

EXTREMA DE RÔNDONIA - RONDÔNIA

EM 16/11/2011

Parabenizo a Senadora Kátia Abreu, pela desenvoltura e luta em prol da produção de alimentos em meu País. Então, gente, vamos preservar, não desmatar, utilizar melhor as áreas já em uso. VAMOS TAMBÉM CRIAR UM MOVIMENTO NACIONAL DE MOBILIZAÇÃO reivindicatório para que tenhamos mecanismos que privilegie quem está preservando, tem paises que pagam aos produtores "x" por hectare/mes para cuidar da floresta, ai sim, eles terão como sobreviver, teremos uma legião de vigilantes da floresta. O que não dá, é comprar a terra, não poder fazer nada em 80% dela, caso da região amazonica, pagar o ITR dos 100%, ser o vigia de toda a área, sem remuneração alguma. Ah, se os nossos benfeitores do exterior sabem que enviam seus recursos para manutenção da floresta, sequer chega um centavo na mão de quem realmente preserva...