Joaquim Leite (Cooxupé) comenta o mercado de café
Joaquim Ferreira Leite, diretor de exportação da Cooxupé, concedeu entrevista ao CaféPoint, durante o Seminário Perspectivas para o Agribusiness 2010/2011, realizado pela BM&FBovespa no dia 04 de maio, comentando a atual situação do mercado de café e as perspectivas para os próximos meses.
Publicado por: CaféPoint
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Confira abaixo os destaques e assista a entrevista na íntegra:
"Sentimos que o mercado já assimilou a safra brasileira que vamos colher. Temos visto ultimamente que o preço não tem se modificado, exceto um pequena variação em função da variação do dólar."
"Vemos que existe praticamente um chão [suporte nos preços] no mercado, porque há uma falta clara de cafés arábica."
"No ano que passou tivemos cinco floradas com muita desigualdade na maturação, o que mostra que teremos uma safra grande mas com o tipo prejudicado, e a bebida vai depender muito de como será o tempo no inverno."
"A precificação do café, a partir da segunda semana do mês de maio, será baseada no mercado do tempo, uma vez que poderemos tem um frio muito forte, geada, muita chuva, enfim, não sabemos o que que poderá acontecer."
"O volume de café que o Brasil colhe será suficiente para cumprir os compromissos internacionais e suprir também o mercado interno."
"Historicamente, talvez teremos o menor estoque de passagem de todos os tempos."
"Não existe mais café da safra corrente disponível para ser vendido, só cafés muito baixos."
"O pequeno produtor, familiar, que está sob as asas de uma cooperativa, está em situação razoável. Já os pequenos produtores que não têm nenhum tipo de assistência, nem de associações ou cooperativa, estão deixando suas propriedades para trabalhar em propriedades maiores, pois não estão conseguindo tirar nem um salário mínimo por mês."
"O médio produtor, podemos dizer que é uma "raça em extinção", pois tem um custo muito alto e retorno muito baixo."
"O grande produtor tem um controle muito maior sobre a produção pois tem condições de estocar o café por uma, duas ou três safras, se beneficiando do fato de usar recursos de outros negócios."
"O Brasil é um gigante em produção mas tem esse calcanhar de aquiles, que é o fato de poder estar submetido ao frio e secas muito fortes. A cafeicultura é uma atividade que depende basicamente de quem tem uma vocação, pois não é altamente remunerativa."
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ANHEMBI - SÃO PAULO - INSTITUIÇÕES GOVERNAMENTAIS
EM 09/05/2010

JOAQUIM TÁVORA - PARANÁ - INSTITUIÇÕES GOVERNAMENTAIS
EM 06/05/2010
Não sabemos vender café
Não sabemos fazer Marketing de café
E segundo comentários de quem ja saiu do Brasil, não conseguimos provar que temos café de qualidade, mesmo o comprador vendo que o saco de café que ele compra é do BRASil. incrição que se le na saca de café "Café do Brasil"
Que negócio é esse que todo mundo sabe que é bom, café gourmet, mas todo mundo quer pagar como comoditie.
Sou do norte do Paraná, e ainda me lembro quando viajava de Cornélio Procópio a Nova Fatima, praticamente toda a rodovia neste trecho era café, hoje acho que só tem 2 ou 3 lavouras.
Não entendo o Brasil, e não gosto do que esta acontecendo
Não premiamos a qualidade, só queremos volume
vou citar um fato e depois me digam
No auge do grande jogador de Tenis de Campo Gustavo Kuerten, em uma das finais que disputou em Roland Garros, me lembro desta porque assisti na Televisão, quando o mesmo sacava via-se ao fundo a seguinte inscrição, "Café da Colombia", quem tiver a curiosidade assista a algum video do Guga e veja isto e depois me de a resposta, quando falo que não sabemos fazer marketing esta ai a resposta, a Colombia talvez tenha pago, 1 milhão ou 10 milhóes de dolares, sinceramente não sei a cota para essa propaganda, mas teve seu produto divulgado visualmente, sub liminar, o seu produto para quantos países e para quantas pessoas, volto a comentar, temos em 2010 a Copa do Mundo na Africa, 2014 a Copa do Mundo no Brasil, e 2016 a Olimpiada no Brasil, será que não temos ninguém para vender café para o Mundo, e fazer o produtor Brasileiro que é o dono das galinhas dos ovos de ouro, ganhar dinheiro, ou vai ser como o Brasileiro da lei do Gerson levar vantagem em tudo e o produtor que se rale, vamos mudar a história, pois somos nós que a escrevemos, senão lá na frente a próxima geração vai nos chamar de incompetentes e relaxados, pois perderemos o ouro. Abre o olho BRASIL
Luiz Fernando
Um Brasileiro.

PATROCÍNIO - MINAS GERAIS - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 06/05/2010
"O médio produtor, podemos dizer que é uma "raça em extinção", pois tem um custo muito alto e retorno muito baixo."
"O grande produtor tem um controle muito maior sobre a produção pois tem condições de estocar o café por uma, duas ou três safras, se beneficiando do fato de usar recursos de outros negócios."
ESTA REALIDADE NUA E CRUA, ESTÁ TIRANDO TRABALHADORES FAMILIARES DO CAMPO E PENALIZANDO "A RAÇA EM EXTINÇÃO " QUE TANTO JÁ FEZ PELA ECONOMIA E PELA SOCIEDADE BRASILEIRAS. A HISTÓRIA DÊSTES SERÁ CONTADA EM BELISSÍMOS TRABALHOS DE PESQUISA, MESTRADO..ETC