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Juan Valdez está de olho no mercado chinês
"Está claro que o mercado tem novas gerações" abertas a consumir café e não só chá, disse Munoz em entrevista.
A Colômbia, segundo maior produtor de café arábica do mundo, bem como a Nestlé Corp. e a Starbucks Corp., está de olho em novos consumidores na China, à medida que a expansão da economia leva os consumidores chineses a gastar mais. A Starbucks, que tem sede em Seattle, planeja mais que triplicar suas lojas na China para 1.500 até 2015, à medida que a lucratividade média nas lojas nesse mercado ultrapassa a dos Estados Unidos.
As compras por chineses mais jovens estão impulsionando a demanda por café arábica em 10% a 15% ao ano, de acordo com um grupo conhecido como Associação de Café de Pequim.
Enquanto o consumo de commodities na China tem levado a preços maiores para petróleo, carvão e cobre, o mercado para o café colombiano na nação asiática está "muito pequeno" e "não alterará o balanço entre oferta e demanda", disse Munoz.
As importações de café da China aumentarão para 450.000 sacas de 60 quilos no ano safra de 2010, com relação às 425.000 sacas no ano anterior, de acordo com dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
A Colômbia está fazendo progressos na Ásia à medida que busca mais que dobrar sua produção nessa década, após o preço do café alcançar seu recorde dos últimos 14 anos em maio. China, Japão, Coreia e Austrália compraram cerca de 17% da colheita da Colômbia no ano passado, de 8,9 milhões de sacas de café arábica, disse Munoz. "Estamos trazendo o café colombiano a mercados que antes eram distantes. A Ásia crescerá enormemente".
A China está em primeiro lugar entre as 22 economias emergentes da Ásia, à medida que a nação provavelmente manterá o rápido crescimento nos próximos cinco anos, de acordo com o Bloomberg Economic Momentum Index for Developing Ásia.
A Federação, que representa a maioria dos mais de 550.000 cafeicultores da Colômbia, previu que a produção em 2011 será de 9,5 milhões de sacas e a produção deverá aumentar para 18 milhões em 2020, de acordo com Munoz. No próximo ano, os cafeicultores colherão cerca de 11 milhões de sacas, de acordo com a Federação.
A reportagem é do Bloomberg, traduzida e adaptada pela Equipe CaféPoint.
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