A desvalorização do real em relação ao dólar contribui para manter o nível de competitividade do café brasileiro no exterior, mas não é a solução para o setor exportador, diz João Antônio Lian, presidente do Conselho Deliberativo do Cecafé, órgão que reúne exportadores do grão.
Segundo ele, o País deve atacar problemas que atrapalham o avanço das vendas externas, como a elevada carga tributária. É preciso melhorar, ainda, a infraestrutura, como portos e estradas, e promover a reforma trabalhista. "Um câmbio melhor, sozinho, não vai se traduzir em maior renda para o produtor", afirma.
Embora não seja o único motivo, o fortalecimento do dólar acaba implicando em desvalorização das commodities agrícolas, como café, por causa da maior oferta brasileira no mercado internacional.
Com a queda das cotações, também motivada pela crise internacional, entre outros fatores, o cafeicultor "está segurando a produção à espera de melhor preço". O problema é que o café arábica brasileiro vem sendo substituído nos blends (misturas de grãos de tipos diferentes) das indústrias pelo robusta do Vietnã e de outros países, que é mais competitivo.
O Cecafé estima que a exportação brasileira este ano deve diminuir para entre 28,5 milhões e 29 milhões de sacas, em comparação com 33,5 milhões de sacas em 2011 ( confira aqui mais informações a respeito ).
As informações são de A Tribuna, adaptadas pelo CaféPoint.
Infraestrutura e fortalecimento do dólar dificultam expansão das exportações brasileiras de café
Desafios logísticos mostram-se como grande entrave ao desenvolvimento do setor. No entanto, João Antônio Lian, presidente do Conselho Deliberativo do Cecafé - Conselho dos Exportadores de Café do Brasil, aborda outros fatores da conjuntura nacional que estariam desacelerando o desenvolvimento das exportações do grão.
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